terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu contra mim falo...

Com a especial ajuda do meu amigo Rogério do Carmo


sábado, 26 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vinte (20) anos se passaram...

Neste dia, em que acabou tudo, até a malidecência!

FREDDY MERCURY  (R.I.P)


Revistando velhas amizades...



De dor e distância


A dor da saudade transforma os centímetros em milhas e 
os segundos em séculos; descolora o arco íris e despe os 
dias de luz; arrefece o calor do tempo e retira o perfume da alma.
Quem inventou a saudade?
Quem o fez, não sabia o quanto ela dói com a distância e 
o quanto  geme na ausência...

(Maria Campos)


*****
PS: Clique no nome do texto (De dor e distância) para ver a origem do post.
        Maria, com amizade e votos de FELIZ NATAL e BOM ANO NOVO.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sublimação mais que desejada...

Hoje é...


*** DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA***

Aniversários do meu blogue ...

Retrospectiva
O que inseri no meu blogue a recordar cada aniversário:
Um (1) ano 
- Foi isto  
Dois 2) anos 
- Foi assim 
Três (3) anos 
-  Foi a origem

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Foi em Agosto...

Um vento polvoroso de agosto,
soprou forte, com gosto.
 
Por onde ele havia andado?
Não se sabia.
Quantas noites ele refrescou?
Quantas árvores tentaram detê-lo?
Ninguém o conhece.
É apenas um vento.
Sem passado.
Sem futuro.
 
Não disse a que veio.
Nada perguntou.
Apenas é parte de um momento, que aconteceu em agosto.
Rendido por uma alma humana.
Soprou e passou.
Como passam todas as coisas...
Pessoas...
Situações...
Momentos...
Evaporando por entre a insignificante percepção.


ELIZABETH DE LIMA VENÂNCIO )


Sempre a Joana





PS: Clique no nome da autora do texto, para ver a origem do mesmo

domingo, 20 de novembro de 2011

Quando chegaremos a ter "verdadeira consciência" ?



REZA, MARIA 

Suam no trabalho as curvadas bestas
e não são bestas
são homens, Maria!
Corre-se a pontapés os cães na fome dos ossos
e não são cães
são seres humanos, Maria!
Feras matam velhos, mulheres e crianças
e não são feras, são homens
e os velhos, as mulheres e as crianças
são os nossos pais
nossas irmãs e nossos filhos, Maria!
Crias morrem á míngua de pão
vermes na rua estendem a mão a caridade
e nem crias nem vermes são
mas aleijados meninos sem casa, Maria!
Do ódio e da guerra dos homens
das mães e das filhas violadas
das crianças mortas de anemia
e de todos os que apodrecem nos calabouços
cresce no mundo o girassol da esperança
Ah! Maria
põe as mãos e reza.
Pelos homens todos
e negros de toda a parte
põe as mãos 
e reza, Maria!



(José Craveirinha)

sábado, 19 de novembro de 2011

Hoje... o meu blogue faz 4 outonos!!!

Dou parabéns a mim próprio!


Chovia. Batia forte na janela. O céu estava muito cinzento.
E eu, ali sentado frente ao computador, sem saber o que fazer.
Sem sequer saber como fazer um blogue. Apenas lendo o que
era escrito nos blogues dos outros.
Ao  entrar num blogue, colocado no Blogger, deparei com 
uma indicação no topo superior direito que dizia 
"Criar um blog".
Reolvi entrar e analisar a situação. De facto, achei que era 
algo fácil e assim comecei o "Stormy Weather".


Quatro anos passados,  com algumas centenas de posts 
colocados, ainda por aqui ando. 
Com muito prazer e sem desmorecer.


Alturas houve que quase desisti. Mas houve sempre algo 
ou alguém que com um simples "chamado" me induziam 
a continuar.


A todos os que entraram no blogue, me acompanharam, 
me comentaram, me deram ânimo, ...
o meu grande BEM HAJA, 
por serem virtualmente meus amigos.


Para todos vai o meu agradecimento através deste vídeo:


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A água dos nossos tormentos...

Hoje, em Portugal, é....


                 DIA NACIONAL DO MAR
e... 
veio-me à lembrança um lindo texto de Raul Machado, que transcrevo:


Poema da água



A água também nasce pequenina 
- nasce gota de orvalho ou de neblina... 

A água também tem a sua infância 
- quando apenas riacho cantarola 
brinca de roda nos redemoinhos 
salta os seixos que encontra 
e faz apostas de corrida - travessa - 
por entre as grotas e penhascos 
e arranca as flores que a marginam 
para engrinaldar a cabeleira solta 
sobre o leito revolto das areias... 

A água também tem adolescência 
- sonha lagos românticos à lua 
fitando os astros namorados dela 
embevecida em seus olhos de ouro... 
e assim sempre amorosa e sonhadora 
vai tecendo e bordando - dia e noite 
o seu vestido de noiva nas montanhas 
e o seu véu de noivado nas cascatas... 

