quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Transplantador ?! ... Quem me dera!


Arranja-me um coração

Arranja-me um coração. Pode ter sido já usado e sem serventia para ninguém, eu não me importo, arranja-me um coração por queimar, um que não tenha ido à guerra e não esteja ferido. Arranja-me um coração a estourar de sonhos, um coração leal que não me fuja do peito, pode ter asas de ouro, tão pesadas que não o deixem voar... Arranja-me um coração inteiro, que só saiba bombear o sangue e que não tenha aprendido a doer. Arranja-me um coração sem labirintos, sem poços profundos onde caiam e se afoguem os sonhos... Um músculo forte e robusto, cor de sangue, cor de vida, arranja-me um coração que não queira ser onda do mar, que não se desfaça na espuma dos dias, no veloz escorrer do tempo...

Preciso de um coração...
Ou dá-me então o teu... Quando sinto o teu coração bater nas minhas mãos, percebo que caberia inteiro no vazio do meu peito.
******
Nota:  Encontrei este texto ao folhear os blogues-amigos 
            de uma minha amiga.
           Gostei tanto! Que resolvi inserir no meu blogue.
           Presto-lhe as minhas homenagens, com votos de FELIZ NATAL, 
           e façam o favor de a visitar aqui

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Inconsistências...



Quando a vida pede...


A vida pede...
Por vezes pede muito,
por vezes pede pouco.
Do muito e do pouco
por vezes não é atendida.
Porque no campo das cedências
e de algumas concedências,
há, por vezes, egoísmos,
incompreensões, falta de altruismo.

Enfim, inconsistências.
A vida pede... 

e a gente teme
e impede.
Mas a vida continua vida!


Não sei bem porquê?!

Será pela aproximação do Natal?
Será pela "crise" por que passamos atualmente?
Será por estar modificando a minha opinião sobre o Mundo?
Será pelos amigos diferentes e bons que encontrei recentemente?
...
Apenas sei que esta semana "estou assim"!
Muito mais sensível aos problemas da vida!


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Reflexões...

Sobre a vida...


Constrangimentos...



Hoje vivemos (ou, julgamos viver) num mundo civilizado.
Vivemos no mundo "do reverso", "do contraditório", "do expiatório", de um "novo purgatório", num "novo limiar".
Para qualquer tema, para qualquer lado que nos viremos, somos obrigados a revermos os modos como pensávamos, como agíamos, perante o mundo que antes nos tinha sido representado, como nos tinha sido apresentado. E... tudo está mudado!
Nós, os que vivemos "assim, assim" ou "menos mal", damo-nos por nós a "ter que dar muitas graças a Deus" pelo que ainda temos, pelo que ainda podemos viver e do modo que vivemos.
Enquanto que...
Quem sou eu (sózinho) para poder mudar alguma coisa? Para que isso sucedesse, teria também que mudar muita coisa em mim, especialmente no meu estilo de vida acomodatício, de certo modo egoísta em que fui criado e tenho impingido a mim próprio.
A vida actualmente é constrangedora. Deixa-nos perturbados e a pensar nas situações adversas.
Mas... há sempre aquele mas...
Nunca tive espírito de voluntário.
Não sei me dar.
Não apreendi, nem se sei se consigo viver de outro modo.
Preciso de muita ajuda!

Solidão...



E aí...
Com tantos cânticos...
Com tantas árvores batendo palmas..
Aí...
As aves do campo baterão asas,
voarão para longe,
e então...
ficarei sozinho,
naquela imensidão,
sem o canto das aves,
aquilo que mais adoro.
E aí...
Então choro.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nas mãos de Deus...



Faze com que eu tenha, sobretudo, paciência...
Para compreender a morte;
Para não subestimar a sorte;
Para amar plenamente;
Para quer eu não argumente;
Não faça tantas perguntas;
Não sinta medos;
Não tenha segredos;
Não viva de enredos,
que não levam a nada;
Que tenha caridade, para comigo
e para com os outros;
E que saiba viver "menos mal"
este NATAL.
***
Abençoado sejas pela Tua mão na minha.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ah! Como respeito o mar!

(Imagem retirada do Google)
Hoje, olhando o mar enfurecido e lembrando 
as tormentas dos últimos dias, especialmente 
no Arquipélago dos Açores, lembrei de alguém 
(que reverencio) e que escreveu o poema
que se segue:


A vida de maresias
Prefere o tempo feliz
Mergulha nas utopias
Daquilo que às vezes diz. 

