sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E se Deus ressuscitasse mulher...?!



Novíssimo Testamento de Mário Lúcio Sousa 
(D.Quixote - colecção literatura lusófona 
e futuramente na Língua Geral, Brasil)


********

_É chegada a minha hora,
balbuciou a velha, que se encontrava havia mais de três meses no seu leito, diga-se mais morta do que viva, com forças apenas para aquelas palavras, como se as tivesse poupado para, desse modo, dar por anunciado o fim da mulher mais beata que o mundo alguma vez conhecera, estranha pronúncia foi aquela, a penúltima, uma cabala de uma morte evidente, porque a última da morte ninguém sabe, mas todos sabiam que era sem dúvida o adeus esperado da mais abnegada pessoa que a igreja e a sociedade alguma vez baptizaram naquelas ilhas abandonadas, tratava-se da mulher mais desinteressada pela vida que a vida alguma vez recebera, aquela que entre todas este mundo menos amara, aquela que mais desprezara o corpo e os seus prazeres, a mais temente a Deus de todas as criaturas, a grande pedra da igreja local, a catequista a tempo inteiro e por todo o tempo da diocese, a mais admiradora de Jesus que nenhuma outra cristã, a conhecedora sem par das Escrituras, a servidora ímpar dos pobres, o exemplo absoluto dos fiéis, mulher que, para além de dedicar toda uma vida a preparar-se para um dia subir ao céu e viver à direita dos apóstolos, também era uma estudiosa incomparável da morte, de todas as formas da morte, porque queria saber bem como morrer para poder alcançar a vida eterna, o que lhe dera conhecimentos inéditos e lhe permitira decifrar todas as etapas por que passam todos os mortos, e dizia que as fases da moribunda são seis, a Dúvida, o Desespero, o Apego, a Impaciência, que é o momento da cólera, o Orgulho, e o Abandono, assim bem contadinhas, mas isso não lhe fazia ter menos medo à morte, mesmo crente da sua inabalável esperança de ser ressuscitada de entre os mortos no dia do Juízo Final, objectivo para o qual dedicara todos os seus anos de menina, a sua mocidade, a sua virgindade, a sua irmandade, o seu corpo, e a sua implacável devoção de freira, tudo sacrificara para um dia morrer bem, de tal modo que, quando ela emitiu a custo a frase É chegada a minha hora, as netas que com ela estavam interpretaram aquilo como sendo finalmente a renúncia da vida e a aceitação da morte, e, na verdade, era o que ela queria dizer, embora seja de um paradoxo abissal o desapego à vida e o medo à morte, mas, para a glória da sua coragem, a velha acabara de pronunciar a frase, dita entre os dentes e o delírio, é verdade, mas com a última das coragens e, nesse momento, ali ante as suas netas, sentiu-se a ser elevada às alturas, que uma nuvem a recebia, ocultando-a, e ela então não se lembraria de mais nada, como é natural, entrara já no túnel da morte e qualquer lembrança nessa hora desencadeia um apego atroz à vida,
_Valha-nos Deus, chamem o médico, chamem o médico,
 (Continua >>)

*****
Vidé mais aqui

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hoje é...



Dia de S. Martinho:


Apesar de haver muitos provérbios populares, 
para mim, apenas um:
   
" No S. Martinho nem castanhas, nem vinho...
    Somente "mau caminho" !!! "



No dia de hoje...

11-11-1975 – Angola torna-se independente de Portugal.
Haja esperança no futuro!





Angola (Matias Damásio)

Entre o tédio e a solidão...



Prefiro a solidão...
Os dois juntos é que não!!





*****
Lindo! Obrigado Márcia.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Foi-me dado a conhecer...

Através de amigos, uma poetisa, com vasta obra
publicada, e que fez a apresentação do seu último 
livro "Cresci com a poesia" a semana passada.
Vêja-a em "Regatos da Concentração"


*****




INVEJA


Corrompe
Maltrata
Distorce
Mas atraiçoa-se.
É deformada.
Vem disfarçada.
Ora maltrapilha
Ora bem arranjada
Assim é a inveja
Que invade o coração.
Reveste-se de muito brilho
Mas transmite nas veias
O veneno com ar de perdão.
É a morte anunciada
De quem bebeu da poção
Que parecendo mágica
Transforma o falso em verdade
Mas carrega a morte trágica
Porque é triste a realidade.
Não faz parte do que é Arte
Da grande arte que é Viver
E transforma a cura em dor
Sendo maior o sofrimento
De quem pensa ser amor.
Não vendo que o brilho cega
E a alma fica perdida
Iludida, apenas carrega
Uma dor desmedida
Perdendo o belo o valor.


