- Érico Veríssimo (1905 - 1975)
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
"Amor com amor se paga"
Alguém escreveu:
“Minha competência não está em palavras,
e sim nos meus atos.
Não passo a vida olhando o mar.
Eu sou o mar.
Derrubo meus obstáculos com a força das
minhas ondas e me renovo a cada dia.
O meu trabalho é a minha energia.
A maior incompetência está em quem não consegue ouvir, nem ver, apesar de se dizer normal”
******
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Afinal "nada está escrito"...
Relembrando...
- Mário Cesariny (1923-2006)Voz numa pedra
Não adoro o passado
não sou três vezes mestre
não combinei nada com as furnas
não é para isso que eu cá ando
decerto vi Osíris porém chamava-se ele nessa altura Luiz
decerto fui com Isis mas disse-lhe eu que me chamava João
nenhuma nenhuma palavra está completa
nem mesmo em alemão que as tem tão grandes
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento
Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
vaso de liberdade expurgada do menstruo
rosa viva diante dos nossos olhos
Ainda longe longe essa cidade futura
onde «a poesia não mais ritmará a acção
porque caminhará adiante dela»
Os pregadores de morte vão acabar?
Os segadores do amor vão acabar?
A tortura dos olhos vai acabar?
Passa-me então aquele canivete
porque há imenso que começar a podar
passa não me olhas como se olha um bruxo
detentor do milagre da verdade
a machadada e o propósito de não sacrificar-se não construirão ao sol coisa nenhuma
nada está escrito afinal
(Mário Cesariny)
Tão pequenos que nós somos...
Um "Ballet de Palavras" neste espaço sideral !
Nós, que nos debatemos com nós próprios,
Com os "nós" que demos,
Com os "nós" que temos,
Com os "nós" que desfazemos...
Paremos...
Para pensar que
Somos apenas um "grão de pó"
Neste imenso espaço.
Que no final...
(quando e qualquer que seja o final)
Ao pó regressaremos...
Apenas devemos cumprir a missão
A que fomos destinados...
Está escrito no "Destino"
******
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Apelos....
Faço também meu o "Apelo" feito por Guará Matos
no seu "Jornal Afogando o Ganso", que transcrevo:
no seu "Jornal Afogando o Ganso", que transcrevo:
APELO
O labirinto é frio
Somos reféns do medo
Ficamos entre santos e demônios
Entre a hóstia e maldição
Pelos delírios dos magos
Que governam esse chão
Que decerto já foi
Um canto de paz
E um córrego saudável
Repleto de vida
Alegria incontida
Nos versos e nas canções
Nos papos de botequim
Nas rodas de chorinho
De samba
Na praia
E no calçadão
Asfalto e morro
Precisam de paz e de união
Estão acabando com a minha cidade
O meu berço quebrou-se
Onde tantos momentos
De glória vivi
Oh, São Sebastião
Pai Oxalá venha me valer!
(Pelo Rio de Janeiro)
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O post do Guará me trouxe à memória algo que
há muito foi escrito e musicado:
Superstiçoes, gatos negros e contos de encantar...
Já disse o poeta (Vinicius de Moraes) que não há nada mais triste do que um gato morto.........
E é verdade......todos os dias desta semana, nos 9 kms que tenho que repetir 4 vezes, naquele ponto da estrada, tal qual um sinal de trânsito derrubado pelo vento da noite, está um gato de olhos mortos. Um gato preto de olhos mortos.
Olhos, e corpo, que a vida foi-se embora sem despedida prévia, ali mesmo na curva depois do caminho de cabras. Já há 3 dias, e aqueles olhos vazios sempre me cumprimentam, sem expressão nenhuma que não seja o do abandono da alma (sim da alma, porque os gatos têm alma, uma alma muito antiga, mais antiga que eu, mais antiga que o mundo inteiro), e eu olho de soslaio, porque me incomoda a ausência neles.
A pelagem baça, as orelhas ainda afitadas e...os olhos sem olhar de espécie alguma, só uns olhos de vidro assoprados.