A água também tem maturidade 
- fica serena e grave em rios fundos 
e num destino generoso e amigo 
espalha a vida que em si mesma encerra 
semeia bençãos para o grão de trigo 
abre caminhos líquidos da terra 
e enlaça os povos através dos mares... 

A água também tem sua velhice 
-e de ver-lhe os cabelos muitos brancos 
onda lenta de espuma destrinçada em neve, nos ares flutuando... 

A água também sofre...e quando sofre 
se faz divina e vem brilhar em lágrimas 
ou se reflete a dor da natureza 
geme no vento transformada em chuva. 

A água também morre...e quando seca 
- e a sua morte entristece tudo : 
choram-lhe, enfim na desolação, 
todos os seres vivos que a rodeiam 
porque ela é o seio maternal da vida 
e de tal maneira ama seus filhos rudes 
que muitas vezes para os salvar se deixa 
ficar sem o murmúrio de uma queixa 
prisioneira de poços e açudes... 

Bendita seja, pois, água divina 
que fecunda, consola, dessedenta, purifica, 
e que, desde pequenina, 
feita gota de orvalho, 
mata a sede das plantas entreabertas 
e prepara o festivo esplendor da primavera... 
e que, nascida em píncaros da serra 
vem de tão alto, procurando sempre ter 
um fim de planície e de humildade 
até perder, na última renúncia, 
o nome de batismo de seus rios 
para ficar anônima nos mares. 

(RAUL MACHADO)


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cruas verdades...



Mulher Africana

Lindas meninas de cor negra
Com a tradicional vestimenta colorida
Com as suas tranças cobertas por lenços de encantar
Lindas, todas torneadas e pintadas de preto
São filhas desse enorme continente


Filhas de uma Nação que foi abandonada depois de roubada 


África que todos os dias nos dás novos sons
Que a todos encanta e nos faz dançar
Com cores sem fim


Todas as Nações gingam ao sabor dos teus sons
Africanos pintados de preto, tornam-se belos como toda a Angola
E eu com a minha poesia, não te esqueço
E só te quero ver a gingar



(Alberto David)


***
Alberto David está no Facebook - aqui

Minhas dúvidas eu sempre ultrapasso, porque sou...

Um “temporal” 
(stormy weather)
intemporal...
a sós...
só tu...
para além de nós.
...
Palavras ditas...
a seco e a cru...
só tu...
para além da voz.


(Joe-Ant)
como comentário a Rosa Pena (aqui)
*****
E, além disso, sou:


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Questionando... até as próprias dúvidas



Tentando abstrair-me de tudo e do mundo, das coisas 
e até da vida (em que passo o tempo a questionar), 
encontrei este texto anónimo no blogue da minha amiga 
Heliane Ferreira, que trancrevo:






O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos,
mas pavios mais curtos;
auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos;
gastamos mais, mas temos menos; 
nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável,
rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente,
ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais,
raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV
e raramente pensamos...

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à
extensão de nossos anos.
Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em
atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta;
de homens altos e caráter baixo;
lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.

Estes são tempos em que se almeja paz mundial, 
mas perdura a guerra no lares;
Temos mais lazer, mas menos diversão;
maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios;
de residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis,
moralidade também descartável, ficadas de uma só noite,
corpos acima do peso, 


e pílulas que fazem de tudo: 



alegrar, aquietar, matar.


É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque;
um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras
e você pode escolher entre fazer alguma diferença,
ou simplesmente apertar a tecla Del.

(Anônimo)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Indiferenças minhas...


Nesta vida, não perdi muitas pessoas!
As poucas que perdi, também nunca as ganhei e gozei a fundo.
...
Também, não tenho muitas memórias da infância. 
Se é que tive infância!
...
Hoje as minhas memórias presentes são ausências em mim. 
Algumas nem quero recordar!
Tornei-as eremitas no Convento das Coisas Más. 
Muito para além da Terra do Nunca.
...
Hoje, apenas quero recordar o que não me causa dor. 
O resto é fumo!


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quem nunca pecou...

Que...


ATIRE A PRIMEIRA FLOR

Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo;
Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz,
traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada;


Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso;
 

talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que
compreenda, de braços que confortem;
Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro
sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;


Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho,
seja o primeiro a ensinar, começando por aprender você mesmo, 
corrigindo-se a si mesmo;


Quando alguém estiver angustiado à procura, consulte bem o que se passa,
talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja;


Daí, portanto, o seu deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar-se,
primeiro que pode ser o único e, mais sério ainda, talvez o último;


Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la;
quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que sua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga,
a afagar a pétala, a acariciar a flor;


Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave;
Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira proteção
e primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e não estiver cozido,
seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.


Não atire a primeira pedra em quem erra. 
De acusadores o mundo está cheio; nem, por outro lado, aplauda o erro;
dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora;
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu; 
sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido; 
Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém;


Quando tudo for espinho, atire a primeira flor; 
seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta, 
compreendendo que o perdão regenera,
que a compreensão edifica, que o auxílio possibilita, 
que o entendimento reconstrói.


Atire você, quando tudo for pedra, 
a primeira e decisiva flor. 


(Glácia Daibert )