terça-feira, 18 de outubro de 2011

Revisitando "a casa" de uma amiga...



Crepúsculo


Gostava de poder dizer-te,
meu amor perdido,
Esta sensação do mundo já vivido que existe em mim.

Gostava de poder correr,
Mão na mão, olhos nos olhos, pelos areais desertos
E reencontrar o mundo que falta viver.

Gostava de vencer o crepúsculo,
Com um sorriso alegre no corpo jovem.

Mas tenho receio que te juntes a mim nesta noite
Onde a estrela da manhã não aparece.

Espera-me para lá da madrugada.
Sabes, amor, eu talvez volte!



- José de Almeida, In “Palavras de Outono”

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Por alguém deixadas ao acaso...



Flores no meu regaço


Traço esboços
de uma melodia
nos passos que em ti
acalento das águas,
abarco toda a síntese
em flores no meu regaço…
Na serenidade dos teus lábios
quedo em nascentes
de epopeias cristalinas,
a lua nova
sonha luzes no céu,
são estrelas que crescem
em abraços nas folhagens
de um rio
que navega pelo teu corpo
esculpido nos gestos
que as tuas mãos
em mim delineiam…


(Ana Coelho )

domingo, 16 de outubro de 2011

Quando nos falta algo para dizer...

Lembremos o que alguém um dia nos enviou...




O Sorriso e o Silêncio


Se quiser dizer algo...
Que fale como o vento fala às folhas,
Que fale como a brisa que ameniza o coração.
E então construa no silêncio,
E ainda assim ouça vozes angélicas a cantar.
Roube de ti a sensação de paz inexistente,
E troque-a pela paz almejada e tão distante.
Se quiser dizer algo...
Simplesmente não diga,
Pois que pode ser que já esteja presente,
No fruir das almas, no dirigir dos dias,
Nos desencantos e na magia dos destinos.
E então dê apenas um sorriso de satisfação,
Pois que seduzido pelo encanto,
Nada será tão atraente senão a paz.
Paz que não é imobilidade,
Mas movimento contínuo,
e harmônico.
De modo que nem lágrima, nem riso,
Mas a lividez do rosto que tem olhos de ver,
Dos ouvidos que sabem escutar segredos,
Da voz que fala mesmo no silêncio.
Pois que nem a letra, nem a sílaba,
Talvez nem mesmo a palavra,
Pois que transcende em encanto.
Pois que sorri apenas.
E no sorriso está a magia.
O limiar entre o “benvindo!”,
E o “adeus!”,
Para descobrir o prazer do “até breve”.
Pois que o prazer estará sempre no encontro,
No unir que vence as individualidades.
E, por isso, sejamos breves,
Impulsionados por nossa eternidade.
E perdido o tempo,
Não mais tempo algum,
Senão uma ilusão de minúsculo instante,
Onde vejo, com o coração, um sorriso.



(Gilberto Brandão Marcon)

sábado, 15 de outubro de 2011

Mesmo que não esteja alguém à minha espera...


FIM DAS PRIMAVERAS INCOMPLETAS

 

Outono te trará a chuva 
E tudo que desejas abraçar
 
Noites enevoadas e enluaradas
 
Um relâmpago na mente
 
E um trovão no peito
 
O descanso almejado
 
De fato era a tua liberdade
 
A volta ao mundo dos sonhos
 
O nosso mundo !
 

Lembro das primaveras incompletas
 
E de como você me tomou
 
Sentiram minha falta os anjos ?
 
Só mais alguns anos...
 
Só mais alguns anos...



(Ronilson  **2009)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dando fim às minhas primaveras...




A cor da terra

No abismo 
onde se reflecte a cor da terra
fenecem as asas da liberdade
num prelúdio gemente 
de cordas soltas e gastas 
em mãos enclausuradas 
no aconchego do passado.


Num horizonte embuçado de nuvens 
onde o mar se perfuma da própria maresia
há um declínio liberto no cerrado da noite
um vagido silencioso na voz da madrugada
um desfraldar gélido de um vento vigil 
que antecede a derradeira morada.


E num leito de secas pétalas 
jaz moribunda a primavera 
na mente perdida no ermo do nada

(Liliana Jardim)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Procuro me encontrar...



‎...... FUGA......

Vagando pelo inconsciente,
Perdido pelos caminhos da dor...
Atrás de um lugar meu, somente,
Para fugir deste horror !
Diante desta fragilidade,
Diante do que se perdeu,
Diante de tanta infelicidade
De nem saber quem sou "Eu !"
Presente perdido no passado,
Passado sem existir...
Tudo fica parado...
E "Eu", sem nada poder sentir !
Pelas asas da "razão",
Procuro me encontrar;
E de todo meu coração
Meu Amor, ainda posso lhe ofertar !

