quinta-feira, 26 de março de 2009

"Um dia..."


Um dia...

Vou até à Lua

E volto...

Para saberes o quanto gosto de ti

quarta-feira, 25 de março de 2009

De poetisa... para poetisa



Descobre os amanhãs que estão por vir!

Relembra a solidão – esse aconchego

Lá no fundo de ti, esse sossego –

Retoma essa ilusão do teu sentir…

 

É esse o teu caminho! É só sorrir…

É tocar mais além, onde eu não chego,

É este imenso e estranho desapego

Das plantas que se dão, sempre a florir!

 

Encontra a tua paz, o teu caminho…

É lá, dentro de ti, que está o ninho

Onde tudo começa. O original.

 

Encontra a luz que trazes, porque és brilho,

E ilumina a vida a cada filho

Que nasça desse encontro ocasional…

 

Maria João Brito de Sousa )

Imagem retirada da internet

Des...governo !!!


Quantos seremos?

Não sei quantos seremos, mas que importa?
Um só que fosse e já valia a pena,
Aqui na terra, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena.
Não podemos mudar a hora da chegada
Nem tão pouco a mais certa, a da partida,
Mas podemos partir à descoberta,
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto:
Esta mentira quotidiana
E triste
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste. 

Miguel Torga

"Um dia..."


Um dia...

"Darei uma orquídea a alguém"

terça-feira, 24 de março de 2009

Riqueza Franciscana...


Louvado seja o Senhor

O que diria São Francisco de Assis da reforma do padre Vítor Melícias? Soltava provavelmente o palavrão que conteve mesmo quando peregrinava descalço por esse tortuoso mundo fora.

Mais de sete mil euros por mês é obra. Obra do Montepio Geral, da Misericórdia de Lisboa, do Serviço Nacional de Bombeiros e de outros organismos que entregaram ao excêntrico franciscano responsabilidades “acima de director-geral”. Teve de penar, portanto.

Mas está satisfeito. Ao Correio da Manhã garantiu que a reforma é aceitável, embora tenha “confessado” que não é rico. Faltou-lhe apenas reconhecer, na minha modesta opinião, que é pobre.

Seja como for, vamos recordar o comentário de um grande amigo de Melícias, à data primeiro-ministro de Portugal, estimado António Guterres. Disse então, enquanto se desatolava do pântano, que os portugueses são invejosos.

Não terá Guterres cuidado das boas razões que diariamente legitimam os pecados deste povo. Quando um padre franciscano ganha 7450 euros de reforma num país com o salário mínimo fixado em pouco mais de 500, esperava o agora Alto Comissário para os Refugiados que o povo fosse o quê? Abnegado?

Bom, não deixa de o ser. Melícias tem recebido o seu pecúlio, não tem?

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Com os meus melhores cumprimentos ao JCS, pelo texto acima e pelos "legítimos" escritos
sobre os "anseios" desta mui nobre Nação.

Se eu fosse um homem rico...



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Acho que me contentava com "o muito" 
da mesma forma
que me contento com "o pouco".
Não deixava de ser "Eu".

"Um dia..."


- Um dia...

  Entre um dia após outro,

  entre uma "bica" ou um "cimbalino",

  adocicando o meu café diário,

  Nicola, resolvi seguir essa máxima

  de continuar o teu projecto:

  "Um dia..."

  Para compreender melhor a minha "vida",

  Para amenizar os "meus dias",

  Para convencer outros a viverem os "seus dias"

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ansiedade ...

A ansiedade é um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de sensações físicas como vazio (ou frio) no estômago (ou na espinha), opressão no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça, ou falta de ar, dentre várias outras.
A ansiedade é um sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças. O medo é a resposta a uma ameaça conhecida, definida; ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, vaga.
A ansiedade prepara o indivíduo para lidar com situações potencialmente danosas, como punições ou privações, ou qualquer ameaça a unidade ou integridade pessoal, tanto física como moral. Desta forma, a ansiedade prepara o organismo a tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas conseqüências. Portanto a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto-preservação. Não é um estado normal, mas é uma reação normal, assim como a febre não é um estado normal, mas uma reação normal a uma infecção. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas por serem naturais e auto-limitadas. Os estados de ansiedade anormais, que constituem síndromes de ansiedade são patológicas e requerem tratamento específico. Os animais também experimentam ansiedade. Neles a ansiedade prepara para fuga ou para a luta, pois estes são os meios de se preservarem.
A ansiedade é normal para o bebê que se sente ameaçado se for separado de sua mãe, para a criança que se sente desprotegida e desamparada longe de seus pais, para o adolescente no primeiro encontro com sua pretendente, para o adulto quando contempla a velhice e a morte, e para qualquer pessoa que enfrente uma doença. A tensão oriunda do estado de ansiedade pode gerar comportamento agressivo sem com isso se tratar de uma ansiedade patológica. A ansiedade é um acompanhamento normal do crescimento, da mudança, de experiência de algo novo e nunca tentado, e do encontro da nossa própria identidade e do significado da vida. A ansiedade patológica, por outro lado caracteriza-se pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante. Ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação.

