terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vem aí o Orçamento !!!

Um conselho para José Sócrates e para o Ministro das Finanças:

Com a crise a grassar da maneira que se vê, 

não seria melhor "contratar" este elemento 

para "equilibrar" as contas do País?

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O Equilibrador de Pedras


sábado, 27 de setembro de 2008

Luares saudosistas !!!

Ala dos Namorados - Nancy Vieira - Rão Kyao - Lua vagabunda

Ainda o Alentejo !!!

A terra dos regressos.

Ainda o Alentejo. Ainda a palavra imensidão a significar-se a si mesma, ainda nova, ainda por gastar tal como as cores e os cheiros, o Alentejo na sua quase inocência, belo dentro de uma pureza que é suave, meiga, calorosa, sorridente, ainda o Alentejo no seu estado puro, tremendo, castiço, cantando-se, sorrindo-se enquanto espera, espera se calhar que o tempo não lhe acerte, que o mundo continue assim, esquecido, distraído, preocupado com todos os nadas, distante, correndo apressado atrás da sua cauda, rodopiando à volta do vazio, procurando um tudo que nunca aparece, nunca aparecerá...

Ainda o Alentejo. Ainda as pessoas e a sua essência, ainda a simplicidade como se coisa comum, a simplicidade desarmante, as pessoas elas mesmas, as pessoas, capazes de gestos leves e palavras puras, encantadoras, as pessoas a significarem-se a elas mesmas, sem metáforas, sem eufemismos, sem qualquer figura de estilo, sem máscaras, as pessoas de braços abertos, as pessoas celebrando os minutos, as horas, os dias, saboreando cada pedaço de vida, aceitando-a numa paz de fazer inveja, apaixonantes, fascinantes, as pessoas como derradeiro significado da palavra beleza, inesquecíveis. 

Ainda o Alentejo. Ainda o amanhecer feito paleta de cores, feito pintura de museu, obra-prima de um mestre esquecido, ainda as tardes de silêncio, enormes, tardes quentes de um tempo parado, tardes eternas que mergulham sem aviso num escuro de brilhantes, num escuro de pérolas suspensas no ar, vagueando em cima das almas que se estendem para elas, numa admiração horizontal, numa admiração de criança, num reencontro com os fascínios que não deveria nunca acabar, ou pensando melhor, que nunca acaba, ou não fosse o Alentejo a terra onde ninguém vai, mas onde toda a gente regressa. A si.

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PS: Obrigado, Marco, pelo texto tão cheio de sensibilidade. Sabe sempre bem ler estas palavras.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Mas porque é que gente não se encontra !!!

Nesta vida de encontros e desencontros....

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Elvira(s) da Conceição !!!

O avental

Um avental cor–de–rosa ... 
Desabafa desta forma maravilhosa: 

Fui um avental... 
Muito especial... 
De uma professora primária... 
Mas, hoje sinto-me muito otária

Porque fui abandonado ... 
De um jeito mal explicado
Um dia, eu vesti uma linda mestra, 
Que lecionava em plena festa

Eu vesti uma professora de crianças ... 
Eu fui testemunha de mil esperanças 
Naquele tempo, eu era feliz ... 
alimentava-me da chuva de giz, 

Que caía na minha alma, atrás daquele quadro escuro ... 
Agora, estou neste reino tenebroso e obscuro 
Eu ensinei a ler ... 
Com muito prazer
Mas, agora, sinto-me um inútil ser 

É o reino dos aventais... 
Onde os segredos mais secretos não ficam calados

(Paula Macedo) >> Café da Mazunguice <<

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Uma "Flor" de outro jardim !!!


É TEMPO DE MUDAR
Autoria - Silvana Duboc
29/08/2008

É tempo de despedida,
de adeus, de partida.
É tempo de esquecer,
de virar uma página da vida
onde não se pode mais escrever.
É tempo de aliviar a alma dolorida
cansada de tanto sofrer.
É tempo de procurar novos horizontes,
mergulhar em outras fontes.
É tempo de buscar alegrias
e ignorar a nostalgia
que impede a felicidade.
É tempo de colher verdades
e dar um vôo rumo à realidade.
É tempo de crescimento interior,
de se deliciar com o sabor
de existir sem pendências.
É tempo de força e paciência,
de resignação e consciência.
É tempo de recuperar o tempo,
cada minuto, cada momento.
É, enfim, tempo de mudar
pois quem não muda tende a estagnar.

