Se Jesus nascesse neste século!
sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Sabores divinos...
**Delicioso o "Sabor do amor",
embora por vezes amargo.**
...
Esses "criadores de ilusões",
açúcares divinamente naturais,
mel e melaços que saboreio
e de qualquer jeito apimento,
me consomem o total amargo,
todos os males que em mim cargo,
adoçam todo o amor que sinto,
ou julgo sentir.
Que bom ainda ter palato!
Memória de juventude...
BALADA PARA OS POETAS ANDALUZES DE AGORA
¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
Cantan con voz de hombre, ¿pero dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran, ¿pero dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten, ¿pero dónde los hombres?
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parece que están solos.
¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Que en los mares y campos andaluces no hay nadie?
¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quien mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?
Cantad alto. Oiréis que oyen otros oídos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabréis que palpita otra sangre.
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo
encerrado. Su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.
¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
Cantan con voz de hombre, ¿pero dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran, ¿pero dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten, ¿pero dónde los hombres?
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parece que están solos.
¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Que en los mares y campos andaluces no hay nadie?
¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quien mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?
Cantad alto. Oiréis que oyen otros oídos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabréis que palpita otra sangre.
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo
encerrado. Su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.
(Rafael Alberti - Ora marítima, 1953)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Transplantador ?! ... Quem me dera!
Arranja-me um coração
Arranja-me um coração. Pode ter sido já usado e sem serventia para ninguém, eu não me importo, arranja-me um coração por queimar, um que não tenha ido à guerra e não esteja ferido. Arranja-me um coração a estourar de sonhos, um coração leal que não me fuja do peito, pode ter asas de ouro, tão pesadas que não o deixem voar... Arranja-me um coração inteiro, que só saiba bombear o sangue e que não tenha aprendido a doer. Arranja-me um coração sem labirintos, sem poços profundos onde caiam e se afoguem os sonhos... Um músculo forte e robusto, cor de sangue, cor de vida, arranja-me um coração que não queira ser onda do mar, que não se desfaça na espuma dos dias, no veloz escorrer do tempo...
Preciso de um coração...
Ou dá-me então o teu... Quando sinto o teu coração bater nas minhas mãos, percebo que caberia inteiro no vazio do meu peito.
******
Nota: Encontrei este texto ao folhear os blogues-amigos
de uma minha amiga.
Gostei tanto! Que resolvi inserir no meu blogue.
Presto-lhe as minhas homenagens, com votos de FELIZ NATAL,
e façam o favor de a visitar aqui
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Inconsistências...
Quando a vida pede...
A vida pede...
Por vezes pede muito,
por vezes pede pouco.
Do muito e do pouco
por vezes não é atendida.
Porque no campo das cedências
e de algumas concedências,
há, por vezes, egoísmos,
incompreensões, falta de altruismo.
Enfim, inconsistências.
A vida pede...
e a gente teme
e impede.
Mas a vida continua vida!
Não sei bem porquê?!
Será pela aproximação do Natal?
Será pela "crise" por que passamos atualmente?
Será por estar modificando a minha opinião sobre o Mundo?
Será pelos amigos diferentes e bons que encontrei recentemente?
...
Apenas sei que esta semana "estou assim"!
Muito mais sensível aos problemas da vida!
Será pela "crise" por que passamos atualmente?
Será por estar modificando a minha opinião sobre o Mundo?
Será pelos amigos diferentes e bons que encontrei recentemente?
...
Apenas sei que esta semana "estou assim"!
Muito mais sensível aos problemas da vida!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Constrangimentos...
Hoje vivemos (ou, julgamos viver) num mundo civilizado.
Vivemos no mundo "do reverso", "do contraditório", "do expiatório", de um "novo purgatório", num "novo limiar".
Para qualquer tema, para qualquer lado que nos viremos, somos obrigados a revermos os modos como pensávamos, como agíamos, perante o mundo que antes nos tinha sido representado, como nos tinha sido apresentado. E... tudo está mudado!
Nós, os que vivemos "assim, assim" ou "menos mal", damo-nos por nós a "ter que dar muitas graças a Deus" pelo que ainda temos, pelo que ainda podemos viver e do modo que vivemos.
Enquanto que...
Quem sou eu (sózinho) para poder mudar alguma coisa? Para que isso sucedesse, teria também que mudar muita coisa em mim, especialmente no meu estilo de vida acomodatício, de certo modo egoísta em que fui criado e tenho impingido a mim próprio.
A vida actualmente é constrangedora. Deixa-nos perturbados e a pensar nas situações adversas.
Mas... há sempre aquele mas...
Nunca tive espírito de voluntário.
Não sei me dar.
Não apreendi, nem se sei se consigo viver de outro modo.
Preciso de muita ajuda!
Solidão...
E aí...
Com tantos cânticos...
Com tantas árvores batendo palmas..
Aí...
As aves do campo baterão asas,
voarão para longe,
e então...
ficarei sozinho,
naquela imensidão,
sem o canto das aves,
aquilo que mais adoro.
E aí...
Então choro.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Nas mãos de Deus...
Faze com que eu tenha, sobretudo, paciência...
Para compreender a morte;
Para não subestimar a sorte;
Para amar plenamente;
Para quer eu não argumente;
Não faça tantas perguntas;
Não sinta medos;
Não tenha segredos;
Não viva de enredos,
que não levam a nada;
Que tenha caridade, para comigo
e para com os outros;
E que saiba viver "menos mal"
este NATAL.
***
Abençoado sejas pela Tua mão na minha.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Ah! Como respeito o mar!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Ilusões...
