domingo, 6 de fevereiro de 2011

Saudades...


Saudades
Dos tempos de criança
Tempos que não voltam
Tempos de infância
Infância que o relógio insistiu em passar com tanta pressa
Mas que ao fechar os olhos e olhar para dentro, 
ainda se pode senti-la
Ah aquela infância
Que tempo algum apaga
Já nada a pode mudar agora
A bela inocência espontânea
Onde havia ingenuidade
Traumas ou medos não existiam
Todos eram bons e o mundo era um mundo melhor
Até podia acreditar em mim mesma
Veja que loucura!
Onde pensava que os loucos eram mesmo loucos
E os ditos normais se podiam confiar…
Grande inocência da infância
Onde apenas um banho de chuva era o suficiente para fazer o dia mais feliz
Onde todos os sorrisos eram verdadeiramente sentidos
Onde as amizades eram puras; eram sinceras; eram fiéis
Onde os relacionamentos eram desinteressados
Se enxergava tudo ao redor de uma maneira mais simples
Onde não se preocupava com o dia seguinte, em falar errado, em cantar desafinado, em rir alto ou se sujar comendo chocolate
Onde não havia preconceito algum, porque todos eram iguais.
Mas a infância continua dentro de cada um de nós
Nem todos sabem que ela lá está
Basta ser inocente bastante
Para ser uma eterna criança.
***
Desconheço a autoria.
Mas no meu baú de emoções, fui buscar este texto,
para agradecer a uma amiga os bons e bonitos comentários
que me tem dedicado e, também, pelo que gosta de Portugal.

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