quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Ilusões...
Vida IlusóriaAo mesmo tempo que a realidade é uma fábula, simulações e enganos são considerados como as verdades mais sólidas. Se os homens se detivessem a observar apenas as realidades, e não se permitissem ser enganados, a vida, comparada com as coisas que conhecemos, seria como um conto de fadas ou as histórias das Mil e Uma Noites.
Se respeitássemos apenas o que é inevitável e tem direito a ser, a música e a poesia ressoariam pelas ruas fora. Quando somos calmos e sábios, percebemos que só as coisas grandes e dignas têm existência permanente e absoluta, que os pequenos medos e os pequenos prazeres não passam de sombra da realidade, o que é sempre estimulante e sublime. Por fecharem os olhos e dormirem, por consentirem ser enganados pelas aparências, os homens em toda a parte estabelecem e confinam as suas vidas diárias de rotina e hábito em cima de fundações puramente ilusórias.
(Henry David Thoreau, in 'Walden'
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
De cura prolongada ...
"O amor é uma doença, cuja cura requer a inoculação do antídoto da decepção, em doses sucessivas, até que o organismo reaja, criando o anticorpo da dúvida. O tratamento pode ser considerado um sucesso quando o organismo passa a resistir aos ataques do amor com os sintomas do cinismo."
domingo, 4 de dezembro de 2011
Padroeira do blogue:
"Santa Bárbara bendita, no céu
estais escrita com papéis de água benta,
livrai-nos desta tormenta"
Quando criei este blogue, como crente que sou,
o puz debaixo da proteção da Santa das Tempestades.
Me sinto protegido, de noite e de dia e à hora do meio-dia,
para sempre.
Amén Jesus.
estais escrita com papéis de água benta,
livrai-nos desta tormenta"
Quando criei este blogue, como crente que sou,
o puz debaixo da proteção da Santa das Tempestades.
Me sinto protegido, de noite e de dia e à hora do meio-dia,
para sempre.
Amén Jesus.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Vinte (20) anos se passaram...
Neste dia, em que acabou tudo, até a malidecência!
FREDDY MERCURY (R.I.P)
FREDDY MERCURY (R.I.P)
Revistando velhas amizades...
De dor e distância
A dor da saudade transforma os centímetros em milhas e
os segundos em séculos; descolora o arco íris e despe os
dias de luz; arrefece o calor do tempo e retira o perfume da alma.
Quem inventou a saudade?
Quem o fez, não sabia o quanto ela dói com a distância e
Quem o fez, não sabia o quanto ela dói com a distância e
o quanto geme na ausência...
*****
PS: Clique no nome do texto (De dor e distância) para ver a origem do post.
Maria, com amizade e votos de FELIZ NATAL e BOM ANO NOVO.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Aniversários do meu blogue ...
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Foi em Agosto...
Um vento polvoroso de agosto,
soprou forte, com gosto.
Por onde ele havia andado?
Não se sabia.
Quantas noites ele refrescou?
Quantas árvores tentaram detê-lo?
Ninguém o conhece.
É apenas um vento.
Sem passado.
Sem futuro.
Não disse a que veio.
Nada perguntou.
Apenas é parte de um momento, que aconteceu em agosto.
Rendido por uma alma humana.
Soprou e passou.
Como passam todas as coisas...
Pessoas...
Situações...
Momentos...
Evaporando por entre a insignificante percepção.
( ELIZABETH DE LIMA VENÂNCIO )soprou forte, com gosto.
Por onde ele havia andado?
Não se sabia.
Quantas noites ele refrescou?
Quantas árvores tentaram detê-lo?
Ninguém o conhece.
É apenas um vento.
Sem passado.
Sem futuro.
Não disse a que veio.
Nada perguntou.
Apenas é parte de um momento, que aconteceu em agosto.
Rendido por uma alma humana.
Soprou e passou.
Como passam todas as coisas...
Pessoas...
Situações...
Momentos...
Evaporando por entre a insignificante percepção.
Sempre a Joana
PS: Clique no nome da autora do texto, para ver a origem do mesmo
domingo, 20 de novembro de 2011
Quando chegaremos a ter "verdadeira consciência" ?
REZA, MARIA
Suam no trabalho as curvadas bestas
e não são bestas
são homens, Maria!
Corre-se a pontapés os cães na fome dos ossos
e não são cães
são seres humanos, Maria!
Feras matam velhos, mulheres e crianças
e não são feras, são homens
e os velhos, as mulheres e as crianças
são os nossos pais
nossas irmãs e nossos filhos, Maria!
Crias morrem á míngua de pão
vermes na rua estendem a mão a caridade
e nem crias nem vermes são
mas aleijados meninos sem casa, Maria!