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Por vezes, as conversas são como as cerejas. 
Agarra-se uma e vem tantas outras atrás,
situações após situações, 
resoluções a precisar de tantas soluções.

Obrigado, Florita.

Hoje e Sempre na Memória

I miss you DaddyHomenagem ao 11 de Setembro


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

"Fragilidade, teu nome é Mulher"

Fragile (Sting)

Mel tirado de um vespeiro !!!


Manhãs Eternas

As manhãs de Sábado eram as preferidas pelos amantes. 

Perfeitas para encontros fortuitos na frente do mundo e nas costas de Deus.

A casa da Santinha estava incrustada na Rua do Comércio, o centro nevrálgico da pequena vila, e as manhãs de Sábado enchiam a calçada de passos e vozes. Correrias de crianças, chamamentos de mães, cumprimentos de ocasião.

Os homens discutiam as últimas notícias do desporto, encostados na ombreira da porta da Tabacaria Moderna e havia magotes de mulheres amontoadas nas mesas da Pastelaria Docemel, a beberricar cafés ao ritmo do último mexerico.

O Dr. Nataniel, o advogado mais proeminente da praça, folheava o Semanário Económico sentado num dos bancos de ferro pintados de verde abeto, que ladeavam a rua  para descanso dos passantes. Olhava as notícias sem as ler...As manhãs de Sábado eram as melhores para apreciar o mulherio, pelo rabo do olho. Fixava-se na dança das saias embaladas pelas ancas, fitava os saltos altos qual altar de corpos que imaginava nus e de braços abertos para si. O Dr. Nataniel gostava de sentir o desejo que lhe corroía o corpo todo, a dor aguda que lhe tomava conta das partes intimas e lhe devolvia esperanças vãs de adolescências infames.

A Santinha, entreabria a janela da frente e deixava entrar o buliço da rua. O peito ardia-lhe na antecipação da chegada dele.

Vestiu o robe de chambre de organza rosa velho por cima da pele leitosa, e bebeu o chá, já quase frio, em goles nervosos. Ele raramente se atrasava. Quase 10 horas da manhã,  os sons vindos da rua emolduravam a ansiedade da sala. Dois toques. Um, depois o outro, na porta das traseiras da casa. Era ele!

Abriu uma nesga da porta. Apenas o suficiente para o intruso passar. Deixou-se ficar ali atrás da porta, como uma gata no cio, a retorcer-se da ausência dele.

A porta fechou-se. Ele olhou-a, sorriu, e ela entregou-se ali mesmo, sem bons dias, sem mais nada que não fosse a pressa de apagar o incêndio que ameaçava a sua integridade física e que ceifava vidas no interior das pernas.

Na rua do Comércio, a manhã decorria na costumeira cadência de vai vem, e os gemidos que escorriam da janela entreaberta, imiscuíam-se com as vozes dos transeuntes, e coloriam aquela manhã de Setembro de prazenteiros tons solarengos.

O sino na torre da igreja, chamava para a missa das 11, e uma debandada de pardais assustados precipitava-se sobre as acácias da praça.

A Santinha rezava mistérios a duas vozes. Cumpria promessas feitas ao ouvido, pelo chão frio e rijo da casa. Dava graças pelo caudal de vida que lhe varria os sentidos.

Aos poucos, o dia foi escoando sons e passos, deixando no ar apenas a urgência do almoço anunciado em cheiros a comida quente.

O sol de Outono, implacável fazia o casario cair em sombras densas sobre a rua do Comércio, agora abandonada à sua sorte de fim de semana, a solidão.

A sombra silenciou também a casa da Santinha. Lá dentro um manto de suor cobria os dois corpos fartos e quietos.

- Sábado de manhã voltas?

- Sempre minha Santinha.

Na rua ouvia-se agora um passo arrastado, e melancólico. Era o João Francisco, o deficiente que vivia na esquina de baixo com a mãe. Vinha da igreja, onde pedia esmola na saída da missa, e varria com a perna morta os últimos vestígios de gente do meio da rua.

Depois ficou o nada. As casas deitaram-se à sesta, e a Santinha fez juras de manhãs eternas enquanto acenava um adeus saciado.

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mãos !!!