(Dina Ventura “Only me” – 9 de Novembro 2010)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Minhas escolhas...nossas escolhas!

A Águia - escolhas difíceis


A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos.
Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. 
Aos 40 anos ela está com: 
As unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta. 
O bico alongado e pontiagudo se curva, apontando contra o peito. 
As asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas e voar já é tão difícil! 
Então, a águia só tem duas alternativas:
Morrer...
... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. 
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. 
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.
Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. 
Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. 
E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos."
"Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação.
Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. 
Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz". 


(Autor desconhecido)


******
E tudo, simplesmente, por ter escolhido "ser feliz" por mais alguns anos.

Valores...

(Africana, vestida com capulana - origem Google)

Africana

Dizes que me querias sentir africana,
dizes e pensas que não o sou,
só porque não uso capulana,
porque não falo changana.
Porque não uso missiri nem missangas,
deixa-me rir...
Mas quem é que te disse?!
Só porque ando de “Levis, Gucci ou Diesel”,
não o sou... será?
Será que o meu sentir passa pela indumentária?
Ou o que serei
Pelo sangue que me corre nas veias,
negro, árabe, indiano,
essa mistura exótica,
que me faz filha de um continente em tantos,
onde todos se misturam,
e que me trazem esta profundidade,
mais forte que a indumentária ou a fala.
E sabes porquê?
Porque visto, falo, respiro, sinto e cheiro a
ÁFRICA.
Afinal o que é que tu saberás?
O que é que tu sabes?
Deixa-me rir...
Deixa-me rir...

(Sónia Sultuane)

Reabertura do meu blogue "Por tuta e meia"

O meu blogue "Por tuta e meia" é dedicado às "artes decorativas".
Nele posto coisas que me agradam, especialmente blogues de
amizades que mostrem coisas interessantes.


Gostei tanto de uma matéria inserida no blogue, que apresentava
o trabalho feito numa escola em um mural concretizado com 
mosaico, que resolvi reabrir com "esse trabalho".




PS: Para verem o trabalho original, favor abrir "aqui"

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Perdido... pelos caminhos da vida!





Podem parecer sinônimos.
Idéia igual, mas diferente no sentir.
Lembrança é da memória, saudade é da alma.
Muitas lembranças, poucas saudades.
Lembranças surgem com um cheiro,
uma música, uma palavra.
Saudade surge sozinha,
emerge do fundo do peito
onde é guardada com carinho.
Lembrança pode ser boa, mas quando não é,
pode-se afastá-la com outra lembrança
ou convocar outro pensamento para o lugar,
ligando a TV ou lendo o jornal.
Saudade é sempre boa, mesmo quando dói,
e não se apaga, mesmo que outra pessoa
tente ocupar o lugar vazio.
Ela pode coexistir com um novo amor,
sem machucá-lo.
Lembrança é de algo real, de um lugar,
uma época, uma pessoa.
Saudade pode ser do que não houve, de uma
possibilidade, de lábios jamais tocados.
Lembrança pode ser contada, medida,
localizada, e com algum esforço,
pode até ser calculada com uma fórmula
matemática, ao gosto dos engenheiros.
Saudade é dos poetas,
é pautada em rimas e melodias;
de ver outra pessoa, segundo
os poetas, teria outro nome, seria uma
saudade com tempero, eu acho.
Lembrança pode ser sem som, pode não doer.
Saudade jamais é sem som.
Se ela não vier com música de fundo,
a gente coloca, só para ficar mais bonita,
mais gostosa de sentir,
para preencher mais a alma vazia.
Lembrança vence a morte,
mas conforma-se com a ausência,
respeita convenções.
Saudade ignora a morte, vence distâncias,
barreiras e preconceitos.
Lembrança aceita nosso comando,
vai e volta quando queremos.
Saudade é irreverente,
independente e auto suficiente.
Gosto mais da saudade!
E você?


