terça-feira, 1 de janeiro de 2013
De esperança duvidosa...
E é isto
"Se pudesse abrir ou suspender a vida como faço com os livros,
hoje seria o dia. Teria apagado a luz da cabeceira e fechado as
páginas sem usar separador.
Ouvi os fogos ao longe, a esperança resgatada das gargantas,
os gritos em contagem decrescente, o nascer de um novo ano.
Era aí que pousaria a vida como esta fosse o livro de que me
despeço nas noites. Quando a voltasse a abrir, sem saber a
página onde ia, deixaria ao acaso ou a Deus a clemência de me
transportar para o lugar onde todos, mais calmos, sorríssemos
sem necessidade de artifícios e gritos de champanhe."
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Enquanto esperamos...
Mais uma vinda de Cristo...
Já a
minha avó dizia,
perante tantas mudanças
e coisas estranhas acontecendo:
“Ai
Cristo, vem cá abaixo ver isto!"
...
Talvez
não fosse mal pensado!
Depois
de uma Ressuscitação:
Uma
Redenção;
Uma
Reencarnação;
Uma
Nova Vida;
Uma Nova Paixão....
Ou então...
Que acabe o Mundo!
...
Aqui, está mesmo difícil
De se viver!
...
Amem!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
EM ALGUM LUGAR...
No deserto da vida eu erro e ardo
a gemer sob o peso do meu fardo,
mas em
algum lugar quase esquecidosa gemer sob o peso do meu fardo,
sei de frescos jardins em sombra e em flor.
Em algum lugar, nos confins do sonho,
sei que um abrigo vela
onde a alma volta a ter pátria
e estão à espera o sono, a noite e as estrelas.
(Hermann Hesse)
*****
Através do...
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Um beijo entre muitos...
[...] Esquecer
é uma necessidade.
A vida é uma lousa, em que o destino,
para escrever um novo caso,
precisa de apagar o caso escrito .
(Machado de Assis)
A vida é uma lousa, em que o destino,
para escrever um novo caso,
precisa de apagar o caso escrito .
(Machado de Assis)
Jihenda...
O beijo do sol
(Paula Teixeira)
Mergulho bem fundo
E procuro por mim
Vou esquecer o mundo
E tudo o que me deixou só assim
E procuro por mim
Vou esquecer o mundo
E tudo o que me deixou só assim
Quero fechar esta porta
Que um dia alguém abriu
Hoje o frio já corta
Mas a dor ainda não saiu
Que um dia alguém abriu
Hoje o frio já corta
Mas a dor ainda não saiu
Vagueio na incerteza
As cartas estão sobre a mesa
Mas já ninguém vai ganhar
Somos escravos dos medos
Que nos fogem entre os dedos
E não sabemos agarrar
As cartas estão sobre a mesa
Mas já ninguém vai ganhar
Somos escravos dos medos
Que nos fogem entre os dedos
E não sabemos agarrar
Refrão:
Sei que o sol vai descer
para me beijar
E dar cor às palavras que eu vou cantar
Vai deixar-me à deriva olhando o céu
Neste mar revolto que sou eu
E dar cor às palavras que eu vou cantar
Vai deixar-me à deriva olhando o céu
Neste mar revolto que sou eu
Espero que as vagas de
espuma
Apaguem estas marcas do chão
Que desenhámos na bruma
De sentimentos e ilusão
Apaguem estas marcas do chão
Que desenhámos na bruma
De sentimentos e ilusão
Fizemos sonhos de areia
Ficámos presos na teia
Que a tempestade destruiu
Lemos promessas ao vento
Não passou de um momento
Hoje penso que nem existiu
Ficámos presos na teia
Que a tempestade destruiu
Lemos promessas ao vento
Não passou de um momento
Hoje penso que nem existiu
Refrão:
Sei que o sol vai descer
para me beijarE dar cor as palavras que eu vou cantar
Vai deixar-me à deriva olhando o céu
Neste mar revolto que sou eu
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Viva a vida...
Aprendi..
Que se aprende errando.
Que crescer não significa fazer aniversário.
Que o silêncio é a melhor resposta quando se houve uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos ficam com você até o fim.
Que a maldade pode se esconder atrás de uma bela face.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura ela.
Que quando penso saber tudo, ainda não aprendi nada.
Que a natureza é a coisa mais bela da vida.
Que amar significa se dar por inteiro.
Que um só dia, pode ser mais importante que muitos anos.
Que se pode conversar com estrelas.
Que se pode confessar com a lua.
