Sobre a vida...
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Constrangimentos...
Hoje vivemos (ou, julgamos viver) num mundo civilizado.
Vivemos no mundo "do reverso", "do contraditório", "do expiatório", de um "novo purgatório", num "novo limiar".
Para qualquer tema, para qualquer lado que nos viremos, somos obrigados a revermos os modos como pensávamos, como agíamos, perante o mundo que antes nos tinha sido representado, como nos tinha sido apresentado. E... tudo está mudado!
Nós, os que vivemos "assim, assim" ou "menos mal", damo-nos por nós a "ter que dar muitas graças a Deus" pelo que ainda temos, pelo que ainda podemos viver e do modo que vivemos.
Enquanto que...
Quem sou eu (sózinho) para poder mudar alguma coisa? Para que isso sucedesse, teria também que mudar muita coisa em mim, especialmente no meu estilo de vida acomodatício, de certo modo egoísta em que fui criado e tenho impingido a mim próprio.
A vida actualmente é constrangedora. Deixa-nos perturbados e a pensar nas situações adversas.
Mas... há sempre aquele mas...
Nunca tive espírito de voluntário.
Não sei me dar.
Não apreendi, nem se sei se consigo viver de outro modo.
Preciso de muita ajuda!
Solidão...
E aí...
Com tantos cânticos...
Com tantas árvores batendo palmas..
Aí...
As aves do campo baterão asas,
voarão para longe,
e então...
ficarei sozinho,
naquela imensidão,
sem o canto das aves,
aquilo que mais adoro.
E aí...
Então choro.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Nas mãos de Deus...
Faze com que eu tenha, sobretudo, paciência...
Para compreender a morte;
Para não subestimar a sorte;
Para amar plenamente;
Para quer eu não argumente;
Não faça tantas perguntas;
Não sinta medos;
Não tenha segredos;
Não viva de enredos,
que não levam a nada;
Que tenha caridade, para comigo
e para com os outros;
E que saiba viver "menos mal"
este NATAL.
***
Abençoado sejas pela Tua mão na minha.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Ah! Como respeito o mar!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Ilusões...
Feitos e desfeitos
Delicioso o "Sabor do amor",
embora por vezes amargo.
Desse...
"amor que enlouquece e faz sofrer"
Embora, na minha idade,
isso já não deva acontecer.
Seria forte demais
"O desejo de novamente enlouquecer"
de amor...
"No amor que faz dois sexos"
Eu, um velhadas sessentado,
Eu...!?
"Eu e você!"
Mulher de trinta.
Seria mesmo de morrer!!!
***
Senti e escrevi...
Se vivi...
É um caso para se ver!!!
Delicioso o "Sabor do amor",
embora por vezes amargo.
Desse...
"amor que enlouquece e faz sofrer"
Embora, na minha idade,
isso já não deva acontecer.
Seria forte demais
"O desejo de novamente enlouquecer"
de amor...
"No amor que faz dois sexos"
Eu, um velhadas sessentado,
Eu...!?
"Eu e você!"
Mulher de trinta.
Seria mesmo de morrer!!!
***
Se vivi...
É um caso para se ver!!!
******
"Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer".
(Balzac)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Hoje, em Portugal, é
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Saudades muito continuadas...
ANGOLA
Não nasci do teu ventre
mas amei-te em cada Primavera
com a exuberância de semente...
Não nasci do teu ventre
mas foi em ti que sepultei
as minhas saudades
e sofri as tempestades
de flor transplantada
prematuramente...
Não nasci do teu ventre
mas bebi o teu sortilégio
em noites de poesia
transparente...
Não nasci do teu ventre
mas foi à tua sombra
que fecundei rebentos novos
e alonguei os braços
para um destino transcendente...
Não serás terra do meu berço,
Mas és terra do meu ventre!
AMÉLIA VEIGA
(Nasceu em Silves em 1931 e foi para Angola em 1951)
*****
Não nasci do teu ventre
mas amei-te em cada Primavera
com a exuberância de semente...
Não nasci do teu ventre
mas foi em ti que sepultei
as minhas saudades
e sofri as tempestades
de flor transplantada
prematuramente...
Não nasci do teu ventre
mas bebi o teu sortilégio
em noites de poesia
transparente...
Não nasci do teu ventre
mas foi à tua sombra
que fecundei rebentos novos
e alonguei os braços
para um destino transcendente...
Não serás terra do meu berço,
Mas és terra do meu ventre!
