quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Eu... prezo-as tanto, mas
Mulheres:
gostava das cores de suas roupas;
do jeito delas andarem;
da crueldade de certas caras.
Vez por outra, via um rosto de beleza quase pura,
total e completamente feminina.
Elas levavam vantagem sobre a gente:
planejavam melhor as coisas,
eram mais organizadas.
Enquanto os homens viam futebol,
tomavam cerveja ou jogavam boliche,
elas, as mulheres, pensavam na gente,
concentradas, estudiosas, decididas:
a nos aceitar, a nos descartar, a nos trocar,
a nos matar ou simplesmente a nos abandonar.
No fim das contas, pouco importava;
seja lá o que decidissem,
a gente acabava mesmo na solidão e na loucura.
(Charles Bukowski)
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Nem tudo é mau...
Alguém ao despedir-se de Portugal, escreveu assim:
Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Querer e receber...
Recebi um comentário ao meu post
"Querer, sem querer" com este
lindo poema de Vinicius de Moraes:
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão.
****
Gostei imenso. Não esperava tanta reciprocidade,
tanta sicronicidade, tanto entendimento.
Mas, dadas as minhas tontices,
talvez merecesse antes este:
Se Manca
Rita Lee
Você é babaca
"Querer, sem querer" com este
lindo poema de Vinicius de Moraes:
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão.
****
Gostei imenso. Não esperava tanta reciprocidade,
tanta sicronicidade, tanto entendimento.
Mas, dadas as minhas tontices,
talvez merecesse antes este:
Se Manca
Rita Lee
Composição: Rita Lee - Roberto de Carvalho - Beto Lee
Guarde seu drama para sua mamma
Freud já explicou
Freud já explicou
Tem alguma nóia aí na história
Que você deletou
Que você deletou
Eu não sou Jung
Mas você confunde
Pau com pedra
Mas você confunde
Pau com pedra
Nem sou Lacan
Pra te botar no divã
E ouvir sua merda
Pra te botar no divã
E ouvir sua merda
Se manca neném !
Gente mala a gente trata com desdém
Se manca neném !
Enfia sua nóia e passe bem
Gente mala a gente trata com desdém
Se manca neném !
Enfia sua nóia e passe bem
Não me vem falar de Jesus
Você é pecador
Você é pecador
Não me vem com papo ecológico
Você é poluidor
Você é poluidor
Não vem arrotar sua grana
Você é mão de vaca
Não vem se achando bacana Você é mão de vaca
Você é babaca
Eternamente louco...
Dizem que o AMOR é "Dor Doída".
Eu... apenas acho que..
*****
O vídeo acima, apresenta um fado português antigo, na criação de Carlos Ramos.
Espero que tenham gostado! Eu gosto, não tivesse eu uma "alma fadista".
Eu... apenas acho que..
*****
O vídeo acima, apresenta um fado português antigo, na criação de Carlos Ramos.
Espero que tenham gostado! Eu gosto, não tivesse eu uma "alma fadista".
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Querer, sem querer...
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Talvez consumirá o luar de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
(Pablo Neruda - Cien Sonetos de Amor (1959) Soneto LXVI)
Dor de Mãe...
Da vastidão dos céus à vastidão do mar.
Em ambos, há ir e voltar.
Com segurança,
Sem demorar.
Mesmo que seja num triste regressar.
Duma dor tão profunda.
Tão profunda como o mar.
Há ir e voltar, oh mar, oh mar.
Do muito te amar,
Não te quero odiar.
Devolve-me o que aí jaz,
Para que possa ter paz.
E ainda assim,
Te continuar a amar.
Oh mar! Oh mar!
*******
Este post deriva do comentário por mim feito a um post no "De profundis"
Clique aqui para ver a história real que originou esta minha postagem.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Eis a questão?
Entrámos o Ano de 2011, desejando Felicidades e tudo do melhor.
Mas, neste poema de há mais de trinta anos do actual Presidente
de Moçambique, se reflete a mesma pergunta e, passados 35 anos
de Independência, vê-se que pouco mudou e que tudo ainda está
muito difícil. Lá, como em qualquer parte!
*****
SE ME PERGUNTARES
Se me perguntares
Quem sou eu
Cavada de bexiga de maldade
Com um sorriso sinistro
Nada te direi
Nada te direi
Mostrar-te-ei as cicatrizes de séculos
Que sulcam as minhas costas negras
Olhar-te-ei com olhos de ódio
Vermelhos de sangue vertido durante séculos
Mostrar-te-ei minha palhota de capim
A cair sem reparação
Levar-te-ei às plantações
Onde sol a sol
Me encontro dobrado sobre o solo
Enquanto trabalho árduo
Mastiga meu tempo
Levar-te-ei aos campos cheios de gente
Onde gente respira miséria em toda a hora
Nada te direi
Mostrar-te-ei somente isto
E depois
Mostrar-te-ei os corpos do meu Povo
Tombados por metralhadoras traiçoeiras,
Palhotas queimadas por gente tua
Nada te direi
E saberás porque luto.
(Armando Guebuza)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
De vez em quando...
Assombram-me as reminiscências...
Esquecimento
Esse de quem eu era e que era meu,
E foi um sonho e foi realidade,
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.
Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei... tacteio sombras... que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!
Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...
E desde que era meu já me não lembro...
Ah! a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos!...
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.
Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei... tacteio sombras... que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!
Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...
E desde que era meu já me não lembro...
Ah! a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos!...
(Florbela Espanca)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Icário...
Alguém assim escreveu:
E se eu fugisse?...
...
Sonhos imperfeitos!
Desses, por vezes tenho muitos.
Na maioria das vezes são manietados pelo próprio sentir.
Não passam de um "se?".
Quão frágil é sentir-se que só se está bem onde não se está,
que entre o voar e partir há um golpe de asa necessário, que,
apesar a idade, ainda esboçamos os primeiros vôos,
como cria ainda no ninho.
...
Talvez queira fugir, mas sem asas de cera.
Não voaria longe.
Meu chão é aqui.
Meu céu seria vasto demais,
para a minha falta de sentido de orientação.
Seria ave perdida, sem ninho, sem chão.
E talvez sem grão e...
aí definharia.
****
Clique em " E se eu fugisse?" para ver o post que deu origem a este.
Divã em festa...
Festa no "Divã"
Divã em festa... não quer dizer que "vai haver festa no divâ".
Isso seria "exagerar"!
....
Quero apenas parabenizar o blogue inscrito no selinho pelo seu
2º aniversário. Pois eu só há alguns dias (3 de Janº) é que entrei
nele e já me encontro perfeitamente às ordens para deitar no
"Divã" e ser escalpelizado tão minuciosamente que não fique
nenhum "pontinho" que não venha a ser conhecido.
BEM HAJA, Rê, pelas atenções prestadas em tão pouco tempo.
***
A destempo e fora do conceito, todavia lhe deixo uma grande voz do
fado português: ANA MOURA, em "Que foi que aconteceu?"
****
Enfim, algo aconteceu!
Divã em festa... não quer dizer que "vai haver festa no divâ".
Isso seria "exagerar"!
....
Quero apenas parabenizar o blogue inscrito no selinho pelo seu
2º aniversário. Pois eu só há alguns dias (3 de Janº) é que entrei
nele e já me encontro perfeitamente às ordens para deitar no
"Divã" e ser escalpelizado tão minuciosamente que não fique
nenhum "pontinho" que não venha a ser conhecido.
BEM HAJA, Rê, pelas atenções prestadas em tão pouco tempo.
***
A destempo e fora do conceito, todavia lhe deixo uma grande voz do
fado português: ANA MOURA, em "Que foi que aconteceu?"
****
Enfim, algo aconteceu!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Homengem sentida...
PENSAR ALTO
Sim
às marrabentas
às danças rituais
que nas madrugadas
criam o frenesi
quando os tambores e as flautas entram a fanfarrar
fanfarrando até o vermelho da madrugada fazer o solo sangrar
em contraste com o verdurar das canções dos pássaros
sobre o já verduzido manto das mangueiras
dos cajueiros prenhes
para em Dezembro seus rebentos
dançarem como mulheres sensualíssimas
em cada ramo do cajual da minha terra
mas, sim ao orgasmo
das mafurreiras
repletas de chiricos
das rolas ciosas pela simbiose que só a natureza sabe oferecer
mas sim
ao som estridente do kulunguana
das donzelas no zig-zague dos ritos
quando as gazelas tão belas
não suportam mais quarenta graus à sombra dos canhueiros em flor
enquanto as oleiras da aldeia, desta grande aldeia Moçambique
amassam o barro dos rios
para o pote feito ser o depositário
de todo o íntimo desse Povo que se não cala disputando
ecoosamente com os tambores do meu ontem antigo.
MALANGATANA NGWENYA VALENTE
(06.06.1936 - 05.01.2011)
****
Notícia sobre o falecimento aqui
Bolsa do Voluntariado
Bolsa do voluntário reforçada em 2011
Em apenas um mês chegaram à bolsa do voluntariado mais de mil novos membros. Este reforço vai ao encontro da convicção de Isabel Jonet de que, em tempos de crise, as pessoas “cerram fileiras” e se tornam, regra geral, mais solidárias.
05 de Janeiro de 2011, 14:07
Em apenas um mês chegaram à bolsa do voluntariado mais de mil novos membros. Este reforço vai ao encontro da convicção de Isabel Jonet de que, em tempos de crise, as pessoas “cerram fileiras” e se tornam, regra geral, mais solidárias.A Bolsa do Voluntariado renovou o seu site no passado mês de Dezembro e, desde então, chegaram à instituição 1500 novos voluntários. Juntam-se, assim, às mais de 16 mil pessoas que dispõem do seu tempo e competências para ajudar os outros.
Pedro Ferraz, responsável pela plataforma, disse em entrevista ao Jornal I que a ideia é “fazer a ponte entre quem quer dar e quem precisa de receber”. Além disso, refere o mesmo, algumas pessoas desempregas ou reformadas encontram no voluntariado uma forma de se manterem ocupadas.