Do ódio e da guerra dos homens
das mães e das filhas violadas
das crianças mortas de anemia
e de todos os que apodrecem nos calabouços
cresce no mundo o girassol da esperança
Ah! Maria
põe as mãos e reza.
Pelos homens todos
e negros de toda a parte
põe as mãos
e reza, Maria!
(José Craveirinha)
sábado, 19 de novembro de 2011
Hoje... o meu blogue faz 4 outonos!!!
Dou parabéns a mim próprio!
Chovia. Batia forte na janela. O céu estava muito cinzento.
E eu, ali sentado frente ao computador, sem saber o que fazer.
Sem sequer saber como fazer um blogue. Apenas lendo o que
era escrito nos blogues dos outros.
Ao entrar num blogue, colocado no Blogger, deparei com
uma indicação no topo superior direito que dizia
"Criar um blog".
Reolvi entrar e analisar a situação. De facto, achei que era
algo fácil e assim comecei o "Stormy Weather".
Quatro anos passados, com algumas centenas de posts
colocados, ainda por aqui ando.
Com muito prazer e sem desmorecer.
Alturas houve que quase desisti. Mas houve sempre algo
ou alguém que com um simples "chamado" me induziam
a continuar.
A todos os que entraram no blogue, me acompanharam,
me comentaram, me deram ânimo, ...
o meu grande BEM HAJA,
por serem virtualmente meus amigos.
Para todos vai o meu agradecimento através deste vídeo:
Chovia. Batia forte na janela. O céu estava muito cinzento.
E eu, ali sentado frente ao computador, sem saber o que fazer.
Sem sequer saber como fazer um blogue. Apenas lendo o que
era escrito nos blogues dos outros.
Ao entrar num blogue, colocado no Blogger, deparei com
uma indicação no topo superior direito que dizia
"Criar um blog".
Reolvi entrar e analisar a situação. De facto, achei que era
algo fácil e assim comecei o "Stormy Weather".
Quatro anos passados, com algumas centenas de posts
colocados, ainda por aqui ando.
Com muito prazer e sem desmorecer.
Alturas houve que quase desisti. Mas houve sempre algo
ou alguém que com um simples "chamado" me induziam
a continuar.
A todos os que entraram no blogue, me acompanharam,
me comentaram, me deram ânimo, ...
o meu grande BEM HAJA,
por serem virtualmente meus amigos.
Para todos vai o meu agradecimento através deste vídeo:
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A água dos nossos tormentos...
Hoje, em Portugal, é....
DIA NACIONAL DO MAR
e...
veio-me à lembrança um lindo texto de Raul Machado, que transcrevo:
Poema da água
A água também nasce pequenina
- nasce gota de orvalho ou de neblina...
A água também tem a sua infância
- quando apenas riacho cantarola
brinca de roda nos redemoinhos
salta os seixos que encontra
e faz apostas de corrida - travessa -
por entre as grotas e penhascos
e arranca as flores que a marginam
para engrinaldar a cabeleira solta
sobre o leito revolto das areias...
A água também tem adolescência
- sonha lagos românticos à lua
fitando os astros namorados dela
embevecida em seus olhos de ouro...
e assim sempre amorosa e sonhadora
vai tecendo e bordando - dia e noite
o seu vestido de noiva nas montanhas
e o seu véu de noivado nas cascatas...
A água também tem maturidade
- fica serena e grave em rios fundos
e num destino generoso e amigo
espalha a vida que em si mesma encerra
semeia bençãos para o grão de trigo
abre caminhos líquidos da terra
e enlaça os povos através dos mares...
A água também tem sua velhice
-e de ver-lhe os cabelos muitos brancos
onda lenta de espuma destrinçada em neve, nos ares flutuando...
A água também sofre...e quando sofre
se faz divina e vem brilhar em lágrimas
ou se reflete a dor da natureza
geme no vento transformada em chuva.
A água também morre...e quando seca
- e a sua morte entristece tudo :
choram-lhe, enfim na desolação,
todos os seres vivos que a rodeiam
porque ela é o seio maternal da vida
e de tal maneira ama seus filhos rudes
que muitas vezes para os salvar se deixa
ficar sem o murmúrio de uma queixa
prisioneira de poços e açudes...
Bendita seja, pois, água divina
que fecunda, consola, dessedenta, purifica,
e que, desde pequenina,
feita gota de orvalho,
mata a sede das plantas entreabertas
e prepara o festivo esplendor da primavera...
e que, nascida em píncaros da serra
vem de tão alto, procurando sempre ter
um fim de planície e de humildade
até perder, na última renúncia,
o nome de batismo de seus rios
para ficar anônima nos mares.
