domingo, 24 de outubro de 2010

Chegou...

Malandro é malandro, mané é mané...





"Tô fazendo a minha parte"

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Recordação de juventude - quando era "menino do coro"

"O chá do Lu"


Três vezes por semana subia as escadas de corrimão de madeira. Três vezes por semana às três da tarde. Tocava a campainha e esperava alguns instantes até ouvir os passos arrastados no soalho. A porta abria-se. E entrava no corredor escuro que cheirava a cera e alfazema. Verificava as botijas de oxigénio. As caixas de medicamentos. Depois abria a torneira da banheira e preparava-lhe o banho. Com os sais cor de rosa, pedia a mulher. Os que o meu filho me deu no dia da mãe. Ajudava-a a despir. E colocar a touca de borracha com flores. Depois sem olhar para o corpo nú e velho ajudava-a a entrar na banheira. Lentamente passava a esponja na pele flácida. A mulher velha queixava-se das dores nas pernas. Da falta de memória. Da dificuldade em mastigar a carne. E do tempo. Não do que já não tinha. Mas do que lhe trazia a chuva. A mesma que culpava pelas dores. No fim, vestia-lhe o pijama de flanela que uma prima lhe comprara na retrosaria da terra e penteava-lhe lentamente o cabelo que um dia fora farto e tivera cor. Quer um chá? Perguntava enquanto lhe calçava as pantufas de pêlo. E os olhos pequenos e negros da velha iluminavam-se. Porque sabia que era hora do lanche. A hora em que podia recordar. Mesmo as estórias que lhe aconteciam na memória cheias de hiatos e pessoas sem rosto nem nome. Ela servia-lhe o chá nas chávena de flores amarelas. Colocava-lhe um guardanapo no colo e pegava-lhe nas mãos frias cheias de manchas. E era nesse preciso momento que tinha pena. De não se lembrar como se fazia ponto de meia. Como a mãe um dia lhe ensinara.


******
PS: Encontrei este post tão simples e belo.
       Resolvi inseri-lo no meu blogue.
       Clique no nome "Chá de cidreira" para ver a origem do mesmo.

Porque hoje é sexta...



"Não se esqueça de meter o Euromilhões"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Lugar passageiro: a Vida.



Se eu pudesse

Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo a fora.
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse,
um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para
encontrar a saída."

(Mahatma Gandhi)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poetar é preciso...




Acredito sensivelmente que nós mortais precisamos beber 
deste néctar precioso que é a escrita. 
Infelizmente, nem sempre somos compreendidos.
A escrita é uma lâmina afiada que pode cortar, desamarrar e 
salvar-nos, como também pode ferir e matar-nos.
Fazer-se conhecer através da escrita não é fácil. 
O autor que se desnuda através dela, tem de ter nervos de aço, 
mas coração de pescador...
Todavia, enfrenta marés violentas, outras mar taciturno...
Nem sempre se pode colher redes abundantes, pois que 
o mar muitas vezes nos nega seu fruto...
O verdadeiro autor não cabe só dentro de si, ele não cabe só 
num quarto à luz de um abajour, tendo apenas como 
companheira uma velha, mas fiel escrivaninha,
uma cadeira gasta e uma página em branco...
Não! O autor é do mundo!
O mundo espera por ele, quer ouvi-lo, lê-lo, vê-lo, senti-lo...
Não mate as palavras dentro de seu coração, pois que o 
verso é santo, forte e livre.
Não se abandona o barco antes do naufrágio.
Ainda assim, no fundo do mar, inquieto e silencioso, 
o barco dorme o sono dos anjos...
Quem nasce poeta, vive e morre pela escrita!
Pois que o poeta é um barco, que com o tempo aprendeu 
a navegar ora em rotas serenas ora turbulentas.
Dê tempo ao mar, deixe-o apaziguar, pois que o sol ainda 
há de brilhar sobre as velas...


(Márcia Cristina Lio Magalhães - 2009)


PS: Neste dia, Márcia, insiro aqui um trecho do seu blogue.
      Votos de muitas venturas ... e poesias.
      Clique no nome do texto  "Carta ao Poeta"  para ver 
      a origem

Hoje queria ser... pois, seria o meu dia...

... dentro de uns certos parâmetros, até sou...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Outras praias... outras estrelas... outros mares...




Acordas de um sonho mal dormido
como quem regressa enfermo
de uma viagem de mil anos

Conheces agora todas as cidades
todos os abismos e desertos
na arquitectura do teu desconcerto

Voltas sem nada
e do que deixaste
já nada te pertence
Nenhum espelho reconhece
o outro de ti
na indefinição de um rosto
onde a luz esmorece
como estrela que se apaga
caída na areia junto do mar

Refazes ainda
o desenho dos passos
nas marcas do desalento
porque o teu coração
de pés feridos e descalços
não pára de caminhar

(Lídia Borges)


*****
PS: Clique no título do poema "Regresso" para ver a origem deste post,

Hoje estou assim....

Prisioneiro....

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Isto, está "pela hora da morte"...