Que se pode viajar além do infinito.
Que se deve ser criança a vida toda.
Que Deus não proíbe nada em nome do amor.
Que o que realmente importa é a paz interior.
E finalmente, aprendi...
Que não se pode morrer, para se aprender a viver.
(Autor desconhecido. Texto encontrado em um saco de pão.)
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Calçadão...
![]() |
| (Com a cortesia de Nádia Cruz) |
Copacabana…
Copacabana
ou copabacana ?Cabana com copa ou bacana sem copa?
É de tirar o chapéu!!!
De deixar você ao léu,
despido, desnudado, embrutecido…
É de coçar na copa?
É de ficar bem copado!!!
Com tamanhas visões, sensações, emoções,
desejos e sensações…
…
Sem poder fechar-me em copas…
Eu diria:
“Venha, mexa seu pé.
Vem daí para o meu copé,
longe deste bulício, desta lotação.
Fujamos daqui, desta falaça,
isto não é minha praça,
me engasga, alvoroça meu coração.
Me deixa louco de tensão,
ou de outra intenção,
que me corrói que nem traça,
esburaca toda e qualquer decisão.
Vem!!! Vem para o meu barraco,
deixemos este calçadão…
ou eu me estrepo todo junto,
de pasmo, joelhos no chão,
em plena adoração.”
….
Bacana…
COPACABANA,
Minha princesa,
apenas de ilusão
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Sabe bem ouvir isto...
Temos um problema geográfico: Você quer abraçar o mundo
e eu ficaria contente em abraçar somente você.
(Tati Bernardi)
*****
O SENTIDO DA VIDA
"Não sei...
se a vida é curta ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não
seja nem curta, nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira,
pura...enquanto durar....“
(Cora Coralina)
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Navegando nas núvens...
![]() |
| (Imagem feita com: http://www.klowdz.com/draw ) |
Cais
A sós,
no cais, olhando o barco em que partia,
não era de ti que me despedia,
mas de mim, que nessa hora
sem acenos me fui embora.
não era de ti que me despedia,
mas de mim, que nessa hora
sem acenos me fui embora.
Descobridor
de mares que nem sequer sabia
que nome tinham, se era noite ou dia,
por longo tempo naveguei
até que, por fim, voltei.
que nome tinham, se era noite ou dia,
por longo tempo naveguei
até que, por fim, voltei.
Mas do
cais da largada não restava já
lembrança alguma e muito menos há
muralha onde acostar.
E, sendo tudo em volta mar e mar,
não me resta senão continuar.
lembrança alguma e muito menos há
muralha onde acostar.
E, sendo tudo em volta mar e mar,
não me resta senão continuar.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Canções de Encontro - VIII (e última do tema)
Para mim, a mais simples e a mais bela das
"Canções de Encontro"
Cinderela
Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.
Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...
[Refrão]
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.
Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...
[Refrão]
E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."
"Canções de Encontro"
Cinderela
Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.
Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...
[Refrão]
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.
Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...
[Refrão]
E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Canções de Encontro - VII
Non Je N'ai Rien Oublie (tradução)
Eu nunca pensei que nos reencontraríamos
A coincidência é curiosa, faz algumas coisas
E o destino por um momento faz uma pausa
Não, eu não esqueci nada
Eu sorri contra minha vontade, só de ver você
Se os meses e os anos, muitas vezes, marcam os seres
Você não mudou, o cabelo, pode ser.
Não, eu não esqueci nada
Casado, eu? Bobagem, eu não tenho nenhuma inveja.
Eu amo a minha liberdade e, então, você e eu.
Eu não encontrei a mulher da minha vida
Mas vamos tomar uma bebida, e você me fala sobre você
O que você costuma fazer? Está rica e bem de vida?
Mora sozinha em Paris? Mesmo depois do casamento?
Entre nós, seus pais devem ter morrido de raiva
Não, eu não esqueci nada
Quem me diria que um dia, sem querer
De repente o destino nos colocou frente a frente
Eu pensei que tudo estava morto com o passar do tempo
Não, eu não esqueci nada
Eu não sei o que dizer ou por onde começar
São muitas recordações, que invadem minha cabeça
E o passado vem das profundezas da derrota
Não, eu não esqueci nada, nada.
Na idade em que lutei por meu amor com todas as armas
Seu pai, por você ter outras ambições
Destruiu nosso amor e fez com que chorássemos
Para escolher um marido melhor pra sua situação.
Eu queria ver você, mas você estava presa
Eu lhe escrevi cem vezes, mas sempre sem resposta.