(desconheço autoria).

sábado, 6 de novembro de 2010

Para quem ainda espera....



Esperança

Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu fi-lo perfeitamente,
Para diante de tudo foi bom
bom de verdade
bem feito de sonho
podia segui-lo como realidade
Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu sei-o de cor.
Até reparo que tenho só esperança
nada mais do que esperança
pura esperança
esperança verdadeira
que engana
e promete
e só promete.
Esperança:
pobre mãe louca
que quer pôr o filho morto de pé?
Esperança
único que eu tenho
não me deixes sem nada
promete
engana
engano que seja
engana
não me deixes sozinho
esperança.

(Almada Negreiros)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Porque hoje é sexta...


Vai ter todo o fim de semana para desenvolver um...


PENSAMENTO POSITIVO


Através do vídeo que se segue
(Clique aqui, para ver no You Tube)


Só há duas hipóteses: 
Ou RI ou MORRE


****
BOM FIM DE SEMANA

Se pintar... fosse solução



Pintei um jardim, escondi-me lá dentro...

Pintei um jardim, escondi-me lá dentro,
pintei uma casa, tapei-a com hera,
o fumo pintei sumido no vento,
pintei-me a mim mesmo a dormir sobre a erva.
Pintei as flores da cor do solfejo,
da cor do desejo pintei a mulher,
da cor da mulher pintei o que vejo,
a mim mesmo pintei-me da cor do meu ser.
Pintei o azul da cor dos meus olhos,
Pintei os meus olhos cobertos de névoa,
A névoa pintei da cor dos meus sonhos,
Pintei-me a mim mesmo deitado na terra.
O frio pintei da cor dum menino,
a chuva a cair com um som de piano,
pintei um sorriso de branco de lírio
a mim próprio pintei-me de costas na cama.
Pintei minha mãe da cor da alvorada,
minha terra pintei com as cores do que digo,
ao silêncio pintei-o com o gosto da água,
a mim mesmo pintei-me a sonhar de castigo.
Pintei os meus dedos de cor borboleta,
pintei os meus passos de cor solidão,
minha vida pintei com as cores da paleta,
a mim própria pintei-me estendido no chão.

(Jorge Guimarães)

Hoje é...


Dia Mundial Do Cinema
e...
da lembrança de que faz 27 anos do falecimento de:

 Humberto Mauro, cineasta considerado o Pai do Cinema Brasileiro (n. 1897- f. 1983)
....

Poderia trazer aqui muitos vídeos sobre cinema, até sobre cinema português.
Contudo por ter lembrado acima, aqui deixo uma obra prima muito antiga:

Humberto Mauro – A velha a fiar

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Um blogue amigo: Mel de Vespas



 Porque sim..
.

Ficava aqui a falar dela, horas a fio. Dela ou do que me lembro dela.
O tempo encarrega-se de retocar as memórias, editar as imagens que fazemos das coisas e das pessoas. Agora, assim, ao longe, tudo me parece mais belo. Notam-se os remendos aqui e ali, numa ou outra passagem, ou em algum momento que se revela na escuridão das noites mal dormidas. A verdade, é que já não há noites mal dormidas, agora que penso nisso, atinge-me em cheio, a seco até, atrevo-me a dizer, a certeza do sono profundo e conciliador que me vem acontecendo.
(Continua aqui...)

*******
Este texto merece leitura até ao final,  assim como 
a leitura de quase todo o sítio.
MEL DE VESPAS tem feito um percurso "contista" 
que nos inspira e nos deixa bem agarrados, 
capazes de perder um bom tempo lendo "boas leituras".
Sirvam-se à vontade! E digam de vossa justiça! 

Gostava de saber...

Inventar!

 

"Gosto do modo como quebras a indiferença dos dias com um gesto fresco e transparente".

Gosto quando chegas e num sorriso és capaz de romper a rotina dos meus dias. Gosto quando avanças, um misto de inocência e maturidade abraçadas numa mesma dança de luz no contorno dos teus olhos.