(Neyse Fernandes)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Até logo, tristeza...

"Uma parte de cada vida, 
mesmo de cada vida insignificante,
decorre na procura da razão de ser,
dos pontos de partida, das fontes"


*****



Ore por mim! 
Pois estou atravessando um momento delicado em minha vida: 
É sério, fui ao médico hoje e 
o cardiologista constatou que eu tenho você no coração; 
O psicólogo disse que pensar em vocé é  bom, 
o fonodiólogo disse que falar e ouvir seu nome é ótimo! 
O fisioterapeuta disse que caminhar em sua companhia é bom; 
mas tive um alerta: 
disseram que ficar longe de você é péssimo para a minha saúde.. 
E que sentir sua presença, mesmo virtualmente, é o melhor remédio, 
E receitou teu carinho de hora em hora, em uso contínuo. 
Por isso, eu dependo da sua amizade. Promete que vai cuidar da minha saúde? 
Promete? 

***** 
Será que tem estofo para cuidar um "angustiante esgotamento
maníaco-depressivo"?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Há que viver os meus "Outonos"


***
O meu "Bem Haja" para quem me enviou esta apresentação.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Só que aqui, em Portugal, é Outono...

Manhãs de Setembro



Compartilhar o amor...
O amor puro e simples,
Feito botão de rosa em dia ensolarado...
Feito gaivota plana,
Que por olhos sábios sobrevoa o mar...
Das montanhas do desejo,
Riachos cristalinos, beijos...
Da saudade intacta!
Cravada na escrivaninha velha,
Que observa a pena
Riscar a página dos sonhos...

Eu quero compartilhar o amor...
Feito criança a correr na rua estreita,
Das vielas da infância.
Da aurora taciturna que a seus pés levanta,
Brinca de arcoíris,
Feito flor...

Jardins de primaveras
A encobrir invernos...


Compartilhar o amor...
Na vitrola toca o disco em boêmia eterna!
Das mãos que colhem sorrisos,
De olhos brilhantes...
Do abraço apertado,
Silenciosamente ferido pela despedida...

Compartilhar o amor...
Com o brinde do desejo,
Bebo aos goles a saudade!

Porque a madrugada se levanta,
Traiçoeira! Rouba-me o dia
Feito um beija-flor...

(Márcia Cristina Lio Magalhães)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Foto sugestiva...

(Advogado DUARTE LIMA)

*** Cada vez mais sòzinho entre pares ***

No futuro, tudo se esclarecerá

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

"In memoriam"



11 de SETEMBRO de 2001

“Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras
e as põe em prática é semelhante a um homem
prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram
os ventos e investiram contra aquela casa;
ela, porém, não caiu, porque estava edificada
na rocha.

Mas aquele que ouve as minhas palavras
e não as põe em prática é semelhante a um
homem insensato, que construiu sua casa na areia.
Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram 
os ventos 
e investiram contra aquela casa;

ela caiu e grande foi a sua ruína.”

(Mateus » 7:24-27) (Sermão da Montanha)


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Livre até ao Juízo Final..

Se você é... 

Se você é um vencedor,
terá alguns falsos amigos
e alguns amigos verdadeiros.
Vença assim mesmo. 

Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo
Seja honesto e franco assim mesmo. 

O que você levou anos para construir
Alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo. 

Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo. 

Dê ao mundo o melhor de você,
mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo. 

Veja você que, no final de tudo
Será você ... e Deus.

E não você ... e as pessoas!
(Madre Teresa de Calcutá)

Faz 40 anos...

Que John Lennon lançou esta canção...


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uma pequena preparação para o fim de semana...

BOM FIM DE SEMANA


Uma "história de amor" nacional...

Carlos Paião
Estou a tentar recordar, entre o meu círculo de amigos,
de alguém que não gostasse dele.
...
Recordêmo-lo neste dia e para todo o sempre.


Mesmo que seja às escondidas, um homem também chora.


Um homen nunca chora
  
Acreditava naquela história
do homem que nunca chora.
Eu julgava-me um homem.
Na adolescência
meus filmes de aventuras
punham-me muito longe de ser cobarde
na arrogante criancice do herói de ferro.

Agora tremo.
E agora choro.
Como um homem treme.
Como chora um homem!


(
José Craveirinha - poeta luso-moçambicano)