sexta-feira, 14 de março de 2008

Cães perigosos têm de ser esterilizados !!!

Governo proíbe importação, reprodução e criação de sete raças caninas consideradas perigosas.


(Caso este vídeo não funcione, clique no seguinte link:
>>> http://videos.sapo.pt/fMez0wqgLiQcZL262zHh <<
***
Porque não aos políticos e aos criminosos?

Aos políticos e certos criminosos (postos na mesma balança), raças habituadas a "vitimizarem" os Portugueses.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Palavras que eu gosto !!!

Aceitando, embora atrasadamente, o convite da Pessoana (Belgavista)
eis-me aqui a definir algumas palavras "que eu gosto":
De(s)cascais: Gosto de filmes onde, com a desculpa do erotismo,
anda tudo descascado.
Sou um esteta impudico nessas coisas da nudez dos outros.
...Não gosto das laranjas do Jardim dos Combatentes, que de tão
amargas não dão desejo de serem descascadas;

Desarmado: "Perco o desejo do que procuro ao procurar o que desejo"
(Porchia, Antonio);
Palavrório (escrito): Falado é igual a "algaraviada".
Escrito, tudo o que toque bem dentro.
Palavrório para a vista : http://www.palavrorio.com/ ;
Saudade: É um termo difícil de explicar, existindo tão somente
no vocabulário da Língua portuguesa sendo uma espécie de
nostalgia, mas mais complexa.
É a lembrança de um bem que está ausente.
A palavra vem do latim ‘solitate’. No fado e na música popular,
a saudade e a partida são temas constantes, tal como o mar. ...
Então?? Porque será que em todo o mundo "se sente" saudade;
Amor: Palavra de quatro letras, duas vogais, duas consoantes e dois idiotas;
Perdão: "O amor deveria perdoar todos os pecados,
menos um pecado contra o amor.
O amor verdadeiro deveria ter perdão para todas as vidas,
menos para as vidas sem amor"
(Autor: Wilde , Oscar);
Música: "A vida é como a música. Deve ser composta de ouvido,
com sensibilidade e intuição, nunca por normas rígidas"
(Autor: Butler , Samuel);
Silêncio (que diz tudo): “Se não compreendes o meu silêncio,
as minhas palavras são inúteis...” ;

Marimbar: A verdade é que a marimba nunca se está a marimbar,
mas a fama ninguém lhe tira, as coisas são mesmo assim!;

Encher: "Um dia encho-te o quarto de rosas".
Se não o fizer continuarei "um verbo de encher";

Nota: Já tenho delineadas as "palavras que não gosto",
mas nem todas as definições estão ao nível que considero "viáveis".

terça-feira, 11 de março de 2008

Clinton versus Obama

Hoje há primárias no Mississipi.
Quem levará vantagem??
Atentem nas palavras contidas no vídeo!!
Será que a Senhora Clinton vai mesmo recuperar
(segundo as sondagens) ??
Okidoke ?? (Entendido??)

Atocha .... Hoje me pôs assim !!! Saudosista ...

Rhapsody in Blue

From "King of Jazz" (Universal Studios-1930.) The Paul Whiteman Orchestra
playing "Rhapsody in Blue" with Roy Bargy on the piano.Dancing done by the Russell Markert Dancers, and Carla Laemmle.

domingo, 9 de março de 2008

Sorria !!!

(Clique na imagem para ampliar)

Na corda bamba ... Desabafando !!!

(Na Corda Bamba)



Desabafando

Continuando "na corda bamba"
Ora triste e deprimido
Deste canto cativo
Com difícil sorrir.
Pensando em desistir
De mim
Senão o fiz já....sei lá!

Qualquer dia vai passar
Há que haver esperança,
Penso noutros momentos
Fantasia quanto baste.
Tristezas e tarambanices
Pensando que equilibre
E fique de novo
Em minhas quimerices!
....
(MTFernandes)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Clubisticamente falando!!


Está muito simpático, e já não mete medo a ninguém...