Sabes? aquelas pessoas especiais são as que têm o dom de nos tornarem melhores, mesmo que não falem, mesmo que não o saibam.
Sempre sonhei tocar a vida das pessoas, conseguir ser mensagem de esperança em muitos caminhos...mas...acho que apesar dos passos que dei ainda muito me falta caminhar, embora tu, naquele olhar reguila, digas que não é assim.

Acredito, como sabes, na profunda capacidade das pessoas para criarem laços além do tempo, além da distância, além da ausência. Acredito que todos somos bons, mesmo que muitas vezes alguns queiram fazer sobressair um lado escuro que, misteriosamente, se esconde em nós e que faz tudo para se soltar.
Acredito no Deus que habita em nós, acredito no amor que podemos construir e acredito que se Deus não me tivesse feito Homem, eu teria de ser o ar, para poder soprar sempre na tua vida e na vida dos que agora aprendi a amar.

Penso em tudo enquanto te vejo chegar, penso que bom seria se todos soubessem chegar e partir como tu! Trazes os cheiros e os aromas das estações presos no teu cabelo, os frutos do verão como dança dos teus olhos, o gelo do inverno derretendo-se no fogo de um coração alegre por caminhar, por inventar, por nascer.

Gostava de ser assim, e como tu, saber inventar a vida numa história que apaixone e que dê asas para voar. Gostava de, como tu, ser amante das asas da liberdade que nos dá coragem para poder sonhar e sonhos para poder crescer. Gostava de pintar o mundo com as mesmas cores de céu e mar com que vais dando tons á tua vida.

Mas sabes? Ainda me sinto preso ao que não sei viver. Ainda sou escravo dos lugares onde não sei existir.

Enquanto te vejo chegar, apenas peço a mim mesmo para nunca te abandonar, porque preciso de reflectir a luz que irradias e preciso que me continues a dar sonhos e me tornes também capaz de voar.

Que  os homens percebam que o sonho é uma parte sagrada colocada nas suas mãos, uma missão, um desafio construido com respeito. Que sonhar é um bem para todos, que serve para nos tornar Homens, pessoas, profundamente humanos.

Vive mais quem luta mais, quem acredita mais, quem sonha mais! E quem dá sangue e vida ao seu sonho, quem lhe dá o ritmo dos dias, as estrelas das noites e o espaço do seu coração!


****
PS: Clique no nome do post "Inventar!" para ver a origem do mesmo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Também da minha janela...

Se vê África



ROMANCE DE LUANDA

Leques ao vento
abanando a Ilha.
Um dongo flutua
na baia.

E ela, a negra maravilha
condecorada com reflexos de prata
com que o céu a está beijando,
com que o céu a está vestindo,
- adormeceu sonhando
placidamente sorrindo.

Nas águas verdes da baia calma,
caem pétalas vermelhas
de uma linda flor de ónix!

E o timoneiro, um preto atleta,
jovem pescador
é um brutal Cupido,
- é o Deus do Amor
em bronze reproduzido!

Nas águas verdes da baia calma,
caem pétalas de sangue,
duma flor já desfolhada...

Um dongo flutua
na baia.

Vai rompendo a madrugada.
   
(TOMAZ VIEIRA DA CRUZ ) 
In: DA MINHA JANELA VÊ-SE ÀFRICA 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Depois de recordar... Há que ir....

Neste ... Dia de Finados.



Sabe bem recordar...
Familiares, amigos,
Pessoas que quizemos bem,
E que já não estão entre nós...


E lembrar este poema:


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Por "Todos os Santos"

A PROCISSÃO

Tocam os sinos na torre da igreja.
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passar a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popopó, popopopó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja.
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem de anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior vai aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

Letra: António Lopes Ribeiro
Intérprete: João Villaret

Hoje... Dia de Todos os Santos

Com o Orçamento Geral do Estado para 2011 em vias de ser 
aprovado, com o "aperto de cinto" que vai ser preciso fazer, 
com os salários de miséria, com os cortes em benefícios, 
com o aumento de preços....


QUE TODOS OS SANTINHOS NOS VALHAM!!!


Como, além dos santos, sou mais devoto de Nossa Senhora,
apelo antes a Ela: