terça-feira, 5 de abril de 2011

O Horto do Zé-Formiga

(Horta desejada)

Fazendo jus ao meu apelido na net (Joe-Ant) e porque
tenho uma pequena àrea não tratada, mas pronta a ser ulitlizada,
perante o aparecimento desta crise que se avizinha forte, resolvi
dar utilidade ao mesmo criando um horto ou uma horta (se assim quizerem).
Neste fim de semana, com uma máquina emprestada para remexer 
a terra, vou limpar bem o mesmo, separar os resíduos que possam 
ser utilizados para fazer compostagem. 
A caixa para a mesma já está a ser feita, e irá ser colocada no canto 
mais distante de residências.
Num site de uma empresa recicladora, já tirei todas as normas e 
ensinamentos para fazer a dita compostagem biológica.
Já estudei o “Borda d’Àgua” e as minhas necessidades mais 
imediatas, além dos produtos mais prometedores para aliviar a 
carga doméstica.
Já estudei o sistema de rega a aplicar e formas de reservar àgua.
...
Assim, vou iniciar-me em cultivos biológicos, para uso próprio,
além da possibilidade espiritual de me sentir útil e cortar nos
gastos em certos produtos hortícolas.
Vou virar “formiga-poupadora” e adquirir paz de espírito.
Espero conseguir um bom objetivo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eternidade...

Apenas os instantes 
são capazes de dar ao tempo 
o que lhe falta: 
a surpresa. 
Em cada imprevisto 
viaja o arrepio que o tempo, 
em sua densidade homogénea, 
ao mesmo tempo teme e anseia.


sábado, 2 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mãe-Preta...


NAKALULA...

A menina estava a morrer. Estava a morrer de fome. Corria entre eles que o quimbanda dos brancos tinha dito que só o leite de mulher a podia salvar, mas que a senhora não tinha leite. E na noite sereníssima, gorda e empapaçante de calor, ferida de quando em quando pelo ladrido distante dos chacais ou pelo gargalhar cínico da hiena, chegavam-lhes tenuíssimos vagidos de criança, como perfume evolado de uma pobre planta moribunda, a cujas raízes não chegasse uma gota de água.

Havia três dias que os braços de Nakalula estavam ermos. Os seios, inchados de leite, doíam-lhe, mas não tanto como o vazio que a morte do filho lhe deixara no coração. Era um vazio alucinante, maior do que a falta do seu homem, do que a falta de tudo que violentamente fora arrancado da sua vida e que ficara a brilhar lá longe, nas funduras verdes do sertão, nos infinitos recôncavos da sua saudade.

Aquele vazio era outro. Eram os seus breços e os seus seios frustrados na pujança animal de ser mãe. Nesse vazio apenas tinha um sentido coordenado, a recordação da cena em que D. Auta, com Murique nos braços, embalando-o, esperava a chegada do Dr. Balsemão. Sim, ela fora mãe para o seu filho...

A solidão da noite tornava mais claro o choro que vinha de dentro da casa. Os seus seios doíam-lhe, inchados de leite, os seus braços estavam vazios, o seu coração precisava do amor de uma criança.

Atravessou o quintal, subiu a varanda e a alta figura desempenada e elegante, de ganguela, desenhou-se no rectângulo da porta do quarto onde Bébé chorava no seu berço.

Nakalula, a passo firme, avançou até ao berço, pegou na Bébé por um braço, como fazia a Murique, acocorou.se e, num ritual velho, velhíssimo, desde os primórdios das raças humanas, começou a dar-lhe de mamar. A mãozita de Bébé, assente no seu peito, parecia uma rosa da roseira do quintal, caída num precioso estofo de cetim negro.

A cena foi tão rápida, e imprevista, que D. Auta, pregada ao chão, só conseguiu balbuciar:
- Sofia!

E as lágrimas caíam-lhe, abundantes, pelas faces, embargando-lhe as palavras.

In "Romance da Ama Negra"
LÍLIA DA FONSECA

AMOR ... a quatro mãos.