Isabel Jonet, Presidente da Entrajuda (associação que desenvolveu e gere o site), reconheceu ao SAPO que os pedidos de ajuda aumentaram nos últimos meses de 2010. Actualmente, estão inscritas no site 930 instituições.
A principal diferença está na natureza das solicitações. Segundo a presidente da associação, as organizações procuram, cada vez mais, voluntários cujas competências permitam uma melhor gestão e tragam ganhos de eficiência.
Diversificar e Inovar
Uma das mais-valias da Bolsa é permitir que cada um se inscreva como voluntário na área com que mais se identifica. Cultura, ambiente e protecção dos animais são algumas das áreas disponíveis. Segundo o jornal diário I, até a Secretaria-Geral do Ministério do Ambiente já recorreu á Bolsa.
Existe igualmente a possibilidade de as empresas se inscreverem e participarem em projectos sociais. Para Isabel Jonet este tipo de envolvimento “potencia muito os resultados” de uma acção.
A nova aparência do site da Bolsa do Voluntariado é apenas um passo para um projecto que se prepara para os novos tempos. A instituição mantém, também, uma página na rede social Facebook, onde vai actualizando informações.
Naturalmente, como referiu Isabel Jonet ao SAPO, pelos meios electrónicos chegam à Entrajuda voluntários mais jovens. No entanto, a associação não faz qualquer distinção de género ou idade. Para a Bolsa o importante é que as pessoas cheguem empenhadas no trabalho voluntário.
O desenvolvimento do site esteve a cargo de uma equipa do SAPO Emprego e teve o apoio da Portugal Telecom e da CGD. Esta renovação procurou preparar a plataforma para 2011 - “Ano Europeu do Voluntariado e da Cidadania Activa”.
Lá... como cá!
Intercâmbio... com intercâmbio se paga
Ontem ao ver um post no "Passeando pelo Cotidiano" li um texto
com vídeo de um dueto entre António Zambujo (português) e
Roberta Sá (brasileira), facto que me agradou imenso.
Agora faço lembrar outro dueto com Martinho da Vila e
Kátia Guerreiro, esta outra grande voz do nosso Fado.
Há que saber Dar e sobretudo ... saber Receber!
Ontem ao ver um post no "Passeando pelo Cotidiano" li um texto
com vídeo de um dueto entre António Zambujo (português) e
Roberta Sá (brasileira), facto que me agradou imenso.
Agora faço lembrar outro dueto com Martinho da Vila e
Kátia Guerreiro, esta outra grande voz do nosso Fado.
Há que saber Dar e sobretudo ... saber Receber!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Você...
Siga ... a sua verdade.
“Siga a verdade interior que te faz vibrar positivamente.
Que te dá sincera alegria apesar das tristezas e dificuldades.
Que não está, em essência, atrelada a bens transitórios e,
portanto, não te tira o sono porque poderias perdê-las.
Que te entusiasma e te surpreende, inclusive, inúmeras vezes.
Aquilo que te realiza porque te fez sentir a plenitude
mesmo que exteriormente cercado de escassez.”
(J. Campbell)
“Siga a verdade interior que te faz vibrar positivamente.
Que te dá sincera alegria apesar das tristezas e dificuldades.
Que não está, em essência, atrelada a bens transitórios e,
portanto, não te tira o sono porque poderias perdê-las.
Que te entusiasma e te surpreende, inclusive, inúmeras vezes.
Aquilo que te realiza porque te fez sentir a plenitude
mesmo que exteriormente cercado de escassez.”
(J. Campbell)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Não desperdice...
a vida é ai que mal soa,
a vida é sombra que foge,
a vida é nuvem que voa;
a vida é sonho tão leve
que se desfaz como a neve
e como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
mais leve que o pensamento,
a vida leva-a o vento,
a vida é folha que cai!
A vida é flor na corrente,
a vida é sopro suave,
a vida é estrela cadente,
voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
onda que o vento nos mares
uma após outra lançou,
a vida – pena caída
da asa de ave ferida -
de vale em vale impelida,
a vida o vento a levou!
(João de Deus)
Moendo a vida...
Alguém usou este "moto"
"A vida é um moinho. Mas eu, não me deixo moer”
*****
Mas... há quem não consiga...
"A vida é um moinho. Mas eu, não me deixo moer”
*****
Mas... há quem não consiga...
A União Europeia instituiu, em 2011, o Ano Europeu do Voluntariado. A principal razão é incentivar mais cidadãos para o trabalho voluntário. Segundo a Agência Lusa, que cita dados do Eurobarómetro, há actualmente mais de cem milhões de europeus a fazerem voluntariado. O número impressiona, mas ainda assim é insuficiente face à necessidade de cumprir os Objectivos do Milénio.
Por isso, este ano, não arranje desculpas. Escolha uma causa com que se identifique e arregace as mangas. Verá que é como se sacudisse um livro de bolso e as emoções começassem a desprender-se. Na grande maioria dos casos é uma experiência transformadora. Pode acreditar.
(Ana)
*** Clique em "2011, Ano Europeu do Voluntariado" para ver a origem do post
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