sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Convite aceite ... Perfume de mulher


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Vinho rubro-carmim, minha boca, e o som de um tango ao violino. Música que inebria mais que o vinho. E nos cabelos-azeviche, minhas mãos, sustentavam cabeça e alma, nuas, em meus assombros-sós. Eu, a esperar um quem-qualquer, olhava o tempo, sentia o vento que trazia, longe, um perfume estonteante que instigava os meus sentidos, provocando fera-fêmea, louca, prá sair e fugir, daquela pose de total sobriedade. O violino, covarde, sussurrava ao meu ouvido, um bom Gardel. Dona de mim, ainda esperava aquele-quem, talvez ninguém, pois me deixara ali sozinha, a esperar... Azar, pois o perfume tocou com a mão, meu ombro nu. Eu me virei e um deus, um Zeus ou quase Apolo, estava ali. Uma mística e sensual magia, rodopiou mil borboletas a voar em meu estômago. Um frio percorreu-me inteira. Suas mãos, tocaram levemente as minhas e eu-menina, obedeci-lhe, escrava. O deus hipnos habitava aqueles olhos que agora, eram meus. E riam e brilhavam, só prá mim. Eu fui, nem sei prá onde, fui... E andei, levitando, flutuando, de tão leve-alma. Minha vida estava inteira, ali. Eu, dançaria em um minuto aquele tango de Gardel. O mais interminável e feliz, instante dos últimos mil dias de uma vida sem sal, sem sol ou dó-maior. E entreguei corpo-serpente, ao bailarino, Orfeu. Submeti-me aquele olhar e boca e cheiro e pernas, tudo... E assim sorri, aquele minuto, sem-fim. Seguro às mãos de Eros, meu corpo sempiterno, quase éter de tão leve, girava em seus braços, rodopios... O cheiro e o suor daquele deus ali, colado ao meu, me entorpecia, entontecia, enlouquecia-me em febre-fêmea que fervia. O perfume se fundira aos suores e os quereres de nós dois. Uma química, perfeita, impregnara ambos. Minha pele e eu, arrepiada, sem fingir ditava – te quero, agora! Minha boca, pernas, olhos, eu, inteira, consenti o nó e o nós. Foi quase ali, sob os olhos de Gardel. Ah! Que delícia teu perfume e tudo e muito. Teu alfabeto, geografia, e a linguagem do teu corpo, no meu corpo que tocavas, deslizando tuas mãos em meu vestido... Ah! Não me acorda ainda... Deixa mais um pouco, eu sonhar com o perfume e este tango. Amando sob a chuva e com teus olhos, brilhando e sorrindo prá mim. Teu cheiro e o perfume desse tango, ainda estão em mim. Ouvir Gardel, ainda me arrepia...
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PS: Clique duas vezes sobre o nome do post para ver a origem do mesmo.
     Os meus sinceros cumprimentos para a MAI

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dá-me a honra deste tango ?


Unesco declara o tango património cultural imaterial

PARIS, França (AFP) - A Unesco declarou nesta quarta-feira o tango património cultural imaterial, durante uma convenção em Abu Dhabi.

A proposta para que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) incluísse o tango, música e dança por excelência do Rio da Prata, foi apresentada em conjunto por Argentina e Uruguai.

Depois desta decisão, Argentina e Uruguai deverão adotar medidas que permitam proteger e promover o tango. Os dois países propuseram uma série de projetos que demandarão um investimento de um milhão de dólares procedente dos respectivos ministérios da Cultura.

As origens do tango remontam ao início do século XX, quando chegaram ao Rio de La Plata ondas de imigrantes europeus, a maioria deles na terceira classe de navios superlotados.

O candombe, ritmo popular por excelência do Carnaval afro-uruguaio, também foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.

Música de ritmo vivo de origem africana que chegou ao porto de Montevidéu no século XVIII, o candombe foi incluído na "lista representativa" de bens culturais imateriais por seu valor como "espaço sócio-cultural e por ser uma prática comunitária", segundo a agência.

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Interrogação ...


Felicidade onde andas? 
No seio da imensidão noturna, apegado ao vazio, 
encontro em mim um pouco de nada, nada que chorei, 
nada que amei. Encontro um pouco de tudo. 

Tudo que sofri, tudo que chorei.
De nada adiantou chorar, se por quem chorei, 
por mim nada sente. Se por quem sofri, lágrima alguma 
derramou por mim.

 Ao menos tenho a convicção que estou vivo. 
Já é um alento.

(Cafúncio)

Migrando...


Recomeçar

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.

E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

(MIGUEL TORGA)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Buracos negros ...



