
Um dia...
Vou até à Lua
E volto...
Temporais - No primeiro dia de chuva (19/Nov/2007) e, adivinhando maus tempos que se perfilam, decidi iniciar este blogue.
Descobre os amanhãs que estão por vir!
Relembra a solidão – esse aconchego
Lá no fundo de ti, esse sossego –
Retoma essa ilusão do teu sentir…
É esse o teu caminho! É só sorrir…
É tocar mais além, onde eu não chego,
É este imenso e estranho desapego
Das plantas que se dão, sempre a florir!
Encontra a tua paz, o teu caminho…
É lá, dentro de ti, que está o ninho
Onde tudo começa. O original.
Encontra a luz que trazes, porque és brilho,
E ilumina a vida a cada filho
Que nasça desse encontro ocasional…
( Maria João Brito de Sousa )

O que diria São Francisco de Assis da reforma do padre Vítor Melícias? Soltava provavelmente o palavrão que conteve mesmo quando peregrinava descalço por esse tortuoso mundo fora.
Mais de sete mil euros por mês é obra. Obra do Montepio Geral, da Misericórdia de Lisboa, do Serviço Nacional de Bombeiros e de outros organismos que entregaram ao excêntrico franciscano responsabilidades “acima de director-geral”. Teve de penar, portanto.
Mas está satisfeito. Ao Correio da Manhã garantiu que a reforma é aceitável, embora tenha “confessado” que não é rico. Faltou-lhe apenas reconhecer, na minha modesta opinião, que é pobre.
Seja como for, vamos recordar o comentário de um grande amigo de Melícias, à data primeiro-ministro de Portugal, estimado António Guterres. Disse então, enquanto se desatolava do pântano, que os portugueses são invejosos.
Não terá Guterres cuidado das boas razões que diariamente legitimam os pecados deste povo. Quando um padre franciscano ganha 7450 euros de reforma num país com o salário mínimo fixado em pouco mais de 500, esperava o agora Alto Comissário para os Refugiados que o povo fosse o quê? Abnegado?
- Um dia...
Entre um dia após outro,
entre uma "bica" ou um "cimbalino",
adocicando o meu café diário,
Nicola, resolvi seguir essa máxima
de continuar o teu projecto:
"Um dia..."
Para compreender melhor a minha "vida",
Para amenizar os "meus dias",

Os homens têm medo de realizar seus maiores sonhos porque acham que não o merecem, ou não vão conseguir!
Mas o medo não é uma coisa concreta. Ele está em seus corações!!
Os corações morrem de medo só de pensar em amores que partiram para sempre... Em momentos que poderiam ter sido bons e não foram...
Quando isso acontece, acabamos sofrendo muito e o coração tem medo de sofrer.
Mas o medo é pior que o próprio sofrimento.
Nenhum coração jamais sofreu quando foi em busca de seus sonhos, porque cada momento de busca é um momento de vida, de energia, de encontro com Deus e com a eternidade.
Então... Ouça seu coração!
Ninguém consegue fugir dele.
Por isso, é melhor escutar o que ele fala para que não venha um golpe que você não espera, porque você jamais vai conseguir mantê-lo calado.
Mesmo que finja não escutar o que ele diz, ele estará dentro do seu peito, repetindo o que pensa sobre a vida e o mundo...
O dia inteiro...
O tempo todo...
Ainda bem!
Por isso, ouça o seu coração!
Coração de Pedra
Oh, quanto me pesa