Promessa proferida
Acalentadamente percebida
Reflectida no olhar
Amorosamente velado
Cúmplice desejada
Há muito cobiçada
Emprestada à Carícia
Sofregamente, com malícia
Perpetuada no corpo
Enraizada nos genes
Eternizada na alma
Cheia de amores perenes

quinta-feira, 31 de março de 2011

Hoje tem estado calor...


Eu sou como o "Zé Postiga", marcha tudo quando o calor castiga.
Marcha tudo, pequenas e grandes, minis ou girafas, louras ou morenas.
Até que a minha barriguinha está virando de odre a tonel. 
Venha o que vier, estou aqui para o que Deus quizer.
Enquanto estou no boteco vou virando o caneco.
Se morrer não tenho mágoa, antes de "barriga de cerveja" 

que de "barriga d'àgua".
O que me vale na caminhada é que tudo isto vai fora, 

não fica lá dentro nem nada.
***
E que tudo mais sejam flores e amores!

Hoje veio-me à lembrança...

O Alentejo
(Alentejo da minh'alma, tão longe me vais ficando...)



Photorécit3alto alentejo portalegre por raizesportuguesas1

quarta-feira, 30 de março de 2011

Superação....



Enquanto não superarmos a ânsia 
de amar sem limites, não podemos 
crescer emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos 
a dor de nossa própria solidão, 
continuaremos a nos buscar
em outras metades.
Para viver a dois, 
antes é necessário
SER UM.


(Fernando Pessoa)

terça-feira, 29 de março de 2011

Já pensando no amanhã...



O dia de hoje 
está à minha frente 
esperando para ser o que eu quiser. 
E aqui estou eu, 
o escultor que pode dar-lhe forma. 
Depende de mim 
como será o dia de hoje 
diante de tudo que encontrarei. 
A escolha está em minhas mãos: 
.
minha vida vazia 
ou posso alegremente receber 
o Milagre de Um Novo Dia ! 
.
( Silvia Schmidt )

segunda-feira, 28 de março de 2011

Viver consigo próprio...



Muitas pessoas tentam olhar para dentro de si próprias, mas não sabem fazê-lo.
Olham para dentro delas recriminando-se, descriminando-se, repudiando até o fato de terem nascido, de não terem aprendido, não facilitando em nada a reflexão e análise autocrítica.
Ficam sempre embrenhados nos paradoxos. apenas valorizam o que os outros dizem sobre eles, não sabem ter uma razão para olhar para dentro de si próprios e contentam-se com as aparências exteriores ao invés da sua espiritualidade e personalidade.
Assim, estarão sempre condenados a fracassos em quase todos os campos e virarão escravos dos seus defeitos, medos, mentiras e também da opinião alheia.
Saber viver consigo próprio é uma grande aprendizagem!

Dedicado a uma amiga...



VOCÊ PRECISA SER SURDO PARA ENTENDER... 
Como é "ouvir" uma mão?

Você precisa ser surdo para entender! 
O que é ser uma pequena criança 
na escola, numa sala sem som 
com um professor que fala, fala e fala 
e, então
quando ele vem perto de você 
ele espera que você saiba o que ele disse? 
Você precisa ser surdo para entender!
Ou o professor que pensa 

que para torná-lo inteligente 
você deve, primeiro, aprender 
como falar com sua voz 
assim 
colocando as mãos no seu rosto 
por horas e horas 
sem paciência ou fim 
até sair algo indistinto 
assemelhado ao som? 
Você precisa ser surdo para entender!
Como é ser curioso 

na ânsia por conhecimento próprio 
com um desejo interno 
que está em chamas 
e você pede a um irmão, irmã e amigo 
que respondendo lhe diz: 
"Não importa"? 
Você precisa ser surdo para entender!
Como é estar de castigo num canto 

embora não tenha feio 
realmente 
nada de errado 
a não ser tentar fazer uso das mãos 
para comunicar a um colega silencioso 
um pensamento que vem, de repente, a sua mente? 
Você precisa ser surdo para entender!
Como é ter alguém a gritar 

