sábado, 20 de novembro de 2010

Ciclos de vida...

(Imagem retirada do Google)

Chuva


A gota cai da chuva
Percorre o chão
Corre para o bueiro
Segue em frente
Junta-se a tantas gotas iguais
Já não são gotas, viraram corrente
Chegam ao rio, várias correntes
O mar as espera, o rio deságua
Nas águas bravias
Muitos rios, muitas correntes, muitas gotas
O calor intenso, a água se aquece
Então se evapora, as nuvens se formam
As chuvas que chegam
As gotas que caem
Começa tudo de novo
Porém, não são as mesmas gotas...


(Pedro Figueiredo) in  "Café com sucesso"

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Stormy Weather....

Hoje, como há três (3) anos... chove,
Não muito tempestuosamente, mas chove,
Como chovia naquele dia.... 
e eu me desdobrava em pensamentos, 
em saber que nome deveria dar ao meu blogue,
suavemente na rádio começou-se a entoar  
uma música, uma canção, 
eternamente do meu pleno agrado.


Assim surgiu o nome do blogue...
ao som desta música...


Esta minha casa...

  
Esta minha casa faz hoje três (3) anos!
É uma casa jovem, com um velho dentro,
Uma casa que já sinto velha,
Com um espírito jovem dentro.
É “cabana junto à praia”,
Refúgio de pedra da montanha,
“reino das três marias”,
“casa da mãe joana”,
“casa d’Irene”
“casa do lago”,
“casa dos espíritos”,
“cabana do Pai Tomás”,
“casa das sete mulheres”.
Enfim,
“Uma casa portuguesa” (com certeza!)
Onde penso, medito, escrevo,
Onde, sempre de porta aberta,
Entra todo o mundo,
Velhos e novos,
Ricos e mendigos,
Gente de “pé na chon”,
Pessoa “bem calçada”,
Bem falante,
Ou “popularucho”.
Onde conheci (sem conhecer)
Grandes amizades,
Grandes ensinamentos,
Ótimos textos e poemas,
O valor da liberdade,
Expessa nas mais diversas formas,
E conformes,
Atuais, antigos e naturais,
Pretenciosas, com ou sem àgua benta,
Ou despretenciosas,
Iradas e ternurentas,
Nas expressões mais afáveis,
Enigmáticas, comentadas,
Correspondidadas , deturpadas,
Conciliáveis, expressivas,
Ativas e promissoras.
Muito haveria a dizer, a expressar,
Sentimentos, frustações, emoções.
Ocasiões houve em que quase desisti,
Capitulando na pergunta:
“a que é que isto leva?"
Mas aqui estou, quase dia-a-dia,
Voltando a estavelha casa


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A força da criatividade...

( Foto retirada do Google)



Eu hei-de esculpir o futuro ao jeito do criador que extrai a obra
de mármore a golpes de cinzel.
E caem uma a uma as escamas que escondiam o rosto do deus.
E os outros dirão: Este mármore continha este deus.
Ele o que fez foi encontrá-lo. E o gesto dele não passava de um meio.
Mas eu cá digo que ele não calculava, ele forjava a pedra.
O sorriso do rosto está muito longe de ser feito de suor, 
de faíscas, de golpes de cinzel e de mármore.
O sorriso não é da pedra, mas sim do criador.
Liberta o homem, e ele criará. 

Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela"

Mas ... o que se anda passando??!!



1895 - Fundação do 
Clube de Regatas do Flamengo


Agora: 115 anos


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Não quero que seja um "Adeus"...



*****
PS: Não me estou a despedir...
      Deixo aqui esta canção apenas porque alguém 
      me fez "gostar dela".
      Ternamente.... aqui continuo sempre.

Oralidade...