Pergunta:

Alguém me sabe dizer o que irá acontecer se este fim-de-semana
>> O Sporting perder em Guimarães;
>> E o Belenenses ganhar ao Boavista.
*****
Nota (11-Mar-2008):
>> A primeira parte cumpriu-se;
>> A segunda foi uma ilusão. Deixou de surtir efeito, por o Belenenses ter perdido.
É sina que já sofro há 62 anos (última vez que o Belenenses ganhou o título de
Campeão Nacional da 1ª Divisão)

Você é ESPECIAL

Homenagem a todas as mulheres
- 08-Março-2008 - "Dia Internacional da Mulher"

Você pode ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes,
mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
É importante que você sempre se lembre de que ser feliz não é
ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes,
trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas,
segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem
sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autora da
própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos,
mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você.
É ter maturidade para falar: "eu errei".
É ter ousadia para dizer: "me perdoe".
É ter sensibilidade para confessar: "eu preciso de você".
Ser feliz é ter a capacidade de dizer: "eu te amo".

Desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para você...
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos seja amiga da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonada pela vida.
E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar
as lágrimas para irrigar a tolerância.
Aproveitar as perdas para refinar a paciência, as falhas para
esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer e os obstáculos para abrir
as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesma.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.
Porque você, você é especial!

A certeza ...

No meio de tantas "Incertezas"

Há "a certeza"
de que continuamos vivos,
de que amamos,
de que seguiremos,
de que nos olhamos,
de que nos lemos,
de que manteremos
todos os nossos sentidos
activos para um fim comum
A... FELICIDADE

terça-feira, 4 de março de 2008

Nem tudo são rosas!!!


Atentem bem na imagem:

****** Nem tudo são rosas ******

Há por ali "algo estranho". Um "puto", rosadinho, risonho, de "rabinho lavado"
a destoar do "contexto". Será "um espinho" nas nossas vidas???
Quem souber que me diga!!!
Ou, então, tirem-no do cenário. Está "desfeiteando" a as rosas.
===================
PS: Os méritos da foto pertencem ao blog "O Jumento ", cujo post
"A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO" (o4Mar2008) a inseriu.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Democracia

Correndo pela “blogagem”, ficamos com uma bagagem
completa sobre “queixas contra o governo”, sobre “autismo”,
sobre “arrogância”, sobre “desgovernação”.
Enfim, parece que o governo “fala uma língua, talvez crioulo”
e o resto do País fala diferentemente (Português, de portugueses)

É como ouvir a jovem que se segue (Mayra Andrade).
Não “patusco” nada mesmo de crioulo, mas é uma alegria
para os meus ouvidos.
E cá vamos nós sendo levados, levados, sim.

(Mayra Andrade - Dimokransa)

Hoje estou assim!!

A cada dia

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

(Carlos Drummond de Andrade)

************
(Nat King Cole - "When I fall in love" (1957)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Avós - Algo indefinível !!!

Mil e uma palavras se poderia dizer do facto de "ser-se avós".

Uma vez mais "Da Planície" inseriu um post que me leva a pensar
que, em matéria de matérias, quase andamos a par (salvo-seja).
Insiro pois o início do post, com link para leitura do texto completo
*********
Ser Avó

Desde há uns tempos para cá, e para desespero da minha filha pois
não páro de falar no assunto, tenho sentido um desejo imenso de ser avó.
É uma coisa inexplicável! Já tinha ouvido falar do relógio biológico
no que se refere a ser mãe, mas a ser avó...nunca ouvi.... >>>
(Carregue em "Ser Avó" para ler o post inteiramente. Olhe que vai gostar!!!)

*********
Quanto a mim, que já sou avô há quase cinco anos, já o mencionei
aqui no meu blog no post "Na Lisboa que amanhece" (08 de Jan´p.p.),
vou ser avô novamente em Julho. Já posso informar que vai ser uma
menina. Fica equilibrado: 3 moços e 3 moças.
Como será de prever, ando ansioso. É sempre uma situação renovada.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Mães - Apesar de tantas situações inqualificáveis !!!

