sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Convite aceite ... Perfume de mulher
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dá-me a honra deste tango ?
Unesco declara o tango património cultural imaterial
PARIS, França (AFP) - A Unesco declarou nesta quarta-feira o tango património cultural imaterial, durante uma convenção em Abu Dhabi.
A proposta para que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) incluísse o tango, música e dança por excelência do Rio da Prata, foi apresentada em conjunto por Argentina e Uruguai.
Depois desta decisão, Argentina e Uruguai deverão adotar medidas que permitam proteger e promover o tango. Os dois países propuseram uma série de projetos que demandarão um investimento de um milhão de dólares procedente dos respectivos ministérios da Cultura.
As origens do tango remontam ao início do século XX, quando chegaram ao Rio de La Plata ondas de imigrantes europeus, a maioria deles na terceira classe de navios superlotados.
O candombe, ritmo popular por excelência do Carnaval afro-uruguaio, também foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.
Interrogação ...

Felicidade onde andas?
No seio da imensidão noturna, apegado ao vazio,
encontro em mim um pouco de nada, nada que chorei,
nada que amei. Encontro um pouco de tudo.
Tudo que sofri, tudo que chorei.
De nada adiantou chorar, se por quem chorei,
por mim nada sente. Se por quem sofri, lágrima alguma
derramou por mim.
Ao menos tenho a convicção que estou vivo.
Já é um alento.
Migrando...

Recomeçar
Se puderesSem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
(MIGUEL TORGA)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Buracos negros ...
Porque será que o silêncio, o vazio, o nada e o nunca, são instâncias ou palavras que causam tanto estranhamento, despertando opiniões contraditórias acerca de sua aceitação e compreensão?
Tentarei reuni-las em uma sentença para que tentemos visualizar o sentido dessas palavras no conjunto.
...
Direi que o silêncio é um lugar vazio, um nada que nunca está, de fato, vazio. O silêncio é um vazio, cheio de significados, sons e palavras. Que verdade haveria nessa afirmação?
Talvez o contraditório não se aporte nas opiniões e sim nas palavras e justamente na inexistência de uma ‘verdade’ razoável na experiência de cada uma delas.
Do que estariam cheios os silêncios e os vazios?
Porque nos afligimos tanto diante da ameaça de senti-los e os experimentarmos?
O estranhamento e desconforto diante de ambas as experiências, decorreria do fato de que ambas denunciam nossa incompletude e a impossibilidade de preenchermos sozinhos, autonomamente, esses espaços?
Ou seria o fato de nos percebermos, supostamente, dependentes de um outro como a instância que ‘ocuparia’ e preencheria esses espaços?
O que pensa sua pele?
Quais as experiências sua pele poderia partilhar do silêncio e do vazio, do Nada e do Nunca?
...
(Mai)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
De mim ...

De mim não falo mais :não quero nada.
De Deus não falo:não tem outro abrigo.
Não falarei também do mundo antigo,
pois nasce e morre em cada madrugada.
Nem de existir,que é a vida atraiçoada,
para sentir o tempo andar comigo;
nem de viver,que é liberdade errada,
e foge todo o Amor quando o persigo.
Por mais justiça ...-Ai quantos que eram novos
em vâo a esperaram porque nunca a viram!
E a eternidade...Ó transfusâo dos povos!
Não há verdade:O mundo não a esconde.
Tudo se vê: só se não sabe aonde.
Mortais ou imortais,todos mentiram.
Vazios ...
sábado, 26 de setembro de 2009
Que bom!!!
Porquê ???
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência,
essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Recordando e revigorando ... um post antigo
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Voltei
Pedi perdão
Me perdoei
E voltei...
Já senti medo
De algum segredo
Que revelado
Me libertei
E voltei...
Já acumulei mágoas
E ressentimentos
Magoei gente
Me magoei
E voltei...
Já senti dor
De desamor
Fui amado
Amei muito
E voltei...
Já tive sonhos
Alguns tristonhos
Outros risonhos
Sonhei demais
E voltei...
Já tive a vida
Atrapalhada
Um vendaval
Passei mal
E voltei...
Ainda tenho alguns...
Medos e mágoas
Dores e sonhos
Vida e amor
E voltei...
Pra desatar os nós
Pular os contras
Me dar conta
Que mudei
E voltei...
Mudei a cena
Do filme da vida
Coadjuvante...protagonista
Eterno aprendiz...com muito amor
Ousei...cresci...
Enfim voltei...
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Migalhas ...

De que serve escrever?
Expor cada sentir, cada viver, cada nova aurora e como ela se reflecte em mim.
São vozes voláteis, coisas do momento
hoje é assim, amanhã passado que se fez memória.
E a quem interessa este meu ser?
Este meu coração a bater ou como a cada dia desafio a razão?
Sou eu, por isso apenas a mim digo respeito.
Aos olhos dos outros, sou mera figura com que cada um se cruza.
Em dias aleatórios ou em dias nenhuns.
Na alvorada leve, ainda despida, ou no crepúsculo extasiado, do pôr-do-sol que se anuncia.
Deambulo, aqui em palavras, lá fora em actos continuados, que me fazem mais ser, os dias acontecer e deles cada relato ver nascer.
Aqui, onde me questiono:
De que serve escrever?