Todos nós, que somos Portugal, necessitamos urgentemente de Causas que nos motivem e nos mobilizem.
Essas Causas têm que corresponder a carências gritantes, os nossos grandes anseios, que deverão ser assumidas por todos, como sendo indeclináveis e acima de qualquer interesse partidário, pois da sua resolução, ou não, depende o futuro de Portugal!
A recente crise financeira global, com os seus inevitáveis impactos negativos económicos, laborais, sociais, culturais e ambientais, também em Portugal, com particular incidência para os mais fracos, só coloca mais ênfase e urgência na correcta definição dos desafios que enfrentamos e que cerceiam o nosso desenvolvimento. Só assim nos poderemos empenhar determinadamente na sua resolução.
Esses desafios conhecidos de todos (e de há longa data), carecem de resolução urgente e, por isso mesmo, devem ser transformados em Causas Nacionais por parte de todos nós.
Os empecilhos que nos bloqueiam, empobrecem e deprimem são:
• o elevado nível da pobreza e exclusão social,
• o deficiente funcionamento da educação, da justiça e da saúde,
• os baixos níveis de produtividade,
• a deficiente responsabilidade social de muitos dos nossos empresários,
• a falta de transparência na gestão da Res Publica,
• o grave e paralisante conluio entre governação/futebol/construção,
• a nossa fraca afirmação externa (devida, entre outros factores, a uma insuficiência crónica de meios, vontades e à incorrecta valorização das nossas comunidades emigrantes),
• a nossa falta de brio e de orgulho nacional.
Não podemos continuar a ignorar essas questões por meros tacticismos e oportunismos eleitorais partidários de curto prazo, fazendo a política da avestruz, hipotecando assim a sua resolução.
Nós, portugueses já não o toleramos mais. Há que o gritar!
Façamos do seu combate e, se possível da sua erradicação, verdadeiras Causas Nacionais. Elejamos Causas Nacionais que nos empolguem, nos motivem e voltaremos a ter orgulho em ser quem somos: um dos raros povos, 12 a 15, da História da Humanidade, que marcou indelevelmente a sua caminhada, quando guiado pela visão, estratégia e vontade ímpares do nosso Rei D. João II.
Acabemos pois com essas questões que nos envergonham!
Penso que tudo o que hoje nos entristece, deprime e humilha é rapidamente ultrapassável se assim o quisermos e decidirmos como colectivo formidável que somos. Tenhamos nós vontade de o fazer.
Não existe nenhum atavismo lusitano que nos condene irremediavelmente.
Esse combate pode e deve ser ganho por um povo, o nosso, que definitivamente não é pequeno! Mas tal só será possível se as três componentes do nosso Estado (as forças políticas, os agentes empresariais, a sociedade civil organizada e todos os cidadãos) se mobilizarem e empenharem. É por isso que precisamos de CAUSAS NACIONAIS.

10/12/2008 RÂGUEBI
Internacional jovem pela Inglaterra
Daniel James ficou tetraplégico e foi "autorizado" a suicidar-se
A decisão foi tão rara como o próprio caso. A procuradoria inglesa decidiu, esta semana, não penalizar a família de Daniel James, que se suicidou a 12 de Setembro numa clínica suíça da Dignitas, uma organização que auxilia a eutanásia de doentes em estado terminal.
James, que tinha 23 anos, não estava a morrer. Tinha ficado tetraplégico em Março de 2007, quando deslocou as vértebras C6/C7 num treino do seu clube de râguebi, o Nuneaton. Internacional jovem pela Inglaterra, nunca conseguiu viver com a paralisia e já havia tentado suicidar-se três vezes, sem êxito devido à sua deficiência, até que a sua família decidiu levá-lo à Suíça, onde a eutanásia não é considerada crime.
"É um caso trágico, envolvendo a morte de um jovem em circunstâncias únicas e difíceis. Sublinho o facto de o Daniel não ter sido influenciado pelos pais a tirar a própria vida, pois as evidências demonstram que até lhe imploraram para não o fazer", declarou o procurador Keir Starmer, que encerrou o processo contra a família James, por ter transportado Daniel para a Suíça.
A lei britânica proibe a assistência ao suicídio e prevê sentenças até 14 anos de prisão, mas nunca existiram penas nos mais de cem casos de ingleses que morreram nas clínicas da Dignitas. Este parecia ser diferente, mas a dor da família foi entendida.
"Ele não caminhava, não tinha as mãos funcionais, sentia constantes dores nos dedos, era incontinente, tinha espamos incontroláveis nas pernas e precisava de assistência 24 horas por dia. Dizia que não estava preparado para uma vida de segunda categoria", explicou várias vezes Julie James, mãe de Daniel. Após várias operações e oito meses de reabilitação, as suas melhorias eram escassas. "Ninguém podia amar mais um filho do que nós. Se ele conseguisse viver assim, continuaríamos a tratá-lo com o mesmo amor. Mas ele era determinado e queria libertar-se da prisão em que se tinha transformado o seu corpo", completou Julie, que se despediu do filho acompanhada do marido, Mark, e das duas filhas.
Fonte: O Jogo