Apesar de tantas situações inqualificáveis!!!
Filhos abandonados, filhos maltratados, filhos mortos,
comissões de menores, amas, juizados,
filhos dados, filhos vendidos, filhos explorados,
filhos abusados, etc, etc.

O homem 'scolhe, na vida,
Tudo aquilo que ela tem,
Trabalho, roupas, comida,
Só nunca escolhe uma mãe.

Cada qual pode escolher
Muitas coisas, ou nenhuma,
Família, casa, mulher,
Mas, quanto à Mãe... é só uma.

E mesmo que se não goste
Das atitudes da mãe,
Não cabe ao filho que o mostre.

É que a Mãe, de que nasceu,
Cada um de nós só tem
Aquela que Deus lhe deu.

Vítor Cintra
No livro: DISPERSOS

****************
(Luciano Pavarotti - Mamma, son tanto felice)



***************
PS: Em agradecimento a uma boa amiga do blog "Da Planície"
que com o seu post "Queridos Pais"
me induziu a inserir o meu post,
bem como ao J. Vitor Silva, cujo soneto acima
eu copiei e inseri com link.
Bem hajam!!!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Terras da minha gente !!!

Lento

De calçada os teus cursos predilectos

rotas sonolentas de lisboa velha
que se ama ao rés dos beirais
no murmurar da folha
geme se contempla não do céu
mas dos mirantes
tranquilos de domingo.


Tudo te cabe nesta cidade
o cheiro do capim que trouxeste
e umas saudades
de áfrica e outro tempo
em que as asas mais facilmente
te sustentavam no ar
rarefeito e agora denso
de poemas e lembranças.

Tranquila a tua voz
quando em tardes de lisboa
sem destino ao pé do tejo
falavas da tua gente
e de versos e de sonhos.
E eu escutava
a clara humanidade
que povoa o teu olhar.

Soledade Santos

(Clique na palavra "Lento", para ver a origem do poema)
******************
PS: Ao ler este poema resolvi postá-lo, pensando que seria uma
justa homenagem à Mariza e a toda a "nossa gente" que sonha
e vibra neste recanto à beira mar plantado.
Homenageio também Amália Rodrigues, autora dos versos do
fado cantado por Mariza
******************
Mariza - Gente da Minha Terra

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Contadores de histórias - Tradição oral

Contistas, contadores de histórias ... aqueles que fazem a
tradição oral... especialmente como a vivi e senti em África...
são algo que me fascina!!!

Soldados e estudantes



(Cliquem no link "Soldados e estudantes", para verem a origem do post)
*****
PS: Foi esta história como podia ter sido outra. Inseri esta
por ter sido contada por um natural de Vila Ruiva,
"gente da minha terra", com os quais tenho "laços familiares",
"de compadrio" e de "boa avizinhança".
S.F.F. >>> Disfrutem!!!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Armadilha dos abraços... na ... volta para o meu aconchego

E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.
Ninguém esquece um corpo que teve
nos braços um segundo - um nome sim.
Rosa Lobato Faria
********
Aconchego - Elba Ramalho(Legendado)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Para "Bom" Alentejano, porque para "Mau" basto eu!!

O ALENTEJO

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar. O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano. Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe. Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre. Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina. Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos. D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?» Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar. E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve. Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama. Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram. E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis. Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?» Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu! É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

*********
PS: Este texto já andou de post em post, já correu muita caixa de email, já viajou na boca de muitos serões.
Quase sempre se diz "Desconheço o Autor". Se não me falha a memória e rebuscação no meu disco duro,
a autoria dever-se-á a um alentejano de "quatro costados" ( que anda pr'á aí escondido atrás dum chaparro "musical") e que dá pelo nome de Francisco Filipe Cruz (salvo, qualquer erro ou omissão).

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Este post delicioso estava no Gato com vertigens um blog excelente que devem visitar!

