sábado, 2 de julho de 2011
Hoje...
Hoje, eu não sei!
Não sei
o que faço,
se faço,
compro feito,
mando fazer,
não sei
se vou,
não vou,
aonde vou,
não sei
se quero,
o que quero,
ou não quero.
Hoje,
eu não sei
nada...
nem de você.
.
Suely Ribella ©
PS: Hoje encontrei este poema de uma poetisa amiga, que sempre gostei.
Clique aqui para ir para o seu blogue.
Clique no título "Hoje, eu não sei" para ver de onde o retirei
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Pensamentos compartilhados de uma amiga...
Seja feliz!
E não há colheita sem semeadura,
por isso tenha paciência, saiba aguardar,
há um momento certo para cada coisa.
E o que te parecer longe demais,
você vence com o primeiro passo,
e o que te parece impossível,
se materializa diante de teu esforço.
Por isso acalme-se!
A paz interior é seu maior tesouro,
não deixe que a ansiedade venha roubá-la,
nem permita que alguém a destrua,
seja com atitudes ou comentários,
seja você, revestido da certeza
de que a noite mais escura vai passar.
A chuva mais forte, mesmo seguida de raios,
vai dar lugar ao sol, ao arco-íris
e o arco-íris é sinal de esperança,
confiança de DEUS nos homens.
Nova oportunidade de crescer
e seguir rumo ao horizonte confiante.
Que você seja revestido de paz,
que você conquiste como tesouro,
guarde-a em seu coração ,
como quem ama.
Zele por ela e espalhe-a como boa semente
que o vento leva por onde você for,
assim ela sempre voltará mais forte
para o seu interior.
E é a sabedoria quem diz que com a paz,
saberão então que tu és
imensamente FELIZ!
Seja Feliz !
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Neste dia....
Que haja "Mais Luz"...
Sobretudo para aqueles que lêem e gostam
de tudo aquilo que Chico Xavier nos deixou
Sobretudo para aqueles que lêem e gostam
de tudo aquilo que Chico Xavier nos deixou
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Amores clandestinos...
Há medida que o amor passeava nas tuas mãos pelo meu corpo, os pedaços daquela casa iam caindo a pouco e pouco no chão. Fazendo pequenos ruídos, nós não ouvíamos, estávamos demasiado compenetrados em nós para ouvi-lo.
( Trecho do conto "A Casa em ruínas" - Autor Fleur )
******
CLANDESTINO
Na penumbra da tarde,
o mundo morto,
a meu passo, despertava.
Não era o amor
que eu procurava.
Buscava o amar.
Na casa em ruínas,
te despias
para que me deixasse cegar.
Voz transpirada,
suplicavas que te chamasse no escuro.
Em ti, porém,
eu amava
quem não tem nome.
Na casa arruinada
te amei e te perdi
como a ave que voa
apenas para voltar a ter corpo.
Na penumbra da tarde,
tu me ensinaste a nascer.
Na nocturna claridade
me esqueci
que nunca havias nascido.
(COUTO, Mia in Tradutor de Chuvas)
Na penumbra da tarde,
o mundo morto,
a meu passo, despertava.
Não era o amor
que eu procurava.
Buscava o amar.
Na casa em ruínas,
te despias
para que me deixasse cegar.
Voz transpirada,
suplicavas que te chamasse no escuro.
Em ti, porém,
eu amava
quem não tem nome.
Na casa arruinada
te amei e te perdi
como a ave que voa
apenas para voltar a ter corpo.
Na penumbra da tarde,
tu me ensinaste a nascer.
Na nocturna claridade
me esqueci
que nunca havias nascido.
(COUTO, Mia in Tradutor de Chuvas)
terça-feira, 28 de junho de 2011
Hoje... ando muito perdido...
Que a vida nos dá e rouba,
é coisa que sempre suspeitamos.
Que teremos que assim viver,
é algo que muito pouco aceitamos.segunda-feira, 27 de junho de 2011
Devíamos mudar de Padroeira de Portugal...
Chegou a hora de tomarmos algumas atitudes de mudança.
Perante a crise que se nos apresenta e que vamos enfrentar
durante muitos anos mais, acho que se deveria avançar com
uma petição para escolher outra santa padroeira para o
nosso querido Portugal.
A minha escolha recai sobre:
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Esta petição serviria para contrariar e aliviar as dores do
sofrimento, a nós infligido, por ter sido solicitado um
"socorro, quase perpétuo" à troika.
E tudo, quase como no antigamente, "A Bem da Nação".
domingo, 26 de junho de 2011
A pessoa que me deu a maioria das bases...
![]() |
| (Imagem retirada da net) |
Fonte: Vidé aqui
sábado, 25 de junho de 2011
Porquê?
![]() |
| (Michael Jackson - 29 de Agosto de 1958 - 25 de Junho de 2009) |
COMETAS
O homem viu à transparência das lágrimas
A sua imagem real.
No dia em que o deserto invadiu o cérebro
Do homem crédulo e ele se tornou incrédulo
Colheu pressuroso o derradeiro ramo de rosas bravas.
No dia em que outro homem o violentou, homem
Na convicção de o ser, perguntou-me porquê
E olhou as estrelas.
No dia dos cometas perdidos, o homem esperou.
Determinou perder-se também.
(João Candeias)
***
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Perante vós, amizades...
Tanto em mim
Tudo em mim,
Porque não me quero
Só por metades,
Nem por silêncios,
Só por verdades,
Com sons intensos
De realidades,
que não calo,
com que venço,
e me regalo.quinta-feira, 23 de junho de 2011
Outros tempos, que ainda hoje se lembram bem...
"São João Bonito"
Ó meu São João Bonito,
Bem bonito que ele é,
Bem bonito que ele é
Com os seus caracóis de oiro,
E seu cordeirinho ao pé,
E seu cordeirinho ao pé
Não há nenhum assim,
Pelo menos para mim,
Nem mesmo São José
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar
Ó meu São João bonito,
Dos milagres sem igual,
Dos milagres sem igual
Vem trazer santa alegria,
Às gentes de Portugal,
Às gentes de Portugal
Ouve a nossa canção,
E livrai de todo o mal
Meu rico São João
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar
- Outra versão no vídeo:
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A pensar num porvir quente...
Tempo de Verão e colheita
trigo loiro fruta madura
que a paisagem enfeita
e na memória perdura
tempo de apurar na videira
o vinho que há-de vir
e que tudo aligeira
até o incerto porvir
Verão de sol areia e mar
sardinha assada e melão
tempo de esvoaçar
e de descansar o coração
no sempre fresco olhar
da musa de eleição
(Paulo César Nunes)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Ode ao verão...
![]() |
| (Imagem retirada de notícias na net - Beijo em Vancouver) |
PASSAREI PELA PRAÇA DE ESPANHA
O céu estará límpido.
As ruas abrir-se-ão
na colina de pinheiros e de pedra.
O tumulto das ruas
não mudará esse ar parado.
As flores das fontes
salpicadas de cores
abrirão os olhos
como mulheres divertidas.
As escadas
os terraços as andorinhas
cantarão ao sol.
Abrir-se-á aquela rua,
as pedras cantarão,
o coração baterá em sobressalto
como a água nas fontes -
será esta a voz
que subirá as tuas escadas.
As janelas saberão
o odor da pedra e do ar matinal.
Abrir-se-á uma porta.
O tumulto das ruas
será o tumulto do coração
na luz extraviada.
Serás tu - quieta e clara.
(Cesare Pavese)
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Investigação "nua e crua"...
Rãs (ou ranas), sapos e outros batráquios...
na obra de "Camões"
Aproveitei os feriados prolongados para pesquisar e
investigar sobre os seres em questão inseridos em
toda a obra de Luis Vaz de Camões.
Depois de aturado trabalho, encontrei menção a
muitos seres (mastodontes, sereias e outros seres míticos)
mas nada sobre quaisquer "batráquios" em pesquisa.
Achei que, assim, só os poderia encontrar, algo
subentendidamente a meu ver, no poema que segue:
Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.
****
"Descalça vai para a fonte"...
Nesses tempos de "mil-e-quinhentos-e-troc-ó-bicos"
as fontes eram de àgua de nascente, sempre corrente,
com grandes bebedouros de pedra-trabalhada, do qual
corriam para fora as àguas remanescentes, formando
um pequeno córrego deslizante pela inclinação do terreno.
Tanto no bebedouro, como no córrego, eram passíveis
de existirem râs (ou ranas), sapos, salamandras e outros
batráquios. No terreno, em perfeita verdura, vermes ou
insetos.
Na fonte, por via do bebedouro, era local de possível
enamoramento, por isso o dizer-se:
"Vai fermosa e não segura", formosa, bela, como descrita
no resto do poema, não segura, ansiosa, receosa, e muito
esperançosa de "encontrar seu bem-amado" e com ele dar
"dois dedos de prosa" ou outros toques "manuais".
Talvez também houvesse um escaravelho rolando uma
bola de esterco proveniente dos dejetos das bestas que ali
vinham beber.
****
Assim, passei ao largo da pesquisa sem encontrar
qualquer um dos seres investigados, sem vislumbrar
o ser principal, que era, no fundo o cerne de toda
a investigação.
Nem mesmo qualquer sereia!
domingo, 19 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Uma "estrela" lá... onde estiver. Um ano de saudade...
Talvez...
"Na ilha, por vezes, habitada"
Na ilha, por vezes habitada,
do que somos,
há noites, manhãs e madrugadas
em que não precisamos de morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente
e entra em nós uma grande serenidade,
e dizem-se as palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra
e apertamo-la nas mãos. Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável:
o contorno, a vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres,
com a paz e o sorriso de quem se reconhece
e viajou à roda do mundo infatigável,
porque mordeu a alma até aos ossos dela.
Libertemos devagar a terra
onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.
***
Homenagem em Lisboa (Clique para ver vídeo)
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