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Deixei passar ...

(É uma pena ... )

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Deixei passar...

     - Dia Mundial da Infância:
        *** perdido no meio de tanto neto;
     - Dia Mundial da Floresta:
        *** com tantos fogos, acho que nem merece cultivar;
     Dia Universal do Teatro:
        *** com tantas peças e meças;
    Dia Mundial da Poesia:
        *** será que poesia enche barriga?;
     - Dia Mundial do Sono:
        *** ainda estou meio adormecido;

??? Quando será que eu vou entrar "outra vez" no Mundo real ???

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Que o Altíssimo me ajude e guarde !!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Equinócio - Fim de hibernação...


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Sei que "a coisa está preta por aqui" ... mas, mesmo assim, voltei.
Enfim... acabou-se o meu "ócio".
Mantém-se a minha "equi.." (especialmente a equidade)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um bom "fim de semana"

Para todos ...
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“...Hoc tan turbido tempore, homines, domi quieti erunt...”
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sábado, 10 de janeiro de 2009

Em pensamento .... Despedida...

Carta de Despedida - Gabriel García Márquez


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A todos um bom fim de semana...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sonhos esquecidos ...

(Foto: Armene)

Os homens têm medo de realizar seus maiores sonhos porque acham que não o merecem, ou não vão conseguir!
Mas o medo não é uma coisa concreta. Ele está em seus corações!!
Os corações morrem de medo só de pensar em amores que partiram para sempre... Em momentos que poderiam ter sido bons e não foram...
Quando isso acontece, acabamos sofrendo muito e o coração tem medo de sofrer.
Mas o medo é pior que o próprio sofrimento.
Nenhum coração jamais sofreu quando foi em busca de seus sonhos, porque cada momento de busca é um momento de vida, de energia, de encontro com Deus e com a eternidade.
Então... Ouça seu coração!
Ninguém consegue fugir dele.
Por isso, é melhor escutar o que ele fala para que não venha um golpe que você não espera, porque você jamais vai conseguir mantê-lo calado.
Mesmo que finja não escutar o que ele diz, ele estará dentro do seu peito, repetindo o que pensa sobre a vida e o mundo...
O dia inteiro...
O tempo todo...
Ainda bem!
Por isso, ouça o seu coração!

(Paulo Coelho)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Tenho que perder "peso" !!!


Coração de Pedra

Oh, quanto me pesa
este coração, que é de pedra!
Este coração que era de asas
de música e tempo de lágrimas.

Mas agora é sílex e quebra
qualquer dura ponta de seta.

Oh, como não me alegra
ter este coração de pedra!

Dizei por que assim me fizestes,
vós todos a quem amaria,
mas não amarei, pois sois estes
que assim me deixastes, amarga,
sem asas, sem música e lágrimas,

assombrada, triste e severa
e com meu coração de pedra!

Oh, quanto me pesa
ver meu próprio amor que se quebra!
O amor que era mais forte e voava
mais que qualquer seta!

(Cecília Meireles)

Agora ... e durante !!!




JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?


(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Cada qual com o seu desejo...

Para me mexer já preciso de "balões"

A todos

FELIZ ANO 2009

domingo, 28 de dezembro de 2008

Coisas.... e Causas... de todos nós !!!


Causas Nacionais 

Todos nós, que somos Portugal, necessitamos urgentemente de Causas que nos motivem e nos mobilizem. 
Essas Causas têm que corresponder a carências gritantes, os nossos grandes anseios, que deverão ser assumidas por todos, como sendo indeclináveis e acima de qualquer interesse partidário, pois da sua resolução, ou não, depende o futuro de Portugal!
A recente crise financeira global, com os seus inevitáveis impactos negativos económicos, laborais, sociais, culturais e ambientais, também em Portugal, com particular incidência para os mais fracos, só coloca mais ênfase e urgência na correcta definição dos desafios que enfrentamos e que cerceiam o nosso desenvolvimento. Só assim nos poderemos empenhar determinadamente na sua resolução.
Esses desafios conhecidos de todos (e de há longa data), carecem de resolução urgente e, por isso mesmo, devem ser transformados em Causas Nacionais por parte de todos nós. 
Os empecilhos que nos bloqueiam, empobrecem e deprimem são: 
• o elevado nível da pobreza e exclusão social,
• o deficiente funcionamento da educação, da justiça e da saúde, 
• os baixos níveis de produtividade, 
• a deficiente responsabilidade social de muitos dos nossos empresários, 
• a falta de transparência na gestão da Res Publica, 
• o grave e paralisante conluio entre governação/futebol/construção, 
• a nossa fraca afirmação externa (devida, entre outros factores, a uma insuficiência crónica de meios, vontades e à incorrecta valorização das nossas comunidades emigrantes), 
• a nossa falta de brio e de orgulho nacional. 
Não podemos continuar a ignorar essas questões por meros tacticismos e oportunismos eleitorais partidários de curto prazo, fazendo a política da avestruz, hipotecando assim a sua resolução. 
Nós, portugueses já não o toleramos mais. Há que o gritar!
Façamos do seu combate e, se possível da sua erradicação, verdadeiras Causas Nacionais. Elejamos Causas Nacionais que nos empolguem, nos motivem e voltaremos a ter orgulho em ser quem somos: um dos raros povos, 12 a 15, da História da Humanidade, que marcou indelevelmente a sua caminhada, quando guiado pela visão, estratégia e vontade ímpares do nosso Rei D. João II.
Acabemos pois com essas questões que nos envergonham!
Penso que tudo o que hoje nos entristece, deprime e humilha é rapidamente ultrapassável se assim o quisermos e decidirmos como colectivo formidável que somos. Tenhamos nós vontade de o fazer. 
Não existe nenhum atavismo lusitano que nos condene irremediavelmente. 
Esse combate pode e deve ser ganho por um povo, o nosso, que definitivamente não é pequeno! Mas tal só será possível se as três componentes do nosso Estado (as forças políticas, os agentes empresariais, a sociedade civil organizada e todos os cidadãos) se mobilizarem e empenharem. É por isso que precisamos de CAUSAS NACIONAIS.

(http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/4649.html )

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Em hibernação (faseada)

Que nem urso pardo...
Depois de ter "tentado" tomar conta da minha nova vida:
Estive em hibernação.
A Serra Nevada está boa e recomenda-se. 
Depois do dia 15 de Dezembro, em que um forte nevão
colocou tudo "bloqueado", vai haver neve pelo menos até
Abril. 
E, se cair mais de aqui para a frente vai haver até Julho de 2009.
Podem crer que aproveitei para descansar. 
Eu não sou cá de andar em "quedas" geladas.

“Estou que nem me entendo“ ... “Não me recomendo”

Rui Veloso e Mariza - Não Queiras Saber de Mim

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

>>> ??????? <<<


10/12/2008 RÂGUEBI
Internacional jovem pela Inglaterra
Daniel James ficou tetraplégico e foi "autorizado" a suicidar-se

A decisão foi tão rara como o próprio caso. A procuradoria inglesa decidiu, esta semana, não penalizar a família de Daniel James, que se suicidou a 12 de Setembro numa clínica suíça da Dignitas, uma organização que auxilia a eutanásia de doentes em estado terminal.

James, que tinha 23 anos, não estava a morrer. Tinha ficado tetraplégico em Março de 2007, quando deslocou as vértebras C6/C7 num treino do seu clube de râguebi, o Nuneaton. Internacional jovem pela Inglaterra, nunca conseguiu viver com a paralisia e já havia tentado suicidar-se três vezes, sem êxito devido à sua deficiência, até que a sua família decidiu levá-lo à Suíça, onde a eutanásia não é considerada crime. 

"É um caso trágico, envolvendo a morte de um jovem em circunstâncias únicas e difíceis. Sublinho o facto de o Daniel não ter sido influenciado pelos pais a tirar a própria vida, pois as evidências demonstram que até lhe imploraram para não o fazer", declarou o procurador Keir Starmer, que encerrou o processo contra a família James, por ter transportado Daniel para a Suíça. 

A lei britânica proibe a assistência ao suicídio e prevê sentenças até 14 anos de prisão, mas nunca existiram penas nos mais de cem casos de ingleses que morreram nas clínicas da Dignitas. Este parecia ser diferente, mas a dor da família foi entendida. 

"Ele não caminhava, não tinha as mãos funcionais, sentia constantes dores nos dedos, era incontinente, tinha espamos incontroláveis nas pernas e precisava de assistência 24 horas por dia. Dizia que não estava preparado para uma vida de segunda categoria", explicou várias vezes Julie James, mãe de Daniel. Após várias operações e oito meses de reabilitação, as suas melhorias eram escassas. "Ninguém podia amar mais um filho do que nós. Se ele conseguisse viver assim, continuaríamos a tratá-lo com o mesmo amor. Mas ele era determinado e queria libertar-se da prisão em que se tinha transformado o seu corpo", completou Julie, que se despediu do filho acompanhada do marido, Mark, e das duas filhas. 

Fonte: O Jogo