Pensamentos profundos do dia...
· As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.
· O chocolate não engorda, quem engorda é você.
· O trabalho fascina-me tanto que às vezes, fico parada a olhar para ele.
· Se fores chata as tuas amigas, perdoam; se fores agressiva as tuas amigas, perdoam; se fores egoísta as tuas amigas, perdoam. Agora experimenta ser magra e linda... ‘Tás lixada!
· O amor é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama...
· O excesso de sexo provoca amnésia e outras merdas que agora não me lembro...
· Os "cornos" não existem! Isso são merdas que te colocaram na cabeça. Okay?
· Casamento é um relacionamento a dois, no qual uma das pessoas está sempre certa e a outra é o marido.
· A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o homem, está sempre ao lado da mulher que vier e der.
· O sexo é como uma estação de serviço: às vezes recebe-se um serviço completo; outras vezes tem que se pedir para se ser atendido e há vezes em que temos que nos contentar com o self-service!
· Um homem é como um soalho flutuante: se for bem montado pode ser pisado durante mais de 30 anos.
· Não procures o príncipe encantado. Procura, antes, o lobo mau: ouve-te melhor; vê-te melhor e ainda te come.
· Toda a gente se queixa de assédio sexual no local de trabalho. Ou isto começa a ser verdade ou então despeço-me...
· A mulher do amigo é como a bota da tropa... também marcha!
· O homem é o único animal que pode permanecer, em termos amigáveis, ao lado das vítimas que pretende comer, antes de comê-las.
· A infidelidade e a devolução de um cheque resultam ambos da mesma situação: falta de cobertura.
· O cérebro é um órgão maravilhoso. Começa a trabalhar logo que acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.
· O teu computador é como uma carroça: tem sempre um burro à frente!
· As hierarquia são como as prateleiras, quanto mais altas… mais inúteis.
· Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia...
· A diferença entre Portugal e a República Checa é que esta tem o governo em Praga e Portugal tem a praga no governo.
· Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução? Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva. Uma solução seria metê-los a todos.
· Eu cavo; tu cavas; ele cava; nós cavamos; vós cavais; eles cavam. Não é bonito, mas é profundo...
· Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas: excesso de nabos, falta de tomates e muito grelo abandonado.
*********
E agora "la crème de la crème":
- Portugal é um país geométrico: é rectangular e tem problemas bicudos discutidos em mesas
redondas...por bestas quadradas!

**********************
PS: E nós (homens), lá vamos cantando e rindo... cada vez mais ... levados, levados, sim,
pelo >>>>>>>

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008


O paraíso dos gatos

O paraíso dos gatos é um local cheio de magia. Estranhamente silencioso, tirando o meigo ronronar de contentamento que se propaga pelas nuvens fofas e brancas, como se fosse uma maquinaria de ar condicionado. Também há ocasionais miados, que são talvez conversas filosóficas; e as bulhas de brincadeira, cuja comoção aleatória provoca uma serena indiferença entre as almas.O paraíso dos gatos é uma tépida construção nas alturas, que o sol aqueceu até ao nervo; feito de um sono prolongado, de seca quietude, e a ocasional orelha que se põe alerta, em busca de sons celestes.O paraíso dos gatos é uma casa de meditação. E, apesar de tudo, tem uma certa melancolia, pelas saudades de uma vida breve e agitada, que já passou num repente.O paraíso dos gatos é feito de algodão muito suave, como o colo dos donos (que era, mesmo assim, um tudo de nada frio); e há veludo, para arranhar eternamente; e, quando as luzes se apagam, movem-se na sombra ratinhos brancos, que dá gosto morder, que não estão verdadeiramente vivos e por isso não deitam sangue; o qual, convenhamos, estragaria a brancura toda dessa movimentada brincadeira.O paraíso dos gatos é uma cidade de corpos aninhados e olhares cruzados. Verdes, amarelados; significativos e pedinchões; por vezes ofendidos, mas sempre por pouco tempo; e há comida até encher; e não é preciso tomar conta dos donos, que são afinal tão estranhos, nas suas preocupações nervosas, nos repentes, nos excessos tontos.

Crédito para: Luís Naves (noCorta-Fitas”)