domingo, 31 de outubro de 2010

Bruxas...

Dizem que não há bruxas!
Mas, que as há, eu sei que há....
Cruzamos e vêmo-las por todo o lado...
Por exemplo, nesta àrvore, à noite, 
num jardim que atravesso...


(Foto: Emanuel Ribeiro)




















Muitas "bruxinhas" com que no cruzamos,
e que, algumas, nos enfeitiçam... 



*****
Mas que as há, há! 
Nós é que, por vezes, duvidamos!

Há que ter muitas cautelas... 
com ELAS.

Certamente que há bruxas...



O espermatozóide guerreiro


O mineiro chileno Alberto Gallardo fez as pazes com a esposa. Dito assim, isto não lhe diz nada. Mas lá no Chile é uma novela.
É que Gallardo, um dos 33 bravos que sobreviveram a 68 dias de clausura a 700 metros de profundidade na mina de San José, não achou graça quando chegou cá acima e a mulher lhe disse que estava grávida de cinco semanas. Ou seja, à primeira terá sorrido de alegria, mas rapidamente se pôs a fazer contas. Ora... 68 dias a dividir em semanas isso dá... Dá mais um milagre, pois claro. Pelo menos é o que lhe foi garantido por um médico amigo, explicando ser frequente o espermatozóide resistir uma eternidade no útero antes de se decidir a fecundar o óvulo. "É um espermatozóide guerreiro, um sobrevivente como o pai", justificou o doutor aos jornalistas. Mais um final feliz.


****
Vai à bruxa, Gallardo...

sábado, 30 de outubro de 2010

Velho viajante...



Virá o dia em que hei de ser um velho

Experiente olhando as coisas

Através de uma filosofia sensata.

E lendo os clássicos com a afeição

Que a minha mocidade não permite.

Nesse dia Deus talvez tenha entrado

Definitivamente no meu espírito.

Ou talvez tenha saído definitivamente dele.

Serei um velho, não terei mocidade,

Nem sexo, nem vida.

Só terei uma experiência extraordinária.

Fecharei minha boca a todos e a tudo.

Passará por mim muito longe

O ruído da vida e do mundo.

Serei um corpo sem mocidade, inútil, vazio.

Cheio de irritação para com a vida.

Cheio de irritação para comigo mesmo.

O eterno velho que nada é, nada vale.

O velho cujo único valor é ser o cadáver

De uma mocidade criadora.


(Vinícius de Moraes)




          

Nunca é demais.... alertar!



Hoje, em Portugal, é:
Dia Nacional de Prevenção do Câncer 



Hoje, sabemos que o cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente, e associado a uma imagem de grande gravidade, mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.
Não descure!

Assim escreveu alguém no post que a seguir se indica (clique no nome do post)

Existe um tipo de sentimento ao qual sou fiel e, obstinada

O amor que sinto pela vida.

Olhando a cidade... inundada pela chuva




****
Al Berto foi dos poucos poetas que viveu aquilo que escreveu, teve uma vida demasiado rapida, ensaiou tantas vezes a sua morte e teve-a numa triste cama de hospital, mas os poetas medem-se por aquilo que dizem e o Al Berto disse quase tudo que havia para dizer sobre a natureza irregular do Homem, foi um visionario, foi além do seu proprio tempo.


****
E, no meio da solidão, lembrei:


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ando muito trabalhador! Profícuo!

Uma folha, de noite, à contraluz 

(Fotografia: Bence Mate - fotógrafo do ano 2010)

Os livros que amamos...

Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro)

Hoje é:
Dia Nacional do Livro no Brasil;
    aliado a:
1810 - Fundação da Real Biblioteca, 
     hoje Biblioteca Nacional do Brasil


*****


A Verdade sobre Ficção (parcial)

As melhores histórias nos oferecem algo a mais, independente das razões pelas quais as lemos. Este algo a mais é intensidade. "Que fascinante!", nós pensamos, concordando com nossas cabeças, maravilhados, enquanto viramos páginas após páginas. Ou: "Nossa! Isto é tão estimulante." Ficção pode nos fazer rir, chorar, conferir se a porta está trancada -- apesar do fato de que é "fazer de conta", e de nós sabermos disto.

É por isto que não conseguimos largar os livros que amamos. Não queremos abandoná-los por causa de seus mundos intensos, em contraposição com nossa vida diária monótona -- dirigir para o trabalho, pagar as contas ou encerar o carro.