Nas reflexões necessárias à compreensão do homem, deparamo-nos com paradoxos que, de tão complexos, caberia ouvir de outras peles, suas impressões e experiências.
Porque será que o silêncio, o vazio, o nada e o nunca, são instâncias ou palavras que causam tanto estranhamento, despertando opiniões contraditórias acerca de sua aceitação e compreensão?
Tentarei reuni-las em uma sentença para que tentemos visualizar o sentido dessas palavras no conjunto.
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Direi que o silêncio é um lugar vazio, um nada que nunca está, de fato, vazio. O silêncio é um vazio, cheio de significados, sons e palavras. Que verdade haveria nessa afirmação?
Talvez o contraditório não se aporte nas opiniões e sim nas palavras e justamente na inexistência de uma ‘verdade’ razoável na experiência de cada uma delas.
Do que estariam cheios os silêncios e os vazios?
Porque nos afligimos tanto diante da ameaça de senti-los e os experimentarmos?
O estranhamento e desconforto diante de ambas as experiências, decorreria do fato de que ambas denunciam nossa incompletude e a impossibilidade de preenchermos sozinhos, autonomamente, esses espaços? 
Ou seria o fato de nos percebermos, supostamente, dependentes de um outro como a instância que ‘ocuparia’ e preencheria esses espaços?
O que pensa sua pele?
Quais as experiências sua pele poderia partilhar do silêncio e do vazio, do Nada e do Nunca?
...
(Mai)

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Inseri este post (faça dois cliques no nome do post para saber a origem) sem autorização da bloguista (que espero me autorize tacitamente. Se não, decerto que o retirarei).
Presto a minha reverência a esta psicóloga e pedagoga, que chegou ao meu conhecimento através de uma amiga).
"Faça o favor de ser feliz" 

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Amizade e fantasia !!!

The gift of a friend


De mim ...


De mim não falo mais :não quero nada. 
De Deus não falo:não tem outro abrigo. 
Não falarei também do mundo antigo, 
pois nasce e morre em cada madrugada. 

Nem de existir,que é a vida atraiçoada, 
para sentir o tempo andar comigo; 
nem de viver,que é liberdade errada, 
e foge todo o Amor quando o persigo. 

Por mais justiça ...-Ai quantos que eram novos 
em vâo a esperaram porque nunca a viram! 
E a eternidade...Ó transfusâo dos povos! 

Não há verdade:O mundo não a esconde. 
Tudo se vê: só se não sabe aonde. 
Mortais ou imortais,todos mentiram. 

(Jorge de Sena)

Vazios ...



De quem estarão elas à espera???
Dos deputados não eleitos do PS, certamente!!!


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Todos deveriam sofrer uma humilhação uma vez na vida para que a arrogância desse passagem à maturescência humana.

(Jeocaz Lee-Meddi)

A arrogância é o reino - sem a coroa

(Textos judaicos)

sábado, 26 de setembro de 2009

Que bom!!!



Amanhã é domingo !!!




Lá estarão eles, de sorriso aberto, alinhadinhos, prontos para
"Comerem tudo e não deixarem nada"

Como os tempos mudaram !!! (???)


Certamente !!! Dá que pensar !!!

Porquê ???

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
 
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência,
 
essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

(Carlos Drummond de Andrade)

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Ausência  (Vinícius de Moraes)


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Refúgio...

Escapei daqui...  antes que o Inverno me apanhe...


Voltei

Filme da vida

Já me culpei
Pedi perdão
Me perdoei
E voltei...
Já senti medo
De algum segredo
Que revelado
Me libertei
E voltei...
Já acumulei mágoas
E ressentimentos
Magoei gente
Me magoei
E voltei...
Já senti dor
De desamor
Fui amado
Amei muito
E voltei...
Já tive sonhos
Alguns tristonhos
Outros risonhos
Sonhei demais
E voltei...
Já tive a vida
Atrapalhada
Um vendaval
Passei mal
E voltei...
Ainda tenho alguns...
Medos e mágoas
Dores e sonhos
Vida e amor
E voltei...
Pra desatar os nós
Pular os contras
Me dar conta
Que mudei
E voltei...
Mudei a cena
Do filme da vida
Coadjuvante...protagonista
Eterno aprendiz...com muito amor
Ousei...cresci...
Enfim voltei...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Migalhas ...


De que serve escrever?

Descrever-me.
Expor cada sentir, cada viver, cada nova aurora e como ela se reflecte em mim.
São vozes voláteis, coisas do momento
hoje é assim, amanhã passado que se fez memória.
E a quem interessa este meu ser?
Este meu coração a bater ou como a cada dia desafio a razão?
Sou eu, por isso apenas a mim digo respeito.
Aos olhos dos outros, sou mera figura com que cada um se cruza.
Em dias aleatórios ou em dias nenhuns.
Na alvorada leve, ainda despida, ou no crepúsculo extasiado, do pôr-do-sol que se anuncia.
Deambulo, aqui em palavras, lá fora em actos continuados, que me fazem mais ser, os dias acontecer e deles cada relato ver nascer.
Aqui, onde me questiono:
De que serve escrever?

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Clique no título "De que serve escrever" para ver a origem do post.
Obrigado "Migalhas" 

sábado, 18 de abril de 2009

"Um dia..."


Se...

Um dia...

(Saravá... Paulinho da Viola)

Eu parecer um pinto "encharcado"

Acho que...

"Foi um Rio que passou em minha vida"

Que me "molhou" de vontade.

terça-feira, 14 de abril de 2009

"Um dia..."


Um dia...

Quebrarei a minha máscara da Indiferença

E...

Partirei "para fazer a diferença"

(Eu prometo, Fernando)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Um dia..."


Um dia...

Um muro cairá

E...

Abrirá o caminho da tentação

E aí...

Procurar-te-ei