(Tradução: "e... é um pouco incómodo, mas é a única maneira para que as crianças prestem um pouco de atenção durante as aulas"
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
e-Escola
(Tradução: "e... é um pouco incómodo, mas é a única maneira para que as crianças prestem um pouco de atenção durante as aulas"
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Distanciamento

e aos meus ouvidos, grito.
Da garganta vem um soluço torto,
um choro incerto entre lamento e pranto.
Vai ver desaprendi tanto de lágrimas e choro
goles de palavras aos pedaços,
engulo minha tristeza e vomito uma dor tamanha
que te traz mais perto.
Tu, que não sabes ser ninho,
nem porto,
tu que fiz tão longe...
Entre nós plantei deserto,
coloquei abismo,
cerca de espinho,
mas quando choro esse choro de certo desatino,
busco tuas sobras,
os restos do nosso destino
e embalo nos braços um filho morto
Visões

Onde você vê um obstáculo, Alguém vê o término da viagem. E o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar, Alguém vê a tragédia total. E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte, Alguém vê o fim. E o outro vê o começo de uma nova etapa.
Onde você vê a fortuna. Alguém vê a riqueza material. E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia. Alguém vê a ignorância. Um outro compreende as limitações do companheiro, percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo e que é inútil querer apressar o passo do outro, a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar. Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.
(Fernando Pessoa)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Nosso fado...

Fado é candidato a Património da Humanidade
2009-10-06 15:19:17
Lisboa - Portugal vai apresentar a candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade no início de 2010, esperando que esta possa ser aprovada no prazo de um ano.
O embaixador de Portugal na Unesco conta com as ajudas da Câmara Municipal de Lisboa e do futuro ministro da Cultura para levar por diante esta candidatura. «Nos últimos tempos houve um bom trabalho da Câmara de Lisboa, do Museu do Fado e do professor Rui Vieira Nery e as coisas estão agora em condições de serem apresentadas. Se forem apresentadas no começo de 2010, em 2011 teremos o fado consagrado como Património da Humanidade», disse Carrilho à margem da inauguração da exposição Amália, Coração Independente, no CCB, em Lisboa.
O antigo ministro da Cultura destacou o «bom dossier» de candidatura que tem vindo a ser preparado desde 2004 e adiantou que a partir de agora terá que ser dado início a «muito trabalho de lobbying e sensibilização». No entanto, Manuel Maria Carrilho acrescentou que «é uma candidatura difícil». «O primeiro item destas candidaturas é proteger património em perigo. Felizmente para nós, não é o caso do fado», lembrou. Porém, «vale a pena olhar com optimismo para esta candidatura para os próximos dois anos», disse o antigo ministro da Cultura, citado pela rádio TSF.
O património a que se refere a UNESCO inclui práticas, conhecimentos e usos reconhecidos por grupos ou comunidades como parte do seu património, algumas vezes degradado pelo uso ou em vias de desaparecer. O Património Imaterial da Humanidade (PIH) tornou-se uma das prioridades da UNESCO com a aprovação, em Outubro de 2003, de uma convenção para a sua salvaguarda que entrou em vigor a 20 de Abril de 2006
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
No oásis desta vida...
VIAJANTES NO TEMPO
Conta uma popular lenda do Oriente, que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
-"Que tipo de pessoas vive neste lugar?"
Perguntou por sua vez o ancião:
-"Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?"
Respondeu-lhe o rapaz:
-"Oh! Um grupo de egoístas e malvados. Estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho replicou:
-"A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui."
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
-"Que tipo de pessoas vive por aqui?"
O velho respondeu com a mesma pergunta:
-"Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?"
O rapaz respondeu:
-"Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las".
Respondeu o ancião:
-"O mesmo encontrará por aqui".
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
-"Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?"
E o velho respondeu:
-"Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui."
"Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos."
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Para quem em mim pense...