Demorei algum tempo para desistir
Não, eu não esqueci nada
O tempo é curto e o café já vai fechar.
Vou apenas te levar pra casa, passando pelas ruas
desertas. Como no tempo dos beijos que eu te roubei à sua porta
Não, eu não esqueci nada
Cada estação era a nossa estação do amor
E nós não temíamos nem o inverno, nem o outono
É sempre primavera, quando se tem vinte anos
Não, eu não esqueci nada, nada.
Foi muito bom sentir a sua presença
Eu me sinto diferente, como se fosse mais leve
Muitas vezes precisamos de um banho de adolescência.
É doce voltar às fontes do passado
Eu queria, se você quiser, sem querer forçá-la
Ver você de novo, enfim ... se possível
Se você quiser, se você estiver disponível
Se você não tiver esquecido
Como eu, que não esqueci nada.terça-feira, 27 de novembro de 2012
Canções de Encontro - VI
Sinal fechado
Olá, como vai
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem, eu vou indo, correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranqüilo, quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios...
Qual, não tem de que
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo, talvez
Nos vejamos, quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Tanto coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa rapidamente
Pra semana...
O sinal...
Eu procuro você...
Vai abrir!!! Vai abrir!!!
Eu prometo, não esqueço, não esqueço
Por favor, não esqueça
Adeus... Adeus...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Canções de Encontro - V
Olhos nos olhos
Quando
voce me deixou, meu bem
Me disse pra eu ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme
Quase enlouqueci
Mas depois como era de costume, obedeci
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando sem mais nem porque
E tantas águas rolaram
Tantos homens me amaram bem mais e melhor que você
Quando talvez precisar me mim
Você sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz
Me disse pra eu ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme
Quase enlouqueci
Mas depois como era de costume, obedeci
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando sem mais nem porque
E tantas águas rolaram
Tantos homens me amaram bem mais e melhor que você
Quando talvez precisar me mim
Você sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz
domingo, 25 de novembro de 2012
Canções de Encontro - IV
Um dia de domingo
Eu preciso te falar
te encontrar
de qualquer jeito
pra sentar e conversar
depois andar
de encontro ao vento
eu preciso respirar
o mesmo ar que te rodeia
e na pele quero ter
o mesmo sol
que te bronzeia
eu preciso te tocar
e outra vez
te ver sorrindo
e voltar num sonho lindo
já não dá mais pra viver
um sentimento sem sentido
eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo
ver o sol amanhecer
e ver a vida acontecer
como um dia de domingo
Faz de conta que
ainda é cedo
tudo vai ficar
por conta da emoção
Faz de conta que
ainda é cedo
e deixar falar a voz
a voz do coração
sábado, 24 de novembro de 2012
Canções de Encontro - III
Sábado à tarde
Perdia meia hora
Parado em frente ao espelho
Mudava de camisa
Vestia-me outra vez
Fechava a porta à chave
Acendia um cigarro
Ia ensaiando gestos
Passava já das três
Vestia o meu casaco
Corria sem parar
E à porta do cinema
Morria de pensar
Que talvez não viesses
Não pudesses entrar
Num filme para adultos
Até te ver chegar
Sábado à tarde
No cinema da avenida
Mal as luzes se apagavam
Acendia o coração
Sábado à tarde
Era uma noite bonita
Noite que sendo infinita
Cabia na minha mão
Perdia meia hora
Num gesto do meu braço
A procurar coragem
Para fazer o baraço
Chegava ao intervalo
Fumava sem prazer
E gestos que ensaiara
Morriam ao nascer
Por fim vencia o medo
E quase sem te ver
Esquecia os meus dedos
Cansados de tremer
Por sobre o teu joelho
Esperava a tua mão
Num filme para adultos
Crescíamos então
Perdia meia hora
Parado em frente ao espelho
Mudava de camisa
Vestia-me outra vez
Fechava a porta à chave
Acendia um cigarro
Ia ensaiando gestos
Passava já das três
Vestia o meu casaco
Corria sem parar
E à porta do cinema
Morria de pensar
Que talvez não viesses
Não pudesses entrar
Num filme para adultos
Até te ver chegar
Sábado à tarde
No cinema da avenida
Mal as luzes se apagavam
Acendia o coração
Sábado à tarde
Era uma noite bonita
Noite que sendo infinita
Cabia na minha mão
Perdia meia hora
Num gesto do meu braço
A procurar coragem
Para fazer o baraço
Chegava ao intervalo
Fumava sem prazer
E gestos que ensaiara
Morriam ao nascer
Por fim vencia o medo
E quase sem te ver
Esquecia os meus dedos
Cansados de tremer
Por sobre o teu joelho
Esperava a tua mão
Num filme para adultos
Crescíamos então
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Canções de Encontro - II
Mulher deixada
A mulher que outrora
Eu mandei embora
No acaso do encontro
Nos cumprimentámos
E até nos beijámos
Como vai você?