(RAUL MACHADO)
DIA NACIONAL DO MAR
e...
veio-me à lembrança um lindo texto de Raul Machado, que transcrevo:
Poema da água
A água também nasce pequenina
- nasce gota de orvalho ou de neblina...
A água também tem a sua infância
- quando apenas riacho cantarola
brinca de roda nos redemoinhos
salta os seixos que encontra
e faz apostas de corrida - travessa -
por entre as grotas e penhascos
e arranca as flores que a marginam
para engrinaldar a cabeleira solta
sobre o leito revolto das areias...
A água também tem adolescência
- sonha lagos românticos à lua
fitando os astros namorados dela
embevecida em seus olhos de ouro...
e assim sempre amorosa e sonhadora
vai tecendo e bordando - dia e noite
o seu vestido de noiva nas montanhas
e o seu véu de noivado nas cascatas...
A água também tem maturidade
- fica serena e grave em rios fundos
e num destino generoso e amigo
espalha a vida que em si mesma encerra
semeia bençãos para o grão de trigo
abre caminhos líquidos da terra
e enlaça os povos através dos mares...
A água também tem sua velhice
-e de ver-lhe os cabelos muitos brancos
onda lenta de espuma destrinçada em neve, nos ares flutuando...
A água também sofre...e quando sofre
se faz divina e vem brilhar em lágrimas
ou se reflete a dor da natureza
geme no vento transformada em chuva.
A água também morre...e quando seca
- e a sua morte entristece tudo :
choram-lhe, enfim na desolação,
todos os seres vivos que a rodeiam
porque ela é o seio maternal da vida
e de tal maneira ama seus filhos rudes
que muitas vezes para os salvar se deixa
ficar sem o murmúrio de uma queixa
prisioneira de poços e açudes...
Bendita seja, pois, água divina
que fecunda, consola, dessedenta, purifica,
e que, desde pequenina,
feita gota de orvalho,
mata a sede das plantas entreabertas
e prepara o festivo esplendor da primavera...
e que, nascida em píncaros da serra
vem de tão alto, procurando sempre ter
um fim de planície e de humildade
até perder, na última renúncia,
o nome de batismo de seus rios
para ficar anônima nos mares.
(RAUL MACHADO)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Cruas verdades...
Mulher Africana
Lindas meninas de cor negra
Com a tradicional vestimenta colorida
Com as suas tranças cobertas por lenços de encantar
Lindas, todas torneadas e pintadas de preto
São filhas desse enorme continente
Filhas de uma Nação que foi abandonada depois de roubada
África que todos os dias nos dás novos sons
Que a todos encanta e nos faz dançar
Com cores sem fim
Todas as Nações gingam ao sabor dos teus sons
Africanos pintados de preto, tornam-se belos como toda a Angola
E eu com a minha poesia, não te esqueço
E só te quero ver a gingar
(Alberto David)
***
Alberto David está no Facebook - aqui
Minhas dúvidas eu sempre ultrapasso, porque sou...
Um “temporal”
(stormy weather)
intemporal...
a sós...
só tu...
para além de nós.
...
Palavras ditas...
a seco e a cru...
só tu...
para além da voz.
(Joe-Ant)
como comentário a Rosa Pena (aqui)
*****
E, além disso, sou:
(stormy weather)
intemporal...
a sós...
só tu...
para além de nós.
...
Palavras ditas...
a seco e a cru...
só tu...
para além da voz.
(Joe-Ant)
como comentário a Rosa Pena (aqui)
*****
E, além disso, sou:
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Questionando... até as próprias dúvidas
Tentando abstrair-me de tudo e do mundo, das coisas
e até da vida (em que passo o tempo a questionar),
encontrei este texto anónimo no blogue da minha amiga
Heliane Ferreira, que trancrevo:
O PARADOXO DE NOSSO TEMPO
O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos,
mas pavios mais curtos;
auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos;
gastamos mais, mas temos menos;
nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável,
rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente,
ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais,
raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV
e raramente pensamos...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à
extensão de nossos anos.
Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em
atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta;
de homens altos e caráter baixo;
lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.
Estes são tempos em que se almeja paz mundial,
mas perdura a guerra no lares;
Temos mais lazer, mas menos diversão;
maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios;
de residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis,
moralidade também descartável, ficadas de uma só noite,
corpos acima do peso,
e pílulas que fazem de tudo:
alegrar, aquietar, matar.
É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque;
um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras
e você pode escolher entre fazer alguma diferença,
ou simplesmente apertar a tecla Del.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
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