E persigo as palavras que soltas na calçada.
Desvendo, em cada sílaba, um segredo por revelar
E um beijo que lateja na boca coutada.
Sim, eras tu que, sem saber, me beijavas
E entregavas, ao vento, o tempo que sonhavas...
Sussurras, no silêncio, uma sóbria semibreve
E persigo o compasso que serena a madrugada.
Desvendo, em cada passo, um abraço puro e breve
E um beijo velado na boca vedada.
Sim, eras tu que, sem saber, me beijavas
E entregavas, ao vento, o tempo que sonhavas...
Texto de João Garcia Barreto
A canção pode ser escutada aqui
Convite aceite ... Perfume de mulher
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dá-me a honra deste tango ?
Unesco declara o tango património cultural imaterial
PARIS, França (AFP) - A Unesco declarou nesta quarta-feira o tango património cultural imaterial, durante uma convenção em Abu Dhabi.
A proposta para que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) incluísse o tango, música e dança por excelência do Rio da Prata, foi apresentada em conjunto por Argentina e Uruguai.
Depois desta decisão, Argentina e Uruguai deverão adotar medidas que permitam proteger e promover o tango. Os dois países propuseram uma série de projetos que demandarão um investimento de um milhão de dólares procedente dos respectivos ministérios da Cultura.
As origens do tango remontam ao início do século XX, quando chegaram ao Rio de La Plata ondas de imigrantes europeus, a maioria deles na terceira classe de navios superlotados.
O candombe, ritmo popular por excelência do Carnaval afro-uruguaio, também foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.
Interrogação ...

Felicidade onde andas?
No seio da imensidão noturna, apegado ao vazio,
encontro em mim um pouco de nada, nada que chorei,
nada que amei. Encontro um pouco de tudo.
Tudo que sofri, tudo que chorei.
De nada adiantou chorar, se por quem chorei,
por mim nada sente. Se por quem sofri, lágrima alguma
derramou por mim.
Ao menos tenho a convicção que estou vivo.
Já é um alento.
Migrando...

Recomeçar
Se puderesSem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
(MIGUEL TORGA)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Buracos negros ...
Porque será que o silêncio, o vazio, o nada e o nunca, são instâncias ou palavras que causam tanto estranhamento, despertando opiniões contraditórias acerca de sua aceitação e compreensão?
Tentarei reuni-las em uma sentença para que tentemos visualizar o sentido dessas palavras no conjunto.
...
Direi que o silêncio é um lugar vazio, um nada que nunca está, de fato, vazio. O silêncio é um vazio, cheio de significados, sons e palavras. Que verdade haveria nessa afirmação?
Talvez o contraditório não se aporte nas opiniões e sim nas palavras e justamente na inexistência de uma ‘verdade’ razoável na experiência de cada uma delas.
Do que estariam cheios os silêncios e os vazios?
Porque nos afligimos tanto diante da ameaça de senti-los e os experimentarmos?
O estranhamento e desconforto diante de ambas as experiências, decorreria do fato de que ambas denunciam nossa incompletude e a impossibilidade de preenchermos sozinhos, autonomamente, esses espaços?
Ou seria o fato de nos percebermos, supostamente, dependentes de um outro como a instância que ‘ocuparia’ e preencheria esses espaços?
O que pensa sua pele?
Quais as experiências sua pele poderia partilhar do silêncio e do vazio, do Nada e do Nunca?
...
(Mai)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
De mim ...

De mim não falo mais :não quero nada.
De Deus não falo:não tem outro abrigo.
Não falarei também do mundo antigo,
pois nasce e morre em cada madrugada.
Nem de existir,que é a vida atraiçoada,
para sentir o tempo andar comigo;
nem de viver,que é liberdade errada,
e foge todo o Amor quando o persigo.
Por mais justiça ...-Ai quantos que eram novos
em vâo a esperaram porque nunca a viram!
E a eternidade...Ó transfusâo dos povos!
Não há verdade:O mundo não a esconde.
Tudo se vê: só se não sabe aonde.
Mortais ou imortais,todos mentiram.
Vazios ...
sábado, 26 de setembro de 2009
Que bom!!!
Porquê ???
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência,
essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