O que é a tradição oral?
É a transmissão de saberes feita oralmente, pelo povo, de geração 
em geração, isto é, de pais para filhos ou de avós para netos. 
Estes saberes tanto podem ser os usos e costumes das comunidades, 
como podem ser os contos populares, as lendas, os mitos e muitos outros 
textos que o povo guarda na memória  (provérbios, orações, lengalengas, 
adivinhas, cancioneiros, romanceiros, etc.). 
Também são conhecidos como património oral ou património imaterial. 
Através deles cada povo marca a sua diferença e encontra-se com as 
suas raízes, isto é, revela e assume a sua identidade cultural.


 (in Alexandre Parafita “Histórias de arte e manhas”
Texto Editores, Lisboa, 2005, p. 30)

*****

Hoje em Portugal é...



- Dia Nacional do Mar


*****



*****
Por mares nunca antes navegados,
Por mares por navegar,
Sentado no alto da arriba,
Dormente, quase a sonhar.

Vírus entranhado...


AS RAÍZES DO NOSSO AMOR



Amo-te porque tudo em ti me fala de África,
duma forma completa e envolvente.
Negra, tão negramente bela e moça,
todo o teu ser me exprime a terra nossa,
em nós presente.

Nos teus olhos eu vejo, como em caleidoscópio,
madrugadas e noites e poentes tropicais,
- visão que me inebria como um ópio,
em magia de místicos duendes,
e me torna encantado. (Perguntaram-me: onde vais?
E não sei onde vou, só sei que tu me prendes...) 

A tua voz é, tão perturbadoramente,
a música dolente dos quissanges tangidos
em noite escura e calma,
que vibra nos meus sentidos
e ressoa no fundo da minh'alma. >>>

GERALDO BESSA VÍTOR
(Angola)
...
Poema continua ... aqui

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Amor transmitido...



Que amor é esse?!





Que amor é esse
que te vejo onde não estás,
te levo onde não me acompanhas,
te sinto onde não és?!
Que amor é esse
se não o ar que respiro,
a vida que vivo,
sem viver?!
Que amor é esse
que se faz loucura,
habita em mim,
e parece não ter fim?!
.
(Suelly Ribella)

*****
PS: Clique no nome do poema para ver a origem do mesmo.
       Bom feriado! (com independência!)

Hoje é...

DIA NACIONAL DA LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA
******

             As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)


domingo, 14 de novembro de 2010

Deixo-vos uma canção...

Para recordar...


Consciência artística...

Brasil

Rio de Janeiro revitaliza calçada portuguesa

 14/11/10 10:20

O Rio de Janeiro está a importar conhecimento de Portugal para resolver um problema antigo na cidade: a má conservação das calçadas de pedra portuguesa.
O desafio é revitalizar uma profissão que está quase extinta, a de calceteiro. Os calceteiros são responsáveis pela arte de recuperar e fixar as pedras portuguesas nos passeios públicos.
Neste mês de Novembro, cinco mestres portugueses de Lisboa estiveram no Rio de Janeiro para formar uma turma de 20 calceteiros que irão replicar o conhecimento para outros que se querem formar na profissão.
«Podemos dizer que as calçadas portuguesas são um pedacinho de Portugal espalhado pelo mundo», afirmou o fiscal de obras da Câmara de Lisboa, Fernando Fernandes, o responsável que coordena os quatro mestres portugueses que vieram ajudar na formação dos calceteiros brasileiros.
«Essa profissão no fundo é uma arte, a arte de trabalhar a pedra. De facto, é uma profissão que corre o risco de extinção, não só cá no Brasil como em Portugal. É uma arte muito dura pela posição do trabalho e o partir a pedra é um trabalho duro também. Hoje em dia infelizmente não é muito bem remunerado», ressaltou Fernandes.
Segundo o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Osório, a cidade do Rio é «uma grande cidade portuguesa na América do Sul».
Porém, «ao longo dos anos, o Rio de Janeiro foi perdendo a arte de assentamento das pedras portuguesas», destaca Osório.
«Existe uma especialidade, uma técnica que precisa ser recuperada. E o nosso projecto é que nós possamos formar uma nova geração».
Entre as principais vantagens deste tipo de piso, acrescenta Osório, está a facilidade de absorção de água de infiltração, principalmente numa cidade tropical com fortes volumes de chuva, além de não acumular calor pois o calcário de cor branca reflete.
O carioca Gedião Azevedo, de 47 anos, fez parte da primeira turma de calceteiros na década de 90 e hoje está a reciclar o conhecimento. Apesar de não ter nascido português, a sua paixão é pela pedra portuguesa, garante.
«Os meus colegas estão super animados. Em relação ao trabalho, o mestre português mesmo falou que evoluímos muito», revelou.
«A paixão da minha vida é a pedra portuguesa, não nasci português, mas sou apaixonado pela pedra portuguesa», destaca.
O Rio de Janeiro possui 1,218 milhão de metros quadrados de calçada em pedras portuguesas.
Muitas áreas do Rio são classificadas, como o desenho em curvas do calçadão de Copacabana, criação do paisagista e arquiteto Burle Max, inspirada na obra histórica da Praça do Rossio, em Lisboa, que usa o padrão Mar Largo.