Por alguém me lembrar de mãos:

Poema das mãos
(Miltinho)
Nas tuas mãos deixei meu sonho
Nas tuas mãos deixei bondade
Alegre sonho, ficou tristonho
nas tuas mãos virou saudade

Nas minhas mãos o teu perfume
Nas minhas mãos o teu cabelo
O meu ciúme, o meu queixume
Nas minhas mãos um triste apelo

As tuas mãos estão mais frias
Estão vazias de meus beijos
As minhas mãos talvez não sintas
Estão famintas de desejos

Nas minhas mãos a despedida
Nas tuas mãos a minha vida 


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O mesmo que cantou este:

Miltinho 1960 "O Poema do Adeus"

Gatinhas !!!


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Os meus agradecimentos à Irina Maia (do, Couve de Bruxelas) pela excelente ideia e esforço àrduo.

Porque será que eu as prezo ?


Mulheres

As mulheres sabem quando são amadas. Sabem não, sentem! É uma coisa difícil de explicar, só quem partilha do sexo feminino entende. As mulheres sabem quando o homem ao seu lado gosta delas, nos simples gestos de dar a mão sem vergonha, dizer a verdade independentemente dos efeitos que poderá ter, cobrir o parceiro a meio da noite quando este se tiver destapado. E esse sentimento é crucial para saberem quado desistir ou lutar.

As mulheres sabem reconhecer o amor, não só em si, mas também nos outros. É algo que existe, algo real, e apesar do que dizem, o amor não é abstracto. O amor é visível e podemos senti-lo à nossa volta, se estivermos atentos. Mas claro que isso é muito mais fácil quando se é mulher.

 As mulheres sentem e vivem ao sabor das emoções, e se calhar é por isso que se vão abaixo tão depressa quando ficam de coração partido, ou que arranjam forças para lutar quando a causa parece perdida. Há uma energia que o sexo feminino compreende na íntegra que lhes garante se arriscar é, ou não, uma boa opção.

Sim... As mulheres sabem amar. Não é por acaso que são as mulheres a dar à luz e não os homens, digo eu. Os homens também amam, claro, mas de formas distintas. Há neles um sentido prático de descomplicar tudo, ao passo que a mulher examina cada detalhe até à exautão, até se sentir satisfeita com as respostas que encontrou.

As mulheres sabem quando o homem ao lado delas é o tal. Sentem-no, tão simples como isso. E é por isso que ás vezes lutam contra a maré para ficar com eles, mesmo quando eles pensam que não querem ficar com elas. Remam, remam, até convecerem toda a gente (e até a parte delas mesmas que já começava a desconfiar) que vale a pena. E normalmente acertam.

Uns chamam-lhe intuição feminina, outros de sexto sentido. Eu digo apenas que é um dom que cada mulher recebe à nascença: o dom de amar perdidamente. E é esse dom que nos protege e guia, mesmo quando tudo o resto não colabora

e a vida sopra na direcção contrária.

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domingo, 7 de setembro de 2008

Stormy Weather...


A tempestade do destino...

Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. 
Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti.

Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. 
Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê?

Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo.

Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti. 
Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, 
fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar 
a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta a outra.

Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e 
a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. 
Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, 
a rodopiar em direcção ao céu.

É uma tempestade de areia assim que deves imaginar.

(...) E não há maneira de escapar à violência da tempestade, 
a essa tempestade metafísica, simbólica. 
Não te iludas: por mais metafísica e simbólica que seja, 
rasgar-te-á a carne como mil navalhas de barba.

O sangue de muita gente correrá, e o teu juntamente com ele. 
Um sangue vermelho, quente. 
Ficarás com as mãos cheias de sangue, do teu sangue e do sangue dos outros.
E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter 
conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver.

Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. 
Mas uma coisa é certa. 
Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. 
Só assim as tempestades fazem sentido.

(Haruki Murakami)

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Voltei !!!

Voltei....
Descansado,  morenaço, ainda mais "eremita" (esquecido do mundo).

Aqui vai a minha primeira saudação....

MAFALDA ARNAUTH - PARA MARIA 
 
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Cantado por alguém que já, anteriormente, cantou

Contra ventos e marés


Hei-de cantar o meu fado
Pelo mundo lés-a-lés
Coração ao povo dado
Contra ventos e marés.

Só o fado canta saudade
Na sua voz mais sentida
Tembém canta liberdade
De ser gente nesta vida

Cantando às vezes tristeza
Mágoa de sede sem fonte
Foi nos mares da incerteza
Asa febril de horizonte.

Se o fado, se é fado inteiro
Fado antigo ou fado novo
Deste país marinheiro
Canta a alma deste povo

Minha terra que eu nem sei
Ó tanto que tanto és
Ao fado te cantarei
Contra ventos e marés.