Feitos e desfeitos
Delicioso o "Sabor do amor",
embora por vezes amargo.
Desse...
"amor que enlouquece e faz sofrer"
Embora, na minha idade,
isso já não deva acontecer.
Seria forte demais
"O desejo de novamente enlouquecer"
de amor...
"No amor que faz dois sexos"
Eu, um velhadas sessentado,
Eu...!?
"Eu e você!"
Mulher de trinta.
Seria mesmo de morrer!!!
***
Senti e escrevi...
Se vivi...
É um caso para se ver!!!
Delicioso o "Sabor do amor",
embora por vezes amargo.
Desse...
"amor que enlouquece e faz sofrer"
Embora, na minha idade,
isso já não deva acontecer.
Seria forte demais
"O desejo de novamente enlouquecer"
de amor...
"No amor que faz dois sexos"
Eu, um velhadas sessentado,
Eu...!?
"Eu e você!"
Mulher de trinta.
Seria mesmo de morrer!!!
***
Se vivi...
É um caso para se ver!!!
******
"Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer".
(Balzac)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Hoje, em Portugal, é
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Saudades muito continuadas...
ANGOLA
Não nasci do teu ventre
mas amei-te em cada Primavera
com a exuberância de semente...
Não nasci do teu ventre
mas foi em ti que sepultei
as minhas saudades
e sofri as tempestades
de flor transplantada
prematuramente...
Não nasci do teu ventre
mas bebi o teu sortilégio
em noites de poesia
transparente...
Não nasci do teu ventre
mas foi à tua sombra
que fecundei rebentos novos
e alonguei os braços
para um destino transcendente...
Não serás terra do meu berço,
Mas és terra do meu ventre!
AMÉLIA VEIGA
(Nasceu em Silves em 1931 e foi para Angola em 1951)
*****
Não nasci do teu ventre
mas amei-te em cada Primavera
com a exuberância de semente...
Não nasci do teu ventre
mas foi em ti que sepultei
as minhas saudades
e sofri as tempestades
de flor transplantada
prematuramente...
Não nasci do teu ventre
mas bebi o teu sortilégio
em noites de poesia
transparente...
Não nasci do teu ventre
mas foi à tua sombra
que fecundei rebentos novos
e alonguei os braços
para um destino transcendente...
Não serás terra do meu berço,
Mas és terra do meu ventre!
AMÉLIA VEIGA
(Nasceu em Silves em 1931 e foi para Angola em 1951)
*****
sábado, 4 de dezembro de 2010
Sonhos inventados... e furados
Quando se ama o Porto
Ansiava-te, ao som de Abrunhosa,
Quando o carro abraçou o Porto
Que, sob a ponte, açulava o anelo
Que persistia no dia já morto.
Esperei-te na leda madrugada
Que vacilava sobre o rio que dormia
E, todavia, devaneava na calçada
Sob a Lua que, no céu, se desentedia.
E a tez macia da cidade adormecida...
E os esteiros de cetim sobre mim
Em plena avenida...
Quando se ama o Porto,
Dilata-se, na noite, o espaço
E quem anseia um beijo absorto
Sente, sempre, perto o regaço.
Despertei, ao timbre de Abrunhosa,
Quando a manhã, de novo, se abriu
Que, sob a neblina, espelhou a luz
Na cidade, onde faz sempre frio.
Saboreei-te no canapé do Majestic
E, depois, no Barco para a Afurada,
Onde troquei o Porto pela viagem
Do eterno sonho na madrugada.
E a tez sublime da cidade já despida...
E os esteiros de cetim sobre mim
Em plena avenida...
Quando se ama o Porto,
Dilata-se, na noite, o espaço
E quem anseia um beijo absorto
Sente, sempre, perto o regaço.
(Texto e Fotografia de João Garcia Barreto)
******
PS: João, adorei o texto. Espero que este também já esteja musicado.
Votos de *** FELIZ NATAL *** para toda a família.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ideias sobrepostas... e impostas
Prelúdio de um Blues
(com rapsódia de lamentos inserida no meio)
No vão das horas os dias me escapam, mas sigo.
E sigo escapando às horas que me atormentam.
Tendões e fibras e pele seguirão comigo,
porque eu sempre teimo em seguir.
Apenas arrasto o meu corpo moribundo,
Porque ele teima em não me deixar.
E seguirei;
E finarei;
como seguem todas as coisas que ocupam o lugar de outras coisas
e, desse modo, assim usurparei
os passos, espaços e razões
as quais se perde por aí.
Eu sempre perco,
eternamente me perdi
[E engulo o choro ao perder],
Ou, já nem sei chorar.
E mesmo se jaz viver em vão,
Num vão esmorecer
não me exaspero em saber,
tanto se me dá,
eu bebo um blues.
E ouço “Rapsódia em blue” .
Porque a hora não chega antes do minuto derradeiro.
Se derradeiro não era já o verbo antes de chegar.
E afinal tatuarei mais uma palavra sob meu vestido
E expelirei palavras sem sentido
e em largos goles de azul levarei comigo,
em bebedeiras de azul e de castigo
as linhas desse meu silêncio,
há muito amortalhado.******
PS: Clique no nome do post "Prelúdio de um Blues" para ver a origem
da parte do post escrita a verde.
Bem haja Mai, por tantos nos inspirar na poesia.
É isso, amigos brasileiros...
Hoje é... Dia do Samba...
Nada melhor que um pequeno vídeo para homenagear.
Há quem não goste mas...
"Os cães ladram ... e o samba continua"
Nada melhor que um pequeno vídeo para homenagear.
Há quem não goste mas...
"Os cães ladram ... e o samba continua"
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