Sol/Lusa 

sábado, 13 de novembro de 2010

Que os bons ventos te guiem...

E o meu corpo te guarde...


Memórias

LEITE DERRAMADO de CHICO BUARQUE 
Acaba de Ganhar o Prêmio PT Literatura 2010




(…) A MEMÓRIA É DEVERAS um pandemónio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco o dono é capaz de encontrar todas as coisas. Não pode é alguém de fora se intrometer, como a empregada que remove a papelada para espanar o escritório. Ou como a filha que pretende dispor minha memória na ordem dela, cronológica, alfabética, ou por assunto (…)


Este é um passeio pelo enredo de “Leite derramado”, último livro de Chico Buarque.


*****
Passado um ano após o aparecimento do livro, 
a PT (Portugal Telecom)  resolveu atribuir  este prémio. 
Não que não devesse. É sobejamente merecido.


Bem sei, que o tempo não conta quando se está muito 
em cima da data de publicação. 
Será decerto relegado para o ano seguinte.


Mas, neste caso, será que não houve uma 
operação de "charme" para focalizar as atenções 
para os negócios que se desenvolvem, 
com a entrada do capital da PT na "OI"?


De qualquer modo, justiça seja feita. 
Esse prémio é bem-vindo!


Deixo  três ligações sobre o mesmo assunto, 
dignas de serem lidas:
- Ecos da Cultura Popular
- Belgavista
- Passeando pelo Cotidiano


E... ainda o que originou da leitura  das duas 
últimas ligação e que escrevi neste blogue


*****
Votos de BOM FIM DE SEMANA ...
e ... de ótimas leituras.



"Nosso amor de ontem"



*****
Tudo isto, são memórias lindas no cantinho da nossa mente.
De ontem, de hoje e para o amanhã!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Os amores de ontem...



Ontem...


Ainda ontem,
passei por aquele bar em que estivemos.
Vi aquela mesa em que nos sentamos
e conversamos sobre a vida.

Naquele dia,
você não entendeu meus sinais
e a gente se despediu sem dar
chance para aquele sentimento
que começava a adormecer.

Engraçado que falamos sobre isso depois do nosso encontro.

Minha mãos sempre estiveram tão próximas de te alcançar.
Seus dedos tentaram se perder em meus cabelos.
Então, porque não conseguimos?

Hoje sei que isso se perdeu, não é mais possível.
Você tem uma vida diferente,
medo do novo e da decepção,
do amor, da entrega.
Prefere se esconder…
Acho que já superei essa fase.

Então, de novo estamos em caminhos diferentes…



Maria Flor ✿ ܓ
*****
PS: Hoje resolvi relembrar alguém que nos deixa por aí
      uns rabiscos em forma de poemas

Relembremos Timor...



Neste dia:

Sem esquecer o escritor... eis o cantor

Mário Lúcio de Sousa