É difícil caminhar
Em areias movediças
Entre a terra e o mar
Há tormentas e delícias. 

Uma onda de carinho
Envolve todo o meu crer
Se ficar pelo caminho
Não sei como há-de ser. 

Na vida de maresias
Há dons com tonalidade
Ondas vêm todos os dias
Coloridas de saudade. 

Rosa Silva (“Azoriana”)


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PS: Clique no nome do poema
para ver a origem do mesmo.
****







sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ilusões...

Feitos e desfeitos

Delicioso o "Sabor do amor",
embora por vezes amargo.
Desse...
"amor que enlouquece e faz sofrer"
Embora, na minha idade,
isso já não deva acontecer.
Seria forte demais
"O desejo de novamente enlouquecer"
de amor...
"No amor que faz dois sexos"
Eu, um velhadas sessentado,

Eu...!?
"Eu e você!"
Mulher de trinta.
Seria mesmo de morrer!!!


***
Senti e escrevi...
Se vivi...
É um caso para se ver!!!


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"Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer".
(Balzac)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

No antigo "Dia das Mães" (em Portugal)...

Recordemos


     - JOHN LENNON ( 1940 - 1980)


Hoje, em Portugal, é

(Retirada do Google)


- Dia da minha Padroeira:
  - Nossa Senhora da Conceição
    - Padroeira de Portugal;
    - Antigo "Dia das Mães" em Portugal:
      Hoje ainda considerado por muitos, 
       especialmente os mais idosos e tradicionalistas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Saudades muito continuadas...

ANGOLA

Não nasci do teu ventre
mas amei-te em cada Primavera
com a exuberância de semente...

Não nasci do teu ventre
mas foi em ti que sepultei
as minhas saudades
e sofri as tempestades
de flor transplantada
prematuramente...

Não nasci do teu ventre
mas bebi o teu sortilégio
em noites de poesia
transparente...

Não nasci do teu ventre
mas foi à tua sombra
que fecundei rebentos novos
e alonguei os braços
para um destino transcendente...

Não serás terra do meu berço,
Mas és terra do meu ventre!

AMÉLIA VEIGA
(Nasceu em Silves em 1931 e foi para Angola em 1951)



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Uma mulher...

Numa Guitarra Portuguesa...

Meditherranios de Luísa Amaro from althum.com on Vimeo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sonhos inventados... e furados


Quando se ama o Porto

Ansiava-te, ao som de Abrunhosa,
Quando o carro abraçou o Porto
Que, sob a ponte, açulava o anelo
Que persistia no dia já morto.
Esperei-te na leda madrugada
Que vacilava sobre o rio que dormia
E, todavia, devaneava na calçada
Sob a Lua que, no céu, se desentedia.

E a tez macia da cidade adormecida...
E os esteiros de cetim sobre mim
Em plena avenida...

Quando se ama o Porto,
Dilata-se, na noite, o espaço
E quem anseia um beijo absorto
Sente, sempre, perto o regaço.

Despertei, ao timbre de Abrunhosa,
Quando a manhã, de novo, se abriu
Que, sob a neblina, espelhou a luz
Na cidade, onde faz sempre frio.
Saboreei-te no canapé do Majestic
E, depois, no Barco para a Afurada,
Onde troquei o Porto pela viagem
Do eterno sonho na madrugada.

E a tez sublime da cidade já despida...
E os esteiros de cetim sobre mim
Em plena avenida...

Quando se ama o Porto,
Dilata-se, na noite, o espaço
E quem anseia um beijo absorto
Sente, sempre, perto o regaço.