Tenho medo daqueles olhos. Não têm dor, nem ódio, nem raiva, nem nada. Minto... só têm nada.´
Era um gato preto, de andar felino, elegante, de certeza que olhava para as cabras, para o pastor e até para o cão malhado com aquele olhar superior que têm os gatos pretos vivos.
E agora, depois da velocidade da curva, aquela logo depois do caminho de cabras, ficou lá, a dormir um sono sossegado, sem sobresaltos, um sono da cor da estrada, baça acinzentada como o rato que perseguia quando a curva o alcançou a ele primeiro.
Coitado, perdeu a corrida, e agora dorme de cansado, o gato preto de olhos mortos.******
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Hoje ao ouvir na rádio a música do Roberto Carlos "Negro Gato"
lembrei-me de um pequeno conto, já lido há algum tempo no
blogue "Mel de Vespas" e, resolvi transcrever e colocar no meu blogue.
Não é que um arruaceiro de um "gato preto vadio" que vagueia
no meu bairro se veio postar fronte à minha janela
miando provocadoramente!
******
PS: Clique no nome do post "O GATO MORTO" para ver a origem do post.
Anseios deslocados no tempo e na distância...
Senhor do Bonfim ,
como adoraria quebrar este anseio...
como adoraria quebrar este anseio...
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Há amores assim....
Seu amor... Sua ilusão!
E talvez assim você possa odiar-me
Ou
Ingênuo ainda mais pode se tornar
E me ame como um pobre cego
Não verá as minhas garras enaltecidas apunhalando-o por de trás,
Mas sentirá ao menos o fervor da minha consciência,
Escute o que seu coração não diz
Fuja enquanto há tempo
Enquanto não culminei você com meu despropósito,
É impossível me entregar aos seus sentimentos,
Você que tão arduamente acredita em amor,
Poesia... Quando escreves me faz dar gargalhadas
Uma grandeza ridiculamente engraçada
De como ser patético inescrupuloso e romântico,
Minha declaração pra você, é um balde de água fria.
Enquanto dormes e sonhas com as veredas da paixão
Vivo o consumismo do egoísmo e te grito;
Acorde!
Não há palavras tão doces que possa confortar um coração
Ou transformar um ser cúpido e sedento,
Há maldade sim que se alimenta de todos nós
E por um relapso e intangível momento,
Pensamos que o amor pode existir,
Pobre mortal você e pobreza carrega nos braços,
Se sinto algo bom, descrevo a pena em te ver dizer que me ama.
Sem saber que vive essa ilusão sórdida e malvada!
Mas se o que sentes provoca-te dor, então aceito,
E pra todo sofrimento tem bonança assim pro seu amor!
Sem coração eu?
Ele é grande demais, não cabe no peito!
(Priscilla Marfori)
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P.S. - Priscilla, isto serve de homenagem e reconhecimento
pelos seus escritos.
Bem haja por nos brindar com lindos textos.
* Clique no nome do poema "Seu amor... Sua ilusão!" para ver a origem do post.
Alice no país... com falta de maravilhas !
Porque será que a vida, por vezes, é tão cruel?
haiti girl in camp 1 from T Mackney on Vimeo.
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Mencionei o nome Alice (porque este nome faz lembrar
maravilhas!). Todavia não é assim.
O Haiti também é aqui em Portugal, no Brasil e em
quase toda a África e Ásia.
A ideia deste post derivou daqui e também de posts do
Guará em "Jornal Afogando o Ganso",
respectivamente este e, ainda mais outro recentemente
haiti girl in camp 1 from T Mackney on Vimeo.
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Mencionei o nome Alice (porque este nome faz lembrar
maravilhas!). Todavia não é assim.
O Haiti também é aqui em Portugal, no Brasil e em
quase toda a África e Ásia.
A ideia deste post derivou daqui e também de posts do
Guará em "Jornal Afogando o Ganso",
respectivamente este e, ainda mais outro recentemente
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Anseios...
![]() |
| (Imagem obtida no Google) |
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta a vastidão imensa!
Eu queria ser a pedra que não pensa,
A pedra do caminho rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz imensa,
O bom do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,Eu queria ser a pedra que não pensa,
A pedra do caminho rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz imensa,
O bom do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras… essas… pisa-as toda a gente! …
Tome nota deste endereço...