A vida real pode ser, certamente, muito intensa (às vezes, intensa até demais), mas mesmo assim, ela costuma não ter organização, foco. Ela é ilógica, deixando dezenas, talvez centenas, de pontas soltas, através dos anos. A vida é bagunçada. Uma história bem contada, porém, tem um começo, um meio e fim definidos. Este foco faz da experiência da leitura duma história muito mais intensa.

Ainda assim, é bastante plausível escrever um história que possua todas as características acima e ainda fracassar como narrativa. Você já deve ter lido uma história assim, ou, pelo menos, começou, não agüentou, fechou e colocou-a de novo na prateleira ou a devolveu na Biblioteca. Todas as partes da história pareciam estar no lugar. Mas, mesmo assim, você, o leitor, não se importou. E sobre a ficção que nos importa?

A resposta é simples: personagens.

(http://blogdoescritor.oficinaeditora.com/2007/04/escrevendo-fico-com-gotham-writers.html )


Biblioteca Nacional (Lisboa) (vulgo, Torre do Tombo)

Aparece cada "maduro" na Net...

Faço algumas "figuras tristes", mas não tanto...



Votos de BOM FIM DE SEMANA

Animação para mim... é ser sempre criança.


Lendas do jazz no filme animado «Chico & Rita» (Trailer)





*****


Thelonious Monk, Cole Porter, Charlie Parker e Dizzy Gillespie são alguns dos nomes cuja música surge no filme de animação «Chico & Rita». O primeiro «trailer» já está na internet.
 
Chico é um jovem pianista com sonhos de sucesso. Rita é uma bela cantora com uma voz extraordinária. No final dos anos 40, a música e o romance unem-nos numa jornada épica entre Havana, Nova Iorque, New Orleans, Las Vegas e Paris. Só que, na tradição do bolero, o tormento e os desgostos de amor também os seguem de perto.
«Chico & Rita» marca a estreia no cinema de animação do realizador espanhol Fernando Trueba, que conquistou o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com «Belle Époque», parcialmente rodado em Portugal. O cineasta partilha a direcção com o ilustrador valenciano Javier Mariscal, num projecto cuja ideia de base foi construir um épico romântico em animação assente no amor que ambos têm pela música e a cultura cubana.
A banda sonora original deste filme é assinada pelo pianista e compositor Bebo Valdés, com música de lendas como Thelonious MonkCharlie ParkerCole PorterDizzy Gillespie e Freddy Cole (irmão de Nat King Cole).
O filme, co-produzido entre a Espanha e o Reino Unido, tem estreia internacional a 19 de Novembro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Viajando à toa... por Lisboa.



Para o Guará (especialmente):



Sem ser em "Um eléctrico chamado desejo"
(i.e., "Um bonde chamado desejo")


"Flamenguista"

Para mim "flamenguista" é o apreciador de "queijo flamengo"


Mas, como existem outras interpretações para a palavra...
Deixo aqui os meus parabéns a uns certos "flamenguistas" pelo "vosso dia"

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"O pastor amoroso"


Passei toda a noite, sem dormir


Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela. 
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

(Alberto Caeiro, aliás Fernando Pessoa, in "O Pastor Amoroso")

Nossas raias fronteiriças...

Depois de inserir o post sobre "Ciganas", lembrei-me de um post 
inserido no blogue de uma amiga (a MAI), que me deixou encantado 
naquele tempo, pelo grande significado que tem para mim, asssim 
como o que tem a música "A cigana e o pastor".
Abaixo transcrevo integralmente o que a Mai escreveu:


*****
Periféricos na andaluzia

.

Impulsos oníricos a lhe perturbar e os feixes de luz que saiam dos olhos encandeavam os seus. Não era humano aquilo, mas como suava aquela cristã! Mouros. Ou seriam lobos da andaluzia? Noturnos assaltos que de tão surreal confundiam os sentidos. Mordiscava de medo os lábios, mas aquela invasão mourisca, era tudo de bom. E entregue se perdia. Restava inerte de tanto querer e nem queria acordar ou gritar por socorro. Corria nas ruas da Andaluzia e aquilo era tudo um sonho mas haviam lobos e os mouros a invadir a janela. Selvagens aromas lembrando Servilha. E tudo servia e suava, mas não havera de correr naquela noite. E tudo estava tão bom que fingia dormir com um olho aberto mas queria bem mais. Ao longe os sons da percussão encobriam seus uis. Granada. Guitarra flamenca e as platinelas arábicas davam o toque andaluz. Breu. Tudo ali era tatil e os cheiros da noite aguçavam os sentidos. Cravo, canela, baunilha, ou seria Channel? Intuição. Aquilo tudo era a pele e a seda da flor. E na fruição de quereres, seus uis reforçavam aquela selvageria mourisca. Arisca era aquela mulher que da periferia se arriscava a colear sob os lençóis. Silêncio por fim e enfim, uma estranha mutação. E a devota cristã restou-se pagã e feroz, correndo com os lobos na periferia.

Ciganas...

Uma linda cigana:





E uma linda estória cantada:

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Há os que são, por natureza, iluminados...

Como este

Nacionalismo em "Malhoa"



Um... "Malhoa"




Fado Malhoa


Alguém que Deus já lá tem 
Pintor consagrado, 
Que foi bem grande e nos dói 
Já ser do passado, 
Pintou numa tela, 
Com arte e com vida, 
A trova mais bela 
Da terra mais querida. 

Subiu a um quarto que viu 
Á luz de petróleo
 
E fez o mais português
 
Dos quadros a óleo:
 
Um Zé de samarra
 
Com a amante a seu lado,
 
Com os dedos agarra,
 
Percorre a guitarra
 
E ali vê-se o fado.
 

Faz rir a ideia de ouvir
 
Com os olhos, senhores,
 
Fará, mas não para quem
 
Já ouviu mas em cores.
 
Há vozes de Alfama
 
Naquela pintura
 
E a banza derrama
 
Canções de amargura.
 

Dali vos digo que ouvi
 
A voz que se esmera,
 
Boçal o faia banal,
 
Cantando a Severa.
 
Aquilo é bairrista,
 
Aquilo é Lisboa,
 
Boémia e fadista,
 
Aquilo é de artista
 
E aquilo é Malhoa.
 



PS: Para compreender este "fado" veja as explicações  aqui
      

Causa de morte...

Morreu polvo adivinho "Paul"

Por SAPO Desporto


O polvo “Paul”, que ficou conhecido por prever todos os resultados do Mundial de futebol 2010, morreu esta terça-feira.

O Aquário de Oberhausen, na Alemanha, revelou hoje que o polvo adivinho "Paul" faleceu esta terça-feira. A última aparição pública do cefalópede foi aquando do seu apoio oficial à candidatura de Inglaterra à organização do Mundial 2018.
Paul ficou conhecido por ter adivinhado todos os resultados da Alemanha no Mundial 2010 e ter previsto a vitória final de Espanha diante da Holanda.
Chegou até a ser criada uma aplicação para o Iphone com o polvo a ajudar as pessoas nas suas escolhas.
Veja aqui o vídeo com uma das previsões do polvo adivinho.
O director do aquário de Oberhausen, Stefan Porwoll, crê que Paul teve uma boa vida: "Nós estamos consolados porque acreditamos que ele teve uma boa vida aqui. Não podíamos tê-lo tratado melhor do que o fizemos."
Perante o tamanho sucesso das premonições do polvo durante o Mundial 2010, o aquário decidiu erigir um monumento em memória de Paul.

******
Contudo, por averiguações feitas à posteriori,  “Paul” não morreu de “causas naturais”, como foi comunicado.
Fontes fidedignas informam, que “Paul” morreu devido ao cansaço, 
pelo esforço feito através de implicações corruptas e imposições 
milionárias, ao ter que definir , contra a sua vontade, quem iria 
vencer  as Presidenciais no Brasil.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Compasso do malandro...

Seguindo a minha boa "estrela", 
apresento-vos:



E... deixo-vos a minha fonte 
de inspiração:
"" ECOS DO TELECOTECO""

Dias... e que dias!



Hoje é...
- Dia da Democracia; e...
- Dia do Macarrão.
******
Pensamento: Ambos deviam ser "para todos"

Para a minha última neta...


MENINA DOS OLHOS DOCES


Menina dos olhos doces
Adormece ao meu cantar:
Tenho menina de trapos,
Tenho uma voz de luar...

Os meus braços são a Lua,
Quando ela é quarto crescente:
Dorme menina de trapos,
Meu pedacinho de gente.

Dorme minha filha triste,
Meu farrapo de menina,
Dorme, porque eu sou a nuvem
Que te serve de cortina.

Menina dos olhos doces
Adormece ao meu cantar:
Tenho menina de trapos,
Tenho uma voz de luar...

(Matilde Rosa Araújo)
In O LIVRO DA TILA - CANTIGAS PEQUENINAS , Atlântida Editora, 1973