AMÉLIA VEIGA
(Nasceu em Silves em 1931 e foi para Angola em 1951)
*****
sábado, 4 de dezembro de 2010
Sonhos inventados... e furados
Quando se ama o Porto
Ansiava-te, ao som de Abrunhosa,
Quando o carro abraçou o Porto
Que, sob a ponte, açulava o anelo
Que persistia no dia já morto.
Esperei-te na leda madrugada
Que vacilava sobre o rio que dormia
E, todavia, devaneava na calçada
Sob a Lua que, no céu, se desentedia.
E a tez macia da cidade adormecida...
E os esteiros de cetim sobre mim
Em plena avenida...
Quando se ama o Porto,
Dilata-se, na noite, o espaço
E quem anseia um beijo absorto
Sente, sempre, perto o regaço.
Despertei, ao timbre de Abrunhosa,
Quando a manhã, de novo, se abriu
Que, sob a neblina, espelhou a luz
Na cidade, onde faz sempre frio.
Saboreei-te no canapé do Majestic
E, depois, no Barco para a Afurada,
Onde troquei o Porto pela viagem
Do eterno sonho na madrugada.
E a tez sublime da cidade já despida...
E os esteiros de cetim sobre mim
Em plena avenida...
Quando se ama o Porto,
Dilata-se, na noite, o espaço
E quem anseia um beijo absorto
Sente, sempre, perto o regaço.
(Texto e Fotografia de João Garcia Barreto)
******
PS: João, adorei o texto. Espero que este também já esteja musicado.
Votos de *** FELIZ NATAL *** para toda a família.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ideias sobrepostas... e impostas
Prelúdio de um Blues
(com rapsódia de lamentos inserida no meio)
No vão das horas os dias me escapam, mas sigo.
E sigo escapando às horas que me atormentam.
Tendões e fibras e pele seguirão comigo,
porque eu sempre teimo em seguir.
Apenas arrasto o meu corpo moribundo,
Porque ele teima em não me deixar.
E seguirei;
E finarei;
como seguem todas as coisas que ocupam o lugar de outras coisas
e, desse modo, assim usurparei
os passos, espaços e razões
as quais se perde por aí.
Eu sempre perco,
eternamente me perdi
[E engulo o choro ao perder],
Ou, já nem sei chorar.
E mesmo se jaz viver em vão,
Num vão esmorecer
não me exaspero em saber,
tanto se me dá,
eu bebo um blues.
E ouço “Rapsódia em blue” .
Porque a hora não chega antes do minuto derradeiro.
Se derradeiro não era já o verbo antes de chegar.
E afinal tatuarei mais uma palavra sob meu vestido
E expelirei palavras sem sentido
e em largos goles de azul levarei comigo,
em bebedeiras de azul e de castigo
as linhas desse meu silêncio,
há muito amortalhado.******
PS: Clique no nome do post "Prelúdio de um Blues" para ver a origem
da parte do post escrita a verde.
Bem haja Mai, por tantos nos inspirar na poesia.
É isso, amigos brasileiros...
Hoje é... Dia do Samba...
Nada melhor que um pequeno vídeo para homenagear.
Há quem não goste mas...
"Os cães ladram ... e o samba continua"
Nada melhor que um pequeno vídeo para homenagear.
Há quem não goste mas...
"Os cães ladram ... e o samba continua"
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Que se faça LUZ em seu coração...
Alguém que deixou de colocar textos no seu blogue e que,
por circunstâncias várias, me incute muita saudade.
No blogue de um amigo, vi este trecho tão lindo.
Espero que a pessoa a quem me dirijo leia este post
e compreenda que gostamos muito de a ter por perto.
Para ela, e para todos os leitores, votos de
****** FELIZ NATAL e BOM ANO ******
****
(Pedro Figueiredo)
por circunstâncias várias, me incute muita saudade.
No blogue de um amigo, vi este trecho tão lindo.
Espero que a pessoa a quem me dirijo leia este post
e compreenda que gostamos muito de a ter por perto.
Para ela, e para todos os leitores, votos de
****** FELIZ NATAL e BOM ANO ******
****
Luz, tímida luz
Ilumina minha alma, ilumina meus sentimentos
Seja o sol que clareia a minha vida
Seja o farol que guia os meus passos
Por ti sou conduzido
Por seu brilho sou fortalecido
Luz, tímida luz
Energia que não se apaga
O velho lampião ainda resiste
Pelo tempo abatido, corroído pelos anos
Mas determinado em sua missão
Propagar ao mundo, a sua incandescente luz
És a minha estrela guia, minha fonte de calor
Seja sempre o manancial vivo de energia
Nuca perca a sua essência
Nunca deixe de brilhar
Luz, tímida luz
Ilumina minha alma, ilumina meus sentimentos
Seja o sol que clareia a minha vida
Seja o farol que guia os meus passos
Por ti sou conduzido
Por seu brilho sou fortalecido
Luz, tímida luz
Energia que não se apaga
O velho lampião ainda resiste
Pelo tempo abatido, corroído pelos anos
Mas determinado em sua missão
Propagar ao mundo, a sua incandescente luz
És a minha estrela guia, minha fonte de calor
Seja sempre o manancial vivo de energia
Nuca perca a sua essência
Nunca deixe de brilhar
Luz, tímida luz
Resista aos ventos, às tempestades
Não se curve aos momentos de turbulência
Mantenha sempre sua chama acesa
Assim como eu, muitos precisam de ti
Para iluminar nosso caminho
Para aquecer nossos corações
E, principalmente, dar direção à nossa vida
Não se curve aos momentos de turbulência
Mantenha sempre sua chama acesa
Assim como eu, muitos precisam de ti
Para iluminar nosso caminho
Para aquecer nossos corações
E, principalmente, dar direção à nossa vida
"Por morrer uma andorinha, não acaba a primavera"
Há dias li um lindo poema num blogue amigo.
Esse poema chama-se "Dias lentos..." (clique no nome).
Lembrei-me também de um post colocado no
"Passeando pelo cotidiano" sobre Miltinho (clique),
um documentário em vídeo muito interessante.
Esse post, aliado ao post da Maria Flor, veio dar
origem a este que vos apresento (bem português).
****
Apresento-vos um fado cantado por Carlos do Carmo,
que dá o título a este post.
É o mesmo fado em duas versões.
Um simples e outro composto, isto é,
com letra acrescentada dentro do mesmo tempo.
É preciso ouvir ambos com atenção e apreciá-los.
Depois diga de sua justiça e do seu prazer em ouvir.
Bem hajam a todos e....
Votos de *** FELIZ NATAL ***
****
Esse poema chama-se "Dias lentos..." (clique no nome).
Lembrei-me também de um post colocado no
"Passeando pelo cotidiano" sobre Miltinho (clique),
um documentário em vídeo muito interessante.
Esse post, aliado ao post da Maria Flor, veio dar
origem a este que vos apresento (bem português).
****
Apresento-vos um fado cantado por Carlos do Carmo,
que dá o título a este post.
É o mesmo fado em duas versões.
Um simples e outro composto, isto é,
com letra acrescentada dentro do mesmo tempo.
É preciso ouvir ambos com atenção e apreciá-los.
Depois diga de sua justiça e do seu prazer em ouvir.
Bem hajam a todos e....
Votos de *** FELIZ NATAL ***
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Estórias de Natal...
Assim começam as Histórias para crianças: Era uma vez....
Um presépio. Nesse presépio tinha um Menino, uma Maria, um José, um Anjo, um burrinho e uma vaquinha. Tinha também umas ovelhinhas que aqueciam as palhinhas do Menino. Tinha um galo para chamar os pastores e visitantes do Menino que iria nascer dali a um mês, como era habitual festejar em todos os anos, em quase todos os lares e igrejas.
Estava na altura de "armar" o presépio....
( e a estória continua aqui )
******
Leia o resto da estória e aprecie o blogue desta "Açoriana" .
Deixo-lhes um vídeo com uma "cantiguinha açoriana":
( e a estória continua aqui )
******
Leia o resto da estória e aprecie o blogue desta "Açoriana" .
Deixo-lhes um vídeo com uma "cantiguinha açoriana":
Triângulo: Cascais > Sintra > Oeiras...
Há uma exposição que gostaria que visitassem.
Se reside e/ou vem visitar qualquer destes concelhos acima,
venha visitar esta exposição, anunciada no "convite", aqui
Se reside e/ou vem visitar qualquer destes concelhos acima,
venha visitar esta exposição, anunciada no "convite", aqui
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
"Amor com amor se paga"
Alguém escreveu:
“Minha competência não está em palavras,
e sim nos meus atos.
Não passo a vida olhando o mar.
Eu sou o mar.
Derrubo meus obstáculos com a força das
minhas ondas e me renovo a cada dia.
O meu trabalho é a minha energia.
A maior incompetência está em quem não consegue ouvir, nem ver, apesar de se dizer normal”
******
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