Amei que tivessem gostado de ter mencionado a
Europeana como uma ligação útil.
Assim deixo-vos aqui outra:
- Biblioteca da Casa Fernando Pessoa
Todo o acervo do poeta foi digitalizado,
pelo que é um endereço útil para consulta.
Mas, para que não fique tão maçudo o post,
aqui fica...
Europeana como uma ligação útil.
Assim deixo-vos aqui outra:
- Biblioteca da Casa Fernando Pessoa
Todo o acervo do poeta foi digitalizado,
pelo que é um endereço útil para consulta.
Mas, para que não fique tão maçudo o post,
aqui fica...
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Tome nota deste endereço
Biblioteca europeia com 14 milhões de itens para consultar online
A Europeana apresenta actualmente, para consulta online, mais de 14 milhões de livros, fotografias e mapas digitalizados, entre outros documentos, segundo dados oficiais divulgados na altura em que comemora dois anos de existência.
Criada em 2008, a biblioteca digital começou com dois milhões de obras de domínio público com o objectivo de explorar novas formas de divulgar o património cultural do Velho Continente e já ultrapassou a meta inicial prevista para 2010, de disponibilizar 10 milhões de artigos.
A vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Agenda Digital, Neelie Kroes, definiu a Europeana como "um grande exemplo de como a cooperação em nível europeu pode enriquecer a vida de todos".
A disponibilização de 14 milhões de itens é "uma boa notícia para todos os utilizadores de Internet que pretendem ter acesso a material cultural das bibliotecas, museus e arquivos da Europa", mas o projecto poderia ser melhor "se mais instituições culturais digitalizassem as suas colecções e fornecessem conteúdos para o portal europeu", nota a comissária.
A iniciativa conta com a participação de mais de 1.500 instituições de toda a Europa, e apesar de todos os Estados-membros colaborarem, a França é o país mais "activo", contabilizando 17,98 por cento do total do acervo, seguido da Alemanha e da Suécia.
Relativamente ao tipo de documentos, as versões digitalizadas de fotografias, mapas, pinturas, objectos de museu e outras imagens constituem 64 por cento da colecção. Trinta e quatro por cento são documentos escritos, dos quais mais de 1,2 milhões de livros completos, enquanto os vídeos e áudio representam menos de dois por cento da colecção
Hoje, no Brasil, é...
- Dia do Músico:
Do Brasil encanta-me a musicalidade, o acervo artístico;
Os cantores, os cantautores, a MPB, e tantos estilos;
Os poemas musicados e toda a popularidade adquirida
por esse mundo fora;
As diversas raízes e as diferentes expressões;
Enfim, terra de "boa música"...
"Abençoada por Deus e bonita por natureza"
domingo, 21 de novembro de 2010
Chamamento (inspiração poética)...
rotunda qualquer
*
Há uma voz surgindo no escuro
Há um pano de fundo entre o palco e o camarim
Há uma rotunda qualquer entre o vulto e a meia luz
há uma cadeira entre o chão e o teto
Há uma linha entre o linho e o leito a cobrir
Há um texto a ser dito entre o teu nome e toda palavra inaudita
Há uma verdade entre os dentes e outra entre o silêncio e o grito
Há sempre o entre, entre as pernas, o ventre e a luz
Há um abismo entre o ser nada e o tudo que há
Há sempre um blues a cantar entre a bebida e a voz
E entre um texto qualquer repetido, eu ainda te vejo em tudo ao redor
E entre a chama e isto que chamo, hás
E no tanto do nada que é isto tudo que ora sinto
eu chamo teu nome
*
sábado, 20 de novembro de 2010
Ações para ajudar a mudar o mundo...
A voz de Roger Ridley enquanto cantava “Stand by me”
nas ruas de Santa Monica, na Califórnia, despertou uma
ideia num grupo de realizadores: e se o mundo estivesse
ligado através da música? Surgiu então a ideia de viajar
pelo mundo com um mini estúdio e recolher vozes e sons
de todos os continentes. O resultado foi um documentário
premiado em 2009
– Playing For Change: Peace Through Music.
Projecto que continua a ser desenvolvido pela
Fundação Playing for Change.
****
PS: Originário daqui.
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