Depois deste "Orçamento do Estado 2011" e do aumento da "crise" que daí advirá...
Tenho pensado imenso na vida. Mas, como a morte é certa, também 
tenho pensado muito nela.
Gostava de ter uma morte serena, uma "morte santa" (repentina), 
não sofrer e nem dar muitos trabalhos aos outros.
Não sou de lamechices. O destino está certo e, apesar do pouco, 
resolvi fazer meu testamento. 
Sem me aconselhar com o meu advogado, resolvi tomar 
como exemplo dois testamentos (antigos) de dois bons brasileiros:


Assim, "QUANDO EU MORRER":





E...


Jogo (Político): Brasil - Portugal



Lá como cá... (jogos de palavras)
***


Mentiu com habilidade,
Fez quantas mentiras quis;
Agora fala verdade,
Ninguém crê no que ele diz.

Vós que lá do vosso império
Prometeis um mundo novo,
Calai-vos, que pode o povo
Querer um mundo novo a sério.

(António Aleixo, in “Este livro que vos deixo”)

domingo, 17 de outubro de 2010

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza



E o Governo Português apresentou ao Parlamento um Orçamento de 
Estado para 2011, que a ser totalmente aprovado levará 
os portugueses a ficarem mais pobres.
Vai ser um "apertar de cinto", um "aumentar de impostos", 
"cortes nos salários", retirada de "benefícios fiscais e deduções", 
"cortes nas comparticipações sociais e medicamentosas", etc, etc, 
até quase ao infinito, até exaurir o sangue todo dos que já são pobres. 
Uma verdadeira "degeneração", pois durante anos não haverá 
retrocesso e tudo o que nos vão impôr, decerto, não regressará ao 
ponto de partida.
Com a carga de impostos aumentada sobre muitos bens essenciais,
aumento de "impostos sobre o trabalho", espera-se "redução nas
compras", no "investimento", na "poupança", maior "desemprego"
aumento brutal em muitos "produtos essenciais" ao dia a dia,
prevê-se uma escalda geral de "aumento do custo de vida" que vai
"explorar os trabalhadores e os pensionistas "até ao tutano".
Enfim, este Orçamento par 2011 é um "verdadeiro cancro".
A "morte lenta" está quase certa.
*****
Este acordo para "Erradicação da Pobreza" foi assinado nas Nações Unidas.
Porque será que Portugal o assinou? Se agora quer meter os pobres
portugueses na miséria, na verdadeira "Pobreza"?
E, além dos portugueses, todos os imigrantes, que já vivem com 
salários de miséria, explorados, mal-pagos (muitas vezes, nem a tempo).
Além das causas sociais que traz ainda irá fazer aumentar a 
criminalidade generalizada, com agravamento dos problemas 
judiciais (que já são muitos).
Haja justiça!
Haja "Revolta Generalizada"!
***
Eu, que até sou uma pessoa calma, ouvirem-me gritar assim é 
porque a "coisa" está "péssima"

sábado, 16 de outubro de 2010

Lições de vida...



Acreditar sempre

Eu acredito na vida, apesar da intolerância do ser humano
Eu acredito na luz, mesmo que o sol não venha a brilhar
Eu acredito no amor incondicional, ainda que haja rancor
Se a vida nos traz espinhos, a rosa nos dá a ternura
Se o cansaço nos abate, o descanso nos conforta
Se a sede nos fatiga, a água nos traz o alívio
Se a escuridão nos amedronta, a luz nos fortalece
Se a dúvida nos enfraquece, a confiança nos eleva
Viver é caminhar contra o vento 
Atravessar tempestades e sair ileso
Se ferido for, tirar as lições aprendidas e prosseguir
Tolerando o ser humano
Redescobrindo a grandeza do sol
Amando incondicionalmente
Todos os espinhos serão arrancados
O cansaço será vencido
A sede será saciada
Encontraremos a luz
Desistir? Jamais
O sentimento da desistência deve ser efêmero
Como se fosse uma breve pausa
Motivando-nos para o recomeço
Acreditar sempre, essa é a nossa missão


***
PS: Carregar no nome do post "Acreditar semprepara ver a origem do mesmo.

Abraços gostosos de "fim de semana"...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Noites e dias... dias e noites...

Sempre a recordar Cole Porter


Sátira ou verdade atual?

The Great Dictator (O Grande Ditador) é um filme de 1940, 
dirigido e estrelado por Charles Chaplin.
Foi lançado em 15 de outubro de 1940 e satiriza o nazismo, 
o fascismo e seus maiores propagadores, Adolf Hitler e Benito Mussolini. 
Foi o primeiro filme falado de Chaplin também.

Desencontros ou desejos de encontros


Você: Brasil - diálogo poético brasil / cabo verde

Jorge Barbosa jamais foi ao Brasil; Ribeiro Couto jamais pôs os pés em Cabo Verde.
******
Leia este diálogo em:

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Interacão... com a diferença.

Simplesmente lindo e fabuloso.



Imagine from Stephan Blackburn on Vimeo.

Hoje o dia... é de saudade

De...

Mais significados...

(Uma vida... muitas vidas)


 A 13 de Setembro inseri o post "Significados" com 
coincidências com o número 33.


Ontem, 13 de Outubro, poder-se-ia acrescentar 
muitos mais signicados ao número (que tanto estimo) e 
que têm sido bem repercutidos nas Tvs e na imprensa escrita.


Ainda há quem diga "que não há coincidências"