pensando que irá ajudá-lo a ouvir 
ou não entender as palavras 
de um amigo que está tentando 
tornar a piada mais clara 
e você não pega o fio da meada 
porque ele falhou? 
Você precisa ser surdo para entender!
Como é quando riem na sua face 

quando você tenta repetir o que foi dito 
somente para estar seguro que você entendeu 
e você descobre que as palavras foram mal entendidas? 
E você quer gritar alto: 
" Por favor, me ajude, amigo! 
Você precisa ser surdo para entender!
Como é ter que depender de alguém 

que pode ouvir 
para telefonar a um amigo 
ou marcar um encontro de negócios 
e ser forçado a repetir o que é pessoal 
e, então, descobrir que seu recado 
não foi bem transmitido? 
Você precisa ser surdo para entender!
Como é ser surdo e sozinho 

em companhia dos que podem ouvir 
e você somente tenta adivinhar 
pois não há ninguém lá com uma mão ajudadora 
enquanto você tenta acompanhar 
as palavras e a musica? 
Você precisa ser surdo para entender!
Como é estar na estrada da vida 

encontrar com um estranho que abre a sua boca 
e fala alto uma frase a passos rápidos 
e você não pode entendê-lo e olhar seu rosto 
porque é difícil 
e você não o acompanha? 
Você precisa ser surdo para entender!
Como é compreender alguns dados ligeiros 

que descrevem a cena 
e fazem você sorrir 
e sentir-se sereno com 
a "palavra falada' de mão em movimento 
que torna você parte deste mundo tão amplo?


Willerd e Madsen  

domingo, 27 de março de 2011

E tem, também, que lembrar-se disto...



****
Se quizer existir, com dignidade!

E disto! Lembra-se?


****
Olhe que é o mesmo do post anterior!
Apenas que este é a versão original.
O anterior é a versão em português,
criada por Gal Costa.

sábado, 26 de março de 2011

Hoje, enquanto olhava o entardecer...

Lembrei-me disto:

Com o Passar do Tempo

Você deve lembrar-se disto
Um beijo é sempre um beijo
Um suspiro é exatamente um suspiro
As coisas fundamentais se aplicam
Com o passar do tempo


E quando dois amantes namoram
Eles ainda dizem eu te amo
Nisso você pode confiar
Não importa o que o futuro traga
Com o passar do tempo


Luar e canções de amor nunca serão obsoletos
Corações enchem-se de paixões, ciúme e ódio
Mulher precisa de homem
E o homem deve ter sua companheira
Que ninguém pode negar


Ainda é a mesma velha história
Um combate por amor e glória
Um caso de faça ou morra
O mundo sempre dará boas-vindas aos amantes
Com o passar do tempo


*****
Será que isto lhe diz alguma coisa?

Homenagem a um amigo especial...

AGONIA

 

Quero libertar-me desta agonia
Toda feita de desespero e ansiedade
Para sorver da vida toda a sinfonia
E pairar para além na imensidade!
Já não procuro mais na fantasia
O que nunca encontrarei na realidade
Porque eu só cansaço dor nostalgia
Ando morto morto de saudade!
Eu triste fugitivo da loucura
Ansioso peregrino da ternura
Escrevo sem saber o que escrevi!
Eu que ando na vida sem saber
Que amo a morte e quero viver viver
Procuro sem saber o que perdi!

Mafra, 8/9/1953

Há quem diga que....


"Assim falou Zaratustra"...
No cimo de uma "Torre do Silêncio", em
noite de lua cheia, com dor de barriga...

"O que vale mais num trabalho é a dedicação do trabalhador".

"O que lavra a terra com dedicação tem mais mérito religioso do que poderia obter com mil orações sem nada fazer".
"Aquele que diz uma palavra injusta pode enganar o seu semelhante, mas não enganará a Deus."
"Deus está sempre à tua porta, na pessoa dos teus irmãos de todo o mundo."
"O que semeia milho, semeia a religião. Não trabalhar é um pecado."

*****
Isto... e muito mais!
Tente baixar aqui

quinta-feira, 24 de março de 2011

Perdido no Mundo...


... Que este de inocente não tem nada!