(Texto e Fotografia de João Garcia Barreto)
******
PS:  João, adorei o texto. Espero que este também já esteja musicado.
       Votos de *** FELIZ NATAL *** para toda a família.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ideias sobrepostas... e impostas



Prelúdio de um Blues
(com rapsódia de lamentos inserida no meio)


No vão das horas os dias me escapam, mas sigo.
E  sigo escapando às horas que me atormentam.
Tendões e fibras e pele seguirão comigo,
porque eu sempre teimo em seguir. 
Apenas arrasto o meu corpo moribundo,
Porque ele teima em não me deixar.
E seguirei;
E finarei;
como seguem todas as coisas que ocupam o lugar de outras coisas
e, desse modo, assim usurparei
os passos, espaços e razões
as quais se perde por aí.
Eu sempre perco,
eternamente me perdi
[E engulo o choro ao perder], 
Ou, já nem sei chorar.
E mesmo se jaz viver em vão,
Num vão esmorecer
não me exaspero em saber,
tanto se me dá,
eu bebo um blues.
E  ouço “Rapsódia em blue” .
Porque a hora não chega antes do minuto derradeiro.
Se derradeiro não era já o verbo antes de chegar.
E afinal tatuarei mais uma palavra sob meu vestido
E expelirei palavras sem sentido
e em largos goles de azul levarei comigo, 
em bebedeiras de azul e de castigo
as linhas desse meu silêncio,
há muito amortalhado.


******



PS: Clique no nome do post "Prelúdio de um Blues" para ver a origem
da parte do post escrita a verde.
Bem haja Mai, por tantos nos inspirar na poesia.

É isso, amigos brasileiros...

Hoje é... Dia do Samba...
Nada melhor que um pequeno vídeo para homenagear.
Há quem não goste mas...
"Os cães ladram ... e o samba continua"


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Que se faça LUZ em seu coração...

Alguém que deixou de colocar textos no seu blogue e que,
por circunstâncias várias, me incute muita saudade.
No blogue de um amigo, vi este trecho tão lindo.
Espero que a pessoa a quem me dirijo leia este post
e compreenda que gostamos muito de a ter por perto.
Para ela, e para todos os leitores, votos de
****** FELIZ NATAL e BOM ANO ******
****




Luz, tímida luz    
Ilumina minha alma, ilumina meus sentimentos
Seja o sol que clareia a minha vida
Seja o farol que guia os meus passos
Por ti sou conduzido
Por seu brilho sou fortalecido
Luz, tímida luz
Energia que não se apaga
O velho lampião ainda resiste
Pelo tempo abatido, corroído pelos anos
Mas determinado em sua missão
Propagar ao mundo, a sua incandescente luz
És a minha estrela guia, minha fonte de calor
Seja sempre o manancial vivo de energia
Nuca perca a sua essência
Nunca deixe de brilhar
Luz, tímida luz
Resista aos ventos,  às tempestades
Não se curve aos momentos de turbulência
Mantenha sempre sua chama acesa
Assim como eu, muitos precisam de ti
Para iluminar nosso caminho
Para aquecer nossos corações
E, principalmente, dar direção à nossa vida

(Pedro Figueiredo)

"Por morrer uma andorinha, não acaba a primavera"

Há dias li um lindo poema num blogue amigo.
Esse poema chama-se "Dias lentos..." (clique no nome).
Lembrei-me também de um post colocado no
"Passeando pelo cotidiano" sobre Miltinho (clique),
um documentário em vídeo muito interessante.
Esse post, aliado ao post da Maria Flor, veio dar
origem a este que vos apresento (bem português).


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Apresento-vos um fado cantado por Carlos do Carmo,
que dá o título a este post.
É o mesmo fado em duas versões.
Um simples e outro composto, isto é,
com letra acrescentada dentro do mesmo tempo.
É preciso ouvir ambos com atenção e apreciá-los.
Depois diga de sua justiça e do seu prazer em ouvir.
Bem hajam a todos e....
Votos de   *** FELIZ NATAL ***
****



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Estórias de Natal...

Assim começam as Histórias para crianças: Era uma vez....
Um presépio. Nesse presépio tinha um Menino, uma Maria, um José, um Anjo, um burrinho e uma vaquinha. Tinha também umas ovelhinhas que aqueciam as palhinhas do Menino. Tinha um galo para chamar os pastores e visitantes do Menino que iria nascer dali a um mês, como era habitual festejar em todos os anos, em quase todos os lares e igrejas.

Estava na altura de "armar" o presépio....


( e a estória continua aqui )


******
Leia o resto da estória e aprecie o blogue desta "Açoriana" .
Deixo-lhes um vídeo com uma "cantiguinha açoriana":


Triângulo: Cascais > Sintra > Oeiras...

Há uma exposição que gostaria que visitassem.
Se reside e/ou vem visitar qualquer destes concelhos acima,
venha visitar esta exposição, anunciada no "convite", aqui