Arranja-me um coração
Arranja-me um coração. Pode ter sido já usado e sem serventia para ninguém, eu não me importo, arranja-me um coração por queimar, um que não tenha ido à guerra e não esteja ferido. Arranja-me um coração a estourar de sonhos, um coração leal que não me fuja do peito, pode ter asas de ouro, tão pesadas que não o deixem voar... Arranja-me um coração inteiro, que só saiba bombear o sangue e que não tenha aprendido a doer. Arranja-me um coração sem labirintos, sem poços profundos onde caiam e se afoguem os sonhos... Um músculo forte e robusto, cor de sangue, cor de vida, arranja-me um coração que não queira ser onda do mar, que não se desfaça na espuma dos dias, no veloz escorrer do tempo...
Preciso de um coração...
Ou dá-me então o teu... Quando sinto o teu coração bater nas minhas mãos, percebo que caberia inteiro no vazio do meu peito.
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Nota: Encontrei este texto ao folhear os blogues-amigos
de uma minha amiga.
Gostei tanto! Que resolvi inserir no meu blogue.
Presto-lhe as minhas homenagens, com votos de FELIZ NATAL,
e façam o favor de a visitar aqui