Eu vou bem, obrigado.
E você por onde anda,
Como tem passado?
Um ou dois minutos de saudade a dois,
Adeus, até mais ver, logo ou depois
Por que é que mulher que a gente deixa
Fica sempre mais bonita e valendo uma paixão
Por que é que a gente morre de despeito
quando vê que não tem jeito, sequer, de aproximação.
Confesso que ela estava tão bonita
Tão bonita para outro, o que afinal doeu em mim.
Se eu fosse Deus, mulher deixada enfeiava
E não mais impressionava
P'ra não ter um fado assim.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Canções de Encontro - I
A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. É
preciso encontrar as coisas certas da vida, para que ela tenha o sentido que se
deseja. Assim, a escolha de uma profissão também é a arte do encontro, porque a
vida só adquire vida, quando a gente empresta a nossa vida, para o resto da
vida.
Há canções que nos dizem coisas essenciais à vida e ao coração. O belo Samba da Bênção
de Vinicius de Moraes é uma dessas preciosidades. Um de seus tão
significativos versos diz: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto
desencontro pela vida”. Encontrarmo-nos de
verdade com alguém é muito
mais do que compartilhar tempo e espaço, é de fato uma arte que nos faz mais
fortes, mais humanos e mais autênticos no decorrer da nossa existência.
Junto
com outra pessoa nos deparamos não só com ela, mas conosco; temos oportunidade
– se tivermos a coragem e sensibilidade da observação – de dar-nos conta de como
somos na relação com o outro, no nosso melhor e no
nosso pior. Quem nunca teve essa vivência de estar
junto e simplesmente ser o
que se é, vendo o outro como ele é também? Num momento fugaz sentimos – e não
sabemos explicar racionalmente – que as fronteiras entre o Eu e o Tu se dissipam, que é como se fôssemos um
só. Depois isso passa – normalmente num lampejo – e seguimos em nossa
individualidade, com a sensação de que fomos tocados na nossa alma...
Divisa
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancarei teus olhos
E os colocarei no lugar dos meus;
Arrancarei os meus olhos
E os colocarei no lugar dos teus.
Então ver-te-ei com os teus olhos
E tu me verás com os meus.
Assim, até a coisa comum serve ao silêncio
E o nosso encontro permanecerá meta sem cadeias:
Um lugar indeterminado, num tempo indeterminado,
Uma palavra indeterminada para um homem indeterminado,
“a palavra ilimitada para o
homem não cerceado”
*****
PS: Sabe bem falar destes “encontros da paixão”, avassaladores, em que
“vale tudo, menos tirar olhos”, como é costume dizer-se entre nós “portugueses”
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Cinco Outonos se passaram...
Hoje o meu blogue faz cinco aniversários
Teria, talvez, muito a dizer, mas não quero ser maçador!
Digo-o nas palavras de outrem:
Nego-me a submeter-me ao
medo,
Que me tira a alegria de minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,
Que me amarra,
Que não me deixa ser direto e franco, Que me persegue,
Que ocupa negativamente a minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.
No entanto não quero levantar barricadas por medo do medo,
Eu quero viver, não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro,
E não para encobrir o medo.
E quando me calo, quero fazê-lo por amor,
E não por temer as consequências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só por medo de não acreditar.
Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim.
Por medo de errar não quero me tornar inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.
Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de ser ignorado.
Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio de dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que existe em mim.
(Rudolf Steiner)
********
Contudo... continuo ainda a ter medo!!!
sábado, 20 de outubro de 2012
Muito, pouco ou nada...
Malmequer
Roubo o verbo do sentido,
Dou-lhe alguma quantidade,
De um querer não definido,
Dou-lhe alguma quantidade,
De um querer não definido,
Com dúbia
curiosidade.
“Mal-me-quer,
bem-me-quer,
muito, pouco ou nada”
“Mal-me-quer,
bem me quer,
não, talvez,
de forma errada”
Corre a imensa
ladaínha,
Que engana até a
vontade,
No fundo, sem querer saber,
Qual será a verdade.
No fundo, sem querer saber,
